Pegação no Elevador
por FanfiqueiraA porta do apartamento se abriu e, de repente, Jungkook surgiu acompanhado de três mulheres. Tae e Namjoon congelaram na hora.
— Caralho… — Tae piscou, quase engasgando com a bebida. — Tu saiu pra bater chamar o novo vizinho e volta com duas mulheres?
Namjoon franziu o cenho, arregalando os olhos. — Duas? Não… três.
Mas Tae nem ouviu. Assim que seus olhos bateram em Jihye, ele se levantou num pulo, o sorriso abrindo de orelha a orelha.
— Jihye! — exclamou, indo até ela e pegando na mão dela como se fossem velhos conhecidos. — Vem, entra…
Namjoon, sentado, ficou apenas observando tudo com um ar confuso. Ele era o único que não conhecia ninguém ali, e aquela entrada repentina tinha bagunçado a lógica da noite.
Lia entrou com passos firmes, um sorriso travesso nos lábios.
— Fiquei sabendo que tinha um homem tristinho aqui… querendo ser consolado. — disse, a voz carregada de malícia.
Namjoon arregalou os olhos, encarando primeiro Jungkook, depois Tae, como quem procurava explicações.
— Eu? — perguntou, incrédulo.
— Talvez — Lia deu de ombros, divertida.
Antes que o clima firmasse, Yoo-na cruzou os braços, um sorriso cheio de sarcasmo.
— Eu nem ia vir, mas a Lia se ofereceu… e a Jihye queria ver o gatinho que ela não para de falar.
— Eeeei! — Jihye protestou, os olhos arregalados, lançando um olhar de repreensão para a amiga.
Tae, no entanto, abriu um sorriso ainda maior, satisfeito com a indireta. Ele quase se estufou no sofá, como se tivesse acabado de ganhar pontos.
Yoo-na percebeu a reação e riu.
— Pela sua cara… você nem sabe quem ela é. — apontou para Namjoon, que ainda parecia sem entender nada. Depois virou-se lentamente para Tae. — Então deve ser você.
Ela deu um sorriso malicioso para Jihye, depois voltou o olhar para Tae.
— Realmente… ele é um gatinho, né?
O maxilar de Jungkook se contraiu no mesmo instante. Ele se esforçou para manter a expressão neutra, mas os olhos pesaram na direção de Tae e Jihye. Fingiu um meio sorriso, como se estivesse apenas achando graça, mas por dentro o incômodo queimava.
Enquanto isso, Lia avançava em passos largos até Namjoon, parando bem na frente dele.
— Esse aqui é meu. — decretou, quase como quem marca território.
Namjoon, surpreso, deu um passo para trás, levantando as mãos.
— Não, não… eu tenho noiva. Não tô aqui pra ficar com ninguém.
Lia fez um biquinho, cruzando os braços.
— Nossa… por que os melhores sempre se amarram tão rápido?
— Porque você passou tempo demais se divertindo com homens que não prestam. — Yoo-na cortou, rindo e lançando um olhar de rabo de olho direto para Jungkook. O tom não era explícito, mas a indireta ficou clara o suficiente.
Ela se jogou no sofá, esticando as pernas como se já tivesse em casa.
— Bom… pelo jeito eu entro nessa estatística.
Namjoon riu baixinho, balançando a cabeça. Tae gargalhou, claramente achando graça da situação. Só Jungkook permaneceu sério, sustentando o sorriso forçado por alguns segundos antes de suspirar pesado.
— É… engraçadinho vocês — ele murmurou, olhando para Yoo-na e depois desviando o olhar, tenso. — Mas eu não tô na pilha de ser piada hoje, não.
O celular de Jihye vibrou. Ela olhou a tela e suspirou.
— O porteiro disse que o entregador não sobe… vou ter que buscar as cinco caixas de pizza lá embaixo.
Ela fez uma careta frustrada, mas antes que pudesse reclamar mais, Tae já estava de pé.
— Eu vou com você.
Ela piscou, surpresa.
— Jura?
— Uhum. — respondeu, simples, já caminhando para a porta.
Eles seguiram em silêncio até o corredor. No elevador, o clima ficou ainda mais carregado, uma tensão que nenhum dos dois parecia saber como quebrar. Foi Tae quem falou primeiro:
— É sério que… você me achou gatinho?
Jihye, que estava olhando para o visor dos andares, engoliu seco. O rosto corou quase instantaneamente.
— Uhum… — murmurou, sem coragem de encarar.
Um sorriso brincou nos lábios dele. O pling do elevador soou, a porta se abriu. Eles entraram. O silêncio voltou a se instalar, mas agora tinha outro peso, quase vibrante.
Antes da porta se fechar, Tae deu um passo na direção dela, puxando-a pela barra da blusa. Ela girou o rosto para encará-lo e o encontrou sorrindo, mordendo o lábio inferior.
— O que foi? — ela perguntou baixinho, quase tímida.
Ele inclinou a cabeça, aproximando-se ainda mais.
— Tem uma coisa suja aqui… você não vai descer na portaria assim, né?
— Mas… eu…
Antes que pudesse protestar, a porta do elevador se fechou, prendendo-os ali. Tae avançou devagar, o rosto tão perto que parecia prestes a beijá-la. Jihye, rendida, fechou os olhos, os lábios se curvando num biquinho ansioso.
Ele riu baixinho ao ver, mas em vez do beijo, apenas roçou os dedos na lateral da boca dela, fingindo limpar algo.
— Pronto. — murmurou, se afastando.
Ela piscou algumas vezes, confusa, o coração acelerado. Fez uma carinha frustrada, quase infantil. E foi aí que Tae não resistiu.
Com uma mão firme na cintura e a outra deslizando para a nuca, puxou-a contra ele e a beijou. O choque inicial foi seguido de um gemido baixo dela, quando ele a prendeu contra a parede do elevador, devorando seus lábios com intensidade. O beijo era profundo, faminto, os corpos se encaixando como se já se conhecessem há muito tempo.
O som da porta se abrindo os fez se separar num estalo. Jihye ajeitou o cabelo desarrumado às pressas, o batom borrado denunciando o que acabara de acontecer. Tae, por sua vez, tentou disfarçar, mas o vermelho manchado em seus lábios e a ereção marcada pela calça o entregavam sem piedade.

Assim que a porta fechou de novo, o silêncio reinou por um segundo. Mas dessa vez foi Jihye quem quebrou. Ela avançou sem hesitar, grudando nele num beijo urgente. Seu corpo roçou contra o dele, sentindo a ereção rígida pressionar sua barriga. Um sorriso malicioso se abriu nos lábios dela durante o beijo.
— Hm… alguém tá mesmo animado. — sussurrou contra a boca dele.
O olhar de Tae escureceu, os dedos se cravando mais fundo na cintura dela.
— Você não faz ideia do quanto. — respondeu, a voz grave, quase um rosnado, antes de esmagar os lábios dela nos dele outra vez.
O elevador voltou a subir em silêncio, mas não havia nada inocente naquele ar. Tae ajeitava a blusa, tentando cobrir a evidência que latejava na calça. Jihye, com o batom borrado e o cabelo levemente bagunçado, passou a mão pelos fios como se isso fosse suficiente para esconder o que tinham feito segundos antes.
— Você tá bagunçada. — Tae murmurou, ainda sorrindo, os olhos brilhando de diversão.
— E a culpa é de quem? — ela rebateu de imediato, dando-lhe um empurrãozinho no peito, mas a boca denunciava um sorriso cúmplice.
A cada andar, parecia que o elevador demorava de propósito. Quando, enfim, chegaram à portaria, o porteiro lançou um olhar meio curioso para os dois. Tae apenas pigarreou, tentando manter a postura.
— Viemos pegar a pizza. — disse, apressado.
As cinco caixas foram entregues. Tae pegou quatro de uma vez, como se não pesassem nada, e Jihye ficou com uma, agradecendo rápido. Enquanto caminhavam de volta para o elevador, os olhares curiosos do porteiro e de um vizinho que passava os seguiram, mas nenhum deles se importou muito.
Assim que a porta do elevador se fechou de novo, foi como se a contenção explodisse. Jihye largou as caixas sobre o chão de imediato, encostando-se à parede metálica e puxando Tae pelo colarinho. Os lábios se chocaram num beijo apressado, urgente, como se tivessem ficado dias sem se tocar.
Tae gemeu baixo, pressionando o corpo contra o dela, as caixas de pizza esquecidas aos pés. A língua dele explorava a boca dela com intensidade, enquanto uma das mãos deslizava pela cintura até repousar perigosamente perto da curva do quadril.
Quando o pling anunciou a chegada ao andar certo, eles se afastaram às pressas, respirando fundo e rindo baixinho. Tae abaixou-se rápido para pegar as caixas, ainda tentando recobrar a seriedade.
— Isso não vai dar certo. — Jihye disse, rindo nervosa, ajeitando o cabelo diante do espelho do elevador.
— É claro que vai… — Tae concordou, mas o sorriso malicioso nos lábios dizia o contrário.
Eles saíram do elevador lado a lado, cada um carregando sua parte das pizzas. No corredor, já perto da porta do apartamento, Tae parou de repente, inclinando-se até ela. Antes que Jihye pudesse perguntar o que era, ele roubou um selinho rápido, firme o suficiente para deixá-la sem reação.
— Pra ninguém desconfiar. — ele disse com um sorrisinho travesso, empurrando a porta com o ombro e entrando, como se tivesse acabado de cometer o crime mais natural do mundo.
Jihye ficou parada por um segundo, mordendo o lábio, antes de segui-lo para dentro.
Meu também Lia
*NOSSO* querida,não esqueça disso
Se saia
Como se ele não soubesse que ele é um gatinho kkkk
eu super imagino ele fazendo aquela fofinha e perguntando isso…
Q querido
Kkkk vixe
Ui, sem graça kkk
Sei…apenas siga o fluxo ,Namjoon
Esse homem é voraz dms
Misericórdia
Tae sendo Tae
Yoo-na pesando o clima sempre que possível
Ninguém mais cai nessa
Porém a Jihye se jogou kkk
Aaaaaaahhhhh HHH,tô com vergonhaaaaa
Deixa assim, ninguém vai perceber
Sempre um porteiro ou síndico curioso
Ah ta, ninguém vai vê esse batom todinho na tua cara
Esse tae é um perigo