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O táxi seguia lentamente pelas ruas da cidade. SN se recostou no banco, exausta, os pensamentos ainda acelerados, mas já com a determinação de assumir o controle da própria vida.

— Pai… eu… vou procurar um emprego — disse, tentando soar firme, embora a voz traísse o nervosismo. — Preciso pagar as dívidas… todas.

O pai olhou para ela, confuso, as mãos firmes sobre o colo.
— Mas… você já não tinha um emprego?

Ela mordeu o lábio inferior, sem jeito, desviando o olhar para a janela.
— Não… esse trabalho não é mais pra mim. Nunca gostei dele.

Ele franziu levemente a testa, mas não insistiu de imediato.
— Mas qual mal faz servir umas mesas? Você sempre pega uma boa gorjeta…

SN olhou pela janela, os olhos se enchendo de lágrimas que ela tentou segurar. Um pensamento atravessou sua mente, silencioso: Isso, pai… continua acreditando que eu ainda sou sua menininha, que não faz nada de errado e que tem um emprego decente…

O carro parou em frente o apartamento. Ela desceu primeiro, respirando fundo, e quando girou a chave. A porta estava destrancada. Um frio percorreu a espinha dela. Entraram devagar, os passos ecoando pelo corredor. O coração de SN acelerou quando viu o interior: tudo revirado. A TV desaparecera, alguns aparelhos domésticos já não estavam mais no lugar.

Ela suspirou, sem dizer nada, e começou a arrumar o que podia, tentando ao menos recuperar um pouco da ordem. Mas o silêncio não durou. Um estrondo alto soou na porta, fazendo-a congelar.

Dois homens conhecidos da última vez invadiram a casa, os rostos duros e impacientes. O ar parecia pesar.

— Cadê o dinheiro? — um deles perguntou, a voz ríspida.

Ela engoliu em seco, as mãos tremendo, mas manteve a postura firme.
— Tenho vinte mil aqui agora… mas amanhã posso dar mais. Por favor… não faça nada com meu pai.

O homem sorriu de maneira cruel, cruzando os braços.
— Isso é só o começo, garota. Só o começo.

SN respirou fundo, tentando acalmar o pânico que subia. Com as mãos trêmulas, abriu o aplicativo e fez a transferência. Cada segundo parecia uma eternidade, cada clique um risco de erro que poderia custar caro.

Assim que o dinheiro caiu na conta, eles se moveram para sair. Mas não antes de dar um último golpe: quebraram o pouco que ainda restava, o barulho do vidro estilhaçando e móveis sendo danificados ecoou pelo apartamento, fazendo o coração de SN saltar.

Ela se encolheu, sentindo o mundo ruir novamente ao redor dela, mas manteve o pai protegido, sua presença firme como uma âncora. Ele colocou a mão em seu ombro, oferecendo apoio sem precisar falar nada.

— Está tudo bem… — sussurrou ele, embora a voz falhasse.

SN caminhava pelo apartamento revirado, os olhos avaliando cada canto, cada móvel deslocado, cada objeto quebrado. Seu pai, ainda frágil e abatido após a alta hospitalar, tentou ajudá-la a recolher algumas coisas, mas ela balançou a cabeça.

— Pai… fica quieto, você acabou de sair do hospital. Isso é comigo. — Disse firme, a voz carregada de autoridade, mas sem perder a fragilidade que lhe consumia por dentro.

Durante horas, ela organizou tudo, recolheu papéis, consertou o que pôde, limpou o chão, a poeira e a bagunça deixada pelos credores. Cada movimento era meticuloso, quase mecânico, como se estivesse tentando apagar o caos que se instaurara ao redor. Finalmente, exausta, trancou a porta do banheiro e tomou um banho longo, tentando lavar a tensão, o medo, a raiva e a culpa que a acompanhavam.

Quando finalmente se deitou, envolta no silêncio do apartamento e na escuridão do quarto, sua mente voltou o Hotel/prostibulo que funcionava como fachada: “Red Velvet”. Precisava retomar o controle, precisava garantir a sobrevivência financeira do pai e dela própria. Suspirou, o coração pesado, e abriu o celular.

Ela reativou seus clientes cuidadosamente, cada um com sua estratégia, mas dessa vez ajustando os preços. Sabia que cada encontro era uma negociação de poder, controle e segurança.

Mensagens:

Para Jimin:
“Boa noite. Estou de volta ao Velvet Nights. Preço atualizado: R$ 5.000 a hora. Posso te agendar?”

Para J-Hope:
“Voltando ao trabalho. Valor: R$ 5.000 a hora. Posso te esperar?”

Para Yoongi:
“Hoje disponível no Velvet Nights. Valor atualizado:R$ 5.000 a hora. Posso te esperar?”

Para Jin:
“Olá, estou ativa novamente. Valor : R$ 5.000 a hora. Posso te agendar?”

Para Namjoon:
“Disponível hoje. R$ 5.000 a hora. Posso te agendar?”

Para Taehyung:
“De volta ao Velvet Nights. Preço R$ 5.000 a hora. Posso te agendar?”

Um a um respondeu, rápido, confirmando presença, sem questionar. SN olhou para o celular, respirou fundo e sentiu uma mistura de raiva, cansaço: agora ela podia começar a controlar tudo, mesmo no meio do caos. 

No dia seguinte…

O sol já estava alto quando SN acordou, o corpo ainda pesado pela noite anterior. Respirou fundo, sentindo o cansaço misturado à ansiedade. Hoje teria três clientes, e o primeiro era             J-Hope, o delegado que aparecia toda semana durante o horário de almoço.

No quarto, ela se preparou com cuidado, escolhendo uma camisola de seda que caía com suavidade sobre sua pele. Passou o perfume com precisão, arrumou o cabelo, observando cada detalhe no espelho. Os lábios receberam um toque sutil de brilho, e os olhos foram realçados, profundos, chamativos. Cada movimento era calculado — precisava estar perfeita. Hoje não podia falhar.

Ao sair de casa, o táxi percorreu as ruas silenciosas, e Branca de neve aproveitou para respirar fundo, tentando acalmar o turbilhão de pensamentos. Cada cliente era um desafio, uma performance, uma máscara que precisava manter.

Quando chegou, entrou silenciosa, e a sala estava pronta. A cama, cuidadosamente arrumada, refletia a atmosfera de intimidade calculada. Ela se sentou na beira da cama, as pernas cruzadas, o corpo relaxado, mas a mente em alerta e com a máscara branca no rosto.

O som da porta chamou sua atenção. J-Hope entrou, uniforme impecável, postura firme. Ela sentiu o coração acelerar. Um sorriso provocativo surgiu nos lábios dela, e ela comentou:

— Nossa… — ela murmurou, mordendo o lábio. — Já te falei que você fica ainda mais lindo nessa farda.

Ele arqueou uma sobrancelha, satisfeito com o efeito que causava, e entrou sem pedir licença

Ele arqueou uma sobrancelha, satisfeito com o efeito que causava, e entrou sem pedir licença. Ela se aproximou, deslizando os dedos pela gola da camisa dele, e o beijou. O gosto do beijo, misturado ao calor que emanava daquele corpo rígido, a fez perder o controle por um instante. E, sem perceber, intensificou o beijo como se buscasse ali algo que lembrava outro homem.

J-Hope agarrou sua cintura, puxando-a contra si com força. O som abafado do impacto dos corpos ecoou no quarto. Ela abriu a boca, ofegante, e um sorriso forçado escapou antes que ele a prensasse contra a parede.

O beijo virou uma guerra de línguas. O ar rareava, os gemidos baixos dela enchiam o espaço. Ele segurou seus pulsos e, num gesto rápido, tirou as algemas do cinto. O clique metálico ecoou quando prendeu seus braços acima da cabeça.

— Quero você toda pra mim. — a voz dele soava grave, carregada de desejo.

Ela mordeu o lábio, excitada pelo tom de posse. Ele a virou de costas, mãos firmes em sua cintura, e a jogou sobre a cama. A camisola subiu, revelando a calcinha rendada. J-Hope desceu os lábios pelo pescoço dela, sugando forte, deixando marcas roxas que queimavam. Branca de neve gemeu alto, o som escapando involuntário, enquanto rebolava contra o quadril dele.

— Ele chupava seus seios com força, lambendo e mordendo os mamilos até ficarem duros e latejantes.
— As mãos dele exploravam cada centímetro, apertando sua bunda, dando tapas que ecoavam no quarto.
— Ela gemia, pedindo mais, pedindo que ele não parasse.

Ela se ajoelhou na cama e, com olhar malicioso, puxou o zíper da calça dele. O som do metal descendo foi seguido pelo peso rígido do membro latejante saltando para fora. Branca de neve o engoliu fundo, sem hesitar, os gemidos dele se misturando ao som molhado e obsceno da boca dela sugando cada centímetro.

— Isso… — ele rosnou, puxando os cabelos dela e guiando os movimentos.

A boca dela trabalhava rápido, língua girando, engolindo com avidez, enquanto os olhos lacrimejavam de prazer e submissão.

Mas ele não aguentou muito tempo assim. Empurrou-a de costas, rasgou a calcinha com as mãos e a penetrou de uma vez só.

O grito dela ecoou pelo quarto.

Ele se movia forte, cada estocada profunda, as algemas tilintando a cada impulso. Branca de neve rebolava contra ele, o corpo inteiro arqueando, os gemidos cada vez mais altos, entrecortados por palavrões.

— Mais forte! — ela gritou, o suor escorrendo entre os seios.

J-Hope obedeceu, segurando sua cintura com brutalidade, batendo contra ela sem piedade. O quarto inteiro se enchia dos sons: estalos da pele contra a pele, gemidos desesperados, respirações ofegantes.

Eles mudaram de posição várias vezes:
— Ela de quatro, rebolando enquanto ele dava tapas fortes em sua bunda.
— De frente, as pernas dela abertas, ele segurando seus tornozelos no ar enquanto a penetrava fundo.
— Em cima dele, cavalgando selvagem, jogando a cabeça para trás enquanto ele apertava seus seios e beliscava os mamilos.

No auge, ele enforcou-a de leve outra vez, e ela gritou o nome dele, gozando com violência, o corpo inteiro tremendo. J-Hope logo a acompanhou, gozando encima dela com um gemido rouco, enterrando-se até o fim.

O quarto ficou em silêncio, apenas o som ofegante dos dois preenchendo o ar. As algemas ainda estavam em seus pulsos, frias contra a pele quente. Ela sorriu, satisfeita e exausta, caída sobre o peito dele.

Ainda ofegante, Branca de neve se soltou das algemas com a ajuda dele e deixou o corpo cair de lado na cama, um sorriso preguiçoso nos lábios. O quarto ainda cheirava a suor e perfume misturado, o lençol amassado denunciando a intensidade da última hora.

J-Hope puxou a calça, fechando o cinto com calma. A postura de delegado voltava aos poucos, mas os olhos ainda tinham aquele brilho saciado.

— Semana que vem, no mesmo dia. — ele disse, ajeitando a farda.
— Claro… — Branca de neve respondeu, a voz rouca, passando os dedos pelos cabelos bagunçados. — Você sabe que sempre estarei pronta.

Ele soltou um riso baixo, se inclinou para dar um último beijo rápido, nada comparado ao fogo de antes, mas carregado de posse.

Do bolso interno da farda, J-Hope tirou um maço de notas. E deixou os cinco mil reais sobre o criado-mudo, ao lado do celular dela. O som das cédulas batendo na madeira ecoou no silêncio confortável.

— Até a próxima, princesa. — murmurou, lançando um último olhar enquanto caminhava até a porta.

Branca de Neve permaneceu deitada, observando a silhueta dele desaparecer pelo corredor. Suspira fundo, satisfeita afinal era 5 mil a menos.

A porta se fechou. O quarto voltou ao silêncio, restando apenas o eco de gemidos na memória e o dinheiro intacto ao lado da cama.

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