Deliciosa provocação
por FanfiqueiraNamjoon estava ofegante, o peito subindo e descendo enquanto ainda segurava Lia contra si. Pegou uma das mantas do cestinho ao lado do sofá e cobriu os dois, ajeitando-a sobre seus corpos suados. Com um sorriso bobo estampado no rosto, passou os dedos devagar pela lateral do braço dela, como se não quisesse parar de tocá-la.
— Nossa… tem tanto tempo que eu não transo assim… — ele riu, balançando a cabeça em descrença, como se estivesse admitindo para si mesmo.
Lia soltou uma risadinha gostosa, traçando linhas no peitoral dele com a ponta dos dedos.
— É mesmo? E você tava há quanto tempo com aquela sem noção lá?
Ele ergueu a sobrancelha, rindo com ironia.
— Três anos. Mas nem na nossa primeira vez foi assim. Nem perto disso.
Ela arregalou os olhos, riu alto e beliscou de leve a barriga dele.
— Então, quer dizer que eu bati recorde logo de cara? — brincou, mordendo o lábio inferior. — Bom… nesse caso, acho melhor você me adicionar nos seus contatos, porque eu quero mais algumas noites como essa.
Namjoon riu, apertando de leve a cintura dela.
— Olha só… mal terminou e já tá pedindo bis. Mas confesso… — ele beijou a têmpora dela, a voz mais baixa e quente. — Eu também quero.
O sorriso dela suavizou, e aos poucos, com os olhos pesando, ela se acomodou melhor contra o peito dele, fechando os olhos ali mesmo no sofá.
Namjoon a observou em silêncio por alguns segundos, depois suspirou.
— Melhor a gente botar uma roupa, antes que alguém apareça…
Ela abriu os olhos devagar, soltando uma risadinha preguiçosa.
— Pra quê? — ergueu o olhar cheio de malícia. — O Tae e a Jihye estão no quarto, certeza que transando de novo. E o Jungkook com a Yoo-na… hm… eles tão no apartamento, e se eu conheço bem, também já tão ocupados. — ela deu de ombros. — Não vão aparecer aqui.
Namjoon riu, balançando a cabeça, mas o sorriso dele entregava o quanto estava gostando daquela ousadia.
— Você fala como se tivesse certeza absoluta…
— Tenho. — ela riu baixinho, beijando o maxilar dele. — E se alguém aparecer… a gente vê o que faz.
Namjoon arqueou as sobrancelhas, divertido, e apertou mais a cintura dela, trazendo-a para outro beijo lento e cheio de desejo.
— Tá… mas só porque eu tô curioso pra ver o que você inventaria na hora.
Ela sorriu contra os lábios dele, provocante, e o beijo dos dois se prolongou, como se a noite não tivesse hora pra acabar.
Quando já era 8hrs da manhã…
Namjoon estava ali, encostado no balcão, tentando manter a naturalidade enquanto Tae e Jihye puxavam conversa animada sobre a noite passada. Ele ria, respondia rápido, mas dentro dele o corpo já tremia — porque por trás da bancada, Lia não perdoava.
Ele sentiu primeiro a calça descendo lentamente, o ar frio tocando sua pele. Seus olhos arregalaram por um segundo e ele tossiu disfarçando, segurando firme no balcão. Quando percebeu o que ela ia fazer, arregalou os olhos ainda mais e olhou rápido para os dois.
— Vocês não querem… esperar lá no quarto, não? — ele disse rindo nervoso.
Mas não teve tempo de terminar, porque sentiu a boca quente de Lia envolver o membro dele, sugando com intensidade. Namjoon fechou os olhos por um instante, mordendo o lábio inferior com força, tentando não gemer alto.
Tae continuava falando como se nada estivesse acontecendo, e Jihye ria de alguma piada boba. Namjoon respondia com acenos de cabeça, mas suas mãos já tremiam, a veia do pescoço marcada enquanto Lia alternava sucções profundas com lambidas lentas na glande.
Ele engoliu seco, apertando o balcão com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos. Sua respiração começava a falhar, ficando mais pesada e entrecortada.
— Tá… tá quase pronto o café… — ele disse ofegante, tentando rir, mas a voz saiu mais rouca que o normal.
Lia aumentou o ritmo, olhando pra ele com aqueles olhos cheios de malícia, sugando mais fundo, fazendo barulho de propósito. Namjoon engasgou no próprio riso, a mão livre descendo discretamente para agarrar o cabelo dela, guiando o movimento sem conseguir evitar.
O corpo dele tremia, e ele mal conseguia responder às perguntas de Tae. Só saiu um “uhum” abafado enquanto Lia engolia cada vez mais rápido, até ele perder o controle.
Com um gemido preso na garganta, Namjoon arqueou levemente o corpo pra frente, gozando forte dentro da boca dela, a respiração entrecortada. Ele mordeu os lábios tentando segurar qualquer som, os olhos semicerrados de prazer, o coração disparado como se tivesse corrido uma maratona.
Ele olhou para Tae e Jihye, rezando para que eles não percebessem nada, enquanto Lia engolia tudo, sorrindo safada lá embaixo, ainda escondida atrás da bancada.
Namjoon ainda estava encostado no balcão, tentando retomar o fôlego e a compostura enquanto Tae e Jihye pegavam as xícaras que ele tinha acabado de encher. O casal riu de alguma piada interna e logo se afastou para o quarto, deixando o caminho livre.
Foi nesse instante que ele sentiu — Lia roçando a bunda nua contra ele, escondida atrás da bancada, provocando como se nada tivesse acontecido. O sangue dele ferveu na hora.
Ele se inclinou um pouco, a voz baixa e rouca:
— Você não sabe quando parar, né? — os olhos ardiam de desejo e perigo.
Sem esperar resposta, ele agarrou firme no braço dela, puxando sem dar chance de fuga, arrastando-a em silêncio até a despensa ao lado da cozinha. A porta bateu atrás deles.
Namjoon a prensou contra a parede estreita, a respiração quente batendo no pescoço dela.
— Quer me deixar maluco na frente deles? — ele rosnou, deslizando as mãos pela cintura dela até agarrar a bunda com força.
Ela apenas riu baixinho, rebolando contra ele, e isso foi o suficiente para fazê-lo perder o controle. Namjoon abaixou a calça de uma vez, levantou a perna dela e a penetrou fundo, num estalo alto que ecoou na despensa.
— Caralho… — ele gemeu, enfiando com intensidade, sem dar tempo dela se acostumar.
Ele segurava firme na cintura dela, batendo forte, cada estocada acompanhada de tapas na bunda que a faziam gemer abafado. O ritmo era bruto, urgente, como se estivesse cobrando cada provocação que ela tinha feito.
A respiração dos dois se misturava com o barulho dos corpos se chocando. Lia arranhava a parede para se apoiar, mordendo os lábios para não gritar. Namjoon a puxava pelos cabelos, obrigando-a a olhar para trás enquanto ele metia cada vez mais fundo.
— Você gosta disso, né? — ele disse entre dentes, a voz grave e rouca. — Me provocando até eu te foder desse jeito…
Ela gemeu em resposta, o corpo tremendo a cada investida. Namjoon aumentou ainda mais a força, socando sem dó, os gemidos dela abafados pelo espaço pequeno da despensa.
Ele só parou quando sentiu as pernas dela tremerem, mas não diminuiu a intensidade — segurou-a com força, batendo sem piedade, até chegar ao limite.
Com um gemido rouco, ele gozou fundo dentro dela, a testa encostada nas costas dela, ofegante, ainda dando algumas estocadas pesadas antes de parar.
Ficaram ali alguns segundos, respirando forte, o cheiro de sexo preenchendo o espaço apertado. Ele mordeu o ombro dela e sussurrou:
— Isso é o que você ganha quando tenta me provocar, Lia.
—Hum… acho que vou te provocar mais vezes então, para ser fodida desse jeito por vc. — Lia disse com um sorrisinho malicioso.
Namjoon ainda estava colado nela, o peito subindo e descendo rápido, o corpo quente demais para pensar direito. Quando ouviu a provocação, abriu um sorriso torto, meio incrédulo, ainda recuperando o fôlego.
— Você é doida… — murmurou, apertando a bunda dela mais uma vez, dando outro tapa sonoro só para ver a reação. — Se falar isso de novo, eu te jogo aqui mesmo de novo, sem dó.
Ele encostou a boca no ouvido dela, a voz baixa, rouca, cheia de ameaça gostosa:
— Me provoca mais uma vez e vai passar o dia inteiro sem andar direito, entendeu?
Ainda assim, os dedos dele passearam na cintura dela, como se quisessem cumprir a promessa imediatamente.
Ela riu baixinho, mordendo o lábio, e ele só balançou a cabeça, respirando fundo antes de ajeitar a calça. Passou a mão pelo cabelo, tentando parecer normal, mesmo ainda com o corpo em brasa.
— Vamos sair daqui antes que alguém perceba… — disse, mas o sorriso malicioso denunciava que ele já estava imaginando a próxima vez que ela fosse “provocá-lo”.
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