Mais Perto do Que Deveria
por FanfiqueiraO quarto de Tae estava longe de ser à prova de som. Os gemidos abafados de Jihye e Tae começaram a ecoar pela sala, constrangendo quem ficou de fora. Namjoon pigarreou, desconfortável, e foi até a caixa de som. Girou o botão, deixando a música um pouco mais alta para disfarçar o ranger da cama e os sons inevitáveis do quarto ao lado.
Talvez por influência da bebida, ou pelo peso que já carregava, a língua de Namjoon ficou mais solta. Ele passou a mão pelo rosto, afundando-se no sofá.
— Às vezes eu acho que tô perdendo meu tempo nesse relacionamento… — murmurou, voz embargada, mas firme o bastante para chamar atenção.
Yoo-na ergueu uma sobrancelha, recostada no canto do sofá. O sorriso dela surgiu lento, como quem ensaia um desafio.
— Se eu fosse você, largava ela. Ficava um tempo sozinho… ou experimentava algo novo.
Namjoon franziu a testa, intrigado.
— Tipo o quê?
Yoo-na não respondeu de imediato. Em vez disso, olhou de canto para Lia, como quem entrega a deixa. Lia ajeitou a postura, inclinou-se um pouco para frente e sorriu com malícia.
— Tipo eu.
Namjoon piscou, surpreso. Lia riu, balançando a cabeça.
— Eu te faço esquecer essa daí em apenas uma noite. E nem preciso de sexo pra isso.
Houve uma pausa. Namjoon a observava como se tentasse decifrar até onde ia aquela provocação. Lia sustentou o olhar, sem recuar um milímetro.
Jungkook, até então calado, soltou uma risada curta.
— Hyung, termina logo com ela. Vai viver sua vida… você merece coisa melhor.
Lia completou, mais suave agora:
— Não precisa decidir por pressão. Mas se até seu melhor amigo diz que você merece algo melhor… talvez seja hora de colocar as coisas na balança.
Namjoon recostou-se de novo, soltando o ar devagar. Passou a mão pela nuca, os olhos fixos no nada.
— Eu sei… só que… — parou, mordendo o lábio. — Eu tenho medo de jogar fora anos da minha vida. Mas também tô cansado de viver assim.
A sala silenciou. O clima, em vez de festa, parecia mais uma reunião de desabafo. Yoo-na percebeu e se levantou, batendo palmas para quebrar a tensão.
— Ok, chega de drama. Eu tenho uns jogos lá em casa. Vou buscar.
Todos assentiram. Ela saiu, cruzando o corredor, respirando fundo como quem precisa se recompor. Assim que abriu a porta do próprio apartamento, sentiu uma presença logo atrás. Virou-se rápido.
Jungkook estava parado ali, encostado na lateral da porta, olhar preguiçoso e um meio sorriso que mais parecia um desafio.
— Precisa de ajuda pra levar os jogos?
— Hãm? — Yoo-na piscou algumas vezes, tentando disfarçar o quanto a simples presença dele a mexia por dentro. — Não… não precisa. São leves.
Entrou direto para o quarto, murmurando para si mesma, mas sentindo o coração acelerar sem motivo. Esticou-se para alcançar a caixa de jogos em cima do guarda-roupa, na ponta dos pés.
Antes que conseguisse, uma mão grande passou por cima dela com facilidade e pegou a caixa. Jungkook colocou-a debaixo do braço, exibindo um sorrisinho convencido.
Yoo-na revirou os olhos, bufando.
— Tire esse sorrisinho da cara.
Ele a fitou de cima a baixo, o sorriso só crescendo. Deu um passo à frente, diminuindo a distância, até ela sentir o calor da presença dele.
— Então vem tirar. — A voz saiu baixa, grave, quase desafiadora.
Sem perceber, Yoo-na mordeu o lábio inferior, desviando o olhar para qualquer ponto que não fosse ele. Tentava parecer distraída, mas a respiração mais curta a entregava.
Os olhos dele baixaram direto para a boca dela, fixando-se na curva vermelha entre os dentes. O sorriso convencido sumiu, dando lugar a algo mais sério — um brilho escuro, concentrado. Ele inclinou levemente a cabeça, aquele gesto típico de quando estava pensando demais, tentando se conter.
Um músculo no maxilar dele se contraiu.
— Não faz isso… — a voz saiu rouca, baixa, como uma confissão perigosa.
Ela piscou, confusa.
— Isso o quê?
Ele riu sem humor, descruzando os braços e se aproximando mais, até quase encostar nela.
— Morder o lábio desse jeito. — O olhar dele percorreu os dela para a boca, de volta aos olhos. — Você não tem ideia do que isso causa em mim.
Por um segundo, o silêncio tomou o quarto. O ar ficou mais quente, carregado. Ele não a tocava, mas a proximidade era sufocante, como se a pele dela já ardesse com a promessa do toque.
Yoo-na respirou fundo, parou de morder o lábio e, como se estivesse tentando retomar o controle, murmurou:
— Acho que… que esse jogo basta, né?
Pegou a caixa com firmeza, já se virando para sair do quarto. Jungkook, no entanto, deixou o olhar correr pelo espaço, absorvendo cada detalhe como se precisasse entender algo dela. Foi quando avistou o ursinho de pelúcia jogado na cama, quase perdido entre as cobertas.
— Gosta de ursinhos de pelúcia? — ele perguntou, arqueando uma sobrancelha, a voz carregada de uma curiosidade disfarçada.
Ela se virou um pouco, surpresa com a pergunta. Um sorriso tímido escapou.
— Uhum. Esse foi meu ex que me deu. — mordeu o canto do sorriso, encolhendo os ombros. — Mesmo depois de terminar, não consegui me livrar do ursinho…
Por um instante, Jungkook ficou imóvel. O peito dele inflou numa respiração lenta, pesada. Os olhos se estreitaram um pouco, como se aquela revelação tivesse incomodado mais do que ele gostaria de admitir.
— Hm. — foi tudo o que saiu, mas o tom era mais grave do que o normal. Ele desviou o olhar do ursinho para ela, demorando um segundo a mais do que deveria. — Então você guarda lembranças.
O sorriso dela quase vacilou, mas ela assentiu.
Ele riu curto, sem humor, balançando a cabeça.
— Eu nunca deixo nada pra trás. — disse baixo, a mandíbula marcada pela tensão. — Principalmente quando é algo que eu ainda quero.
Os olhos dele prenderam os dela, sem disfarçar o peso do que queria dizer.
E então ela deu uma risada curta, quase seca, e ajeitou a bolsa no ombro antes de dizer com ironia:
— Falando assim nem parece que você é pegador… Muito bem, continua assim, talvez alguém acredite.
Já se afastava em direção à porta quando ele se moveu. O som dos passos foi firme, decidido, até rápido demais. Em segundos, Jungkook estava atrás dela, a mão grande segurando o braço dela com firmeza o suficiente para fazê-la parar.
— É isso que você acha de mim? — ele perguntou baixo, perto demais do ouvido dela. A respiração quente bateu contra a pele do pescoço dela, fazendo arrepiar. — Que eu vivo me jogando de cama em cama?
Ela tentou rir de novo, mas a voz dele quebrou o ar com um tom mais grave, rouco:
— Você não faz ideia.
Ele girou-a de leve, obrigando-a a encarar seus olhos escuros. Havia raiva contida ali, mas também uma intensidade crua, física. Jungkook inclinou o rosto devagar, quase colando seus lábios nos dela, mas parou a um fio de distância.
— Quer mesmo me testar, Yoo-na? — a voz saiu quase num rosnado baixo, como um desafio.
A mão dele que segurava o braço dela deslizou até a cintura, os dedos pressionando o tecido da roupa, puxando-a para mais perto.
— Não quero testar ninguém, Jungkook… — ela respirou fundo, desviando o olhar, a voz um pouco mais baixa. — Só não quero me envolver sentimentalmente com caras como você.
O maxilar dele travou de imediato. Jungkook a fitou em silêncio por alguns segundos, como se as palavras tivessem perfurado algo fundo demais. O sorriso convencido sumiu do rosto, substituído por uma seriedade desconfortável.
— Caras como eu… — ele repetiu, quase como se provasse o gosto amargo da frase. A mão ainda pousada na cintura dela apertou um pouco mais, não de forma bruta, mas possessiva. — Você fala como se me conhecesse.
A respiração dele saiu pesada, os olhos buscando os dela mesmo quando ela desviava.
— E se eu não for esse cara que você acha? — perguntou em tom baixo, rouco, que mais parecia um aviso. — Se eu for muito pior… ou muito melhor?
Ele inclinou a cabeça, estudando cada detalhe dela, e deixou escapar um sorriso torto, sem humor.
— Você fala como se estivesse se protegendo de mim. Mas não parece que está conseguindo muito bem.
Com a voz ainda colada ao ouvido dela, completou:
— Se não quer se envolver, então por que está tremendo cada vez que eu chego perto?
— É impressão sua… — ela retrucou, forçando firmeza, e se afastou de vez. As passadas rápidas a levaram de volta ao outro apartamento, como se a distância pudesse apagar o que tinha acabado de acontecer entre eles.
Girou a maçaneta, empurrou a porta — e o ar sumiu do peito.
O choque veio imediato: Namjoon e Lia estavam no sofá, corpos entrelaçados, gemidos abafados e roupas espalhadas pelo chão. Yoo-na congelou, incapaz de desviar os olhos por alguns segundos que pareceram eternos.
Antes que a mente conseguisse reagir, Jungkook surgiu atrás dela. Num gesto rápido, fechou a porta, o estalo da madeira ecoando como uma sentença. Agora, os dois estavam colados no pequeno corredor, o corpo dele quase prensando o dela contra a parede.
Os rostos tão próximos que ela podia sentir a respiração quente dele roçar sua pele. O coração martelou contra o peito, e, por um instante, Yoo-na quase cedeu — quase deixou que aquela mínima distância se quebrasse.
Mas não. Inspirou fundo, virou o rosto e escapou do olhar dele, voltando para dentro do apartamento sem dizer nada.
Jungkook permaneceu parado por alguns segundos, os olhos escuros ainda fixos no lugar onde ela estivera, a mandíbula marcada pela tensão.
Aaah o ursinho kkkkk
Imagina a cara de vergonha do Nam kk
Essa aí agora se garantiu
Kk,não perde uma chance kk
Pronto,matou o curioso
Então…..
Kk, isso pq ele não queria
Kkkkkkkkkkkkkk menina que babado