O Pegador que Foi Pegado
por FanfiqueiraO silêncio tomou conta do quarto, quebrado apenas pelo som suave da respiração pesada de Jungkook. O braço dele ainda a prendia contra o peito, mesmo inconsciente, como se o corpo dele recusasse soltá-la. Yoo-na fechou os olhos, rindo sozinha, sentindo o peso daquele abraço possessivo — e o calor gostoso que ainda ardia entre as pernas dela depois da maratona da noite. Em minutos, o cansaço a venceu também, e ela apagou nos braços dele.
A manhã seguinte
A luz filtrava pelas cortinas pesadas do quarto, invadindo o ambiente aos poucos. Yoo-na se mexeu, os cílios tremendo antes de abrir os olhos. Por um instante, ela não entendeu onde estava. Só quando virou o rosto e viu Jungkook deitado ao lado dela — nu, o lençol bagunçado apenas cobrindo parte da cintura, um braço jogado para cima, a boca entreaberta e os cabelos caindo desordenados pela testa — que a memória veio com força.
A noite.
O carro.
O elevador.
O quarto.
O “chá” que ela tinha dado nele até o corpo dele ceder, rendido, quebrado.
Yoo-na arregalou os olhos e soltou uma risada nervosa, levando a mão à testa.
— Ai, caralho… — sussurrou, esfregando os olhos. — Eu preciso parar de me render a cafajestes.
Ela se sentou devagar, os músculos latejando do jeito que só uma noite intensa podia deixar. Olhou para o lado e viu Jungkook jogado na cama, dormindo pesado, o peito subindo e descendo lento, como se nada no mundo pudesse acordá-lo. O sorriso cafajeste tinha desaparecido; ele parecia até mais jovem, vulnerável, entregue.
Yoo-na ficou olhando por alguns segundos, mordendo o lábio, como se lutasse contra a própria vontade de deitar de novo e se perder naquele peito quente. Mas balançou a cabeça, decidida.
— Nada disso, Yoo-na. Você sabe como esses caras são — murmurou para si mesma. — É só mais um pegador.
Levantou, recolheu as peças de roupa espalhadas pelo quarto — a blusa jogada perto da cama, a saia amassada caída no tapete. Vestiu-se em silêncio, tentando não fazer barulho. Antes de sair, lançou um último olhar para ele.
Jungkook continuava dormindo, alheio a tudo. Ela riu sozinha, balançando a cabeça, e sussurrou:
— Dorme bem, pegador…
E saiu, fechando a porta atrás de si.
Algum tempo depois, Jungkook se remexeu, soltando um gemido preguiçoso. A mão dele foi automaticamente para o lado da cama, tentando puxar Yoo-na de volta para o peito. Mas só encontrou lençol frio e vazio.
Abriu os olhos devagar, confuso. Olhou para o lado. Nada. O travesseiro ainda tinha o cheiro dela, o cabelo dela, mas a cama estava vazia.
Ele se sentou, bagunçando os cabelos com uma mão, a expressão entre surpresa e irritação.
— Yoo-na? — chamou, a voz ainda rouca de sono.
Silêncio.
— Yoo-na! — levantou-se da cama, andando pelo quarto, abrindo a porta do banheiro, depois indo até a sala do apartamento. Nada.
O peito dele apertou de um jeito estranho. Ela tinha ido embora. Sem deixar bilhete. Sem mensagem. Sem nada.
Jungkook bufou, irritado, jogando o corpo de volta contra a cama.
— Merda… — resmungou. — Nem sei o sobrenome dela…
Passou as mãos pelo rosto, tentando afastar a frustração, mas bastava fechar os olhos para lembrar dos beijos, das mãos dela arranhando o peito dele, do corpo dela rebolando em cima dele até ele perder o fôlego.
Levantou-se de novo, indo até o banheiro. Ligou o chuveiro, entrou e deixou a água quente escorrer pelo corpo. Mas, em vez de relaxar, só ficava mais tenso.
A lembrança vinha clara, como se o corpo ainda guardasse a memória da noite. Ele apoiou as mãos contra a parede de mármore, a água caindo sobre as costas, e murmurou baixinho:
— Caralho…
Sem perceber, a mão desceu pelo abdômen até o membro já duro. Jungkook fechou os olhos, a imagem dela cavalgando em sua mente, a voz dela, o jeito que ela tinha o deixado sem forças.
— Yoo-na… — sussurrou, a respiração acelerando.
Se masturbou ali mesmo, sob a água quente, a cabeça encostada contra a parede, gemendo baixo, lembrando do jeito que ela tinha mordido o ombro dele, de como o corpo dela o apertava de um jeito viciante. O orgasmo veio rápido, intenso, arrancando dele um gemido rouco, quase irritado.
Ele apoiou a testa na parede, respirando pesado, mas em vez de aliviar, a sensação era de vazio.
— Droga… não é a mesma coisa — murmurou.
Demorou alguns minutos até conseguir recuperar o fôlego. Lavou-se rápido, desligou o chuveiro e enrolou a toalha na cintura. No espelho, o reflexo mostrava alguém diferente — ainda excitado, mas frustrado, perdido.
— Você tá fodido, Jeon Jungkook — falou sozinho, antes de rir sem humor.
Vestiu-se, pegou o celular, fones de ouvido e uma garrafa d’água. Precisava descarregar aquela energia, e só havia um lugar para isso: a academia.
Oh dó, força guerreira
Passada, chocada
tbm fiquei kkk não lembrava disso..
É
Kk,boas lembranças
Bem vindo ao nosso lado do mundo
Ela te pegou de jeito né,só a lembrança tá desse jeiro
As meninas estavam certas
Que vai precisar de ajudar é ele kk
Essa é das minhas kkkkkkk