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Ele fechou a porta do apartamento dela devagar, como se tivesse medo de quebrar a magia daquele momento. A postura ainda era impecável, como sempre — ombros retos, passos firmes, o jeito contido que ele mantinha mesmo quando estava prestes a explodir por dentro. Mas o sorriso… esse ele não conseguia esconder. Estava grudado no rosto dele, quase infantil, quase bobo demais para caber no Jungkook sério e contido que todos conheciam.

Caminhou até o carro tentando manter a compostura, mas quando entrou, encostou as costas no banco, jogou a cabeça para trás e soltou um risinho baixo.

— Aish… — murmurou, passando a mão pelo rosto, sem acreditar.

Mas o riso não parava. O peito dele estava leve, quente, como se tivesse acabado de conquistar o mundo inteiro. O coração batia forte demais para ser discreto. Então, sem perceber, bateu uma das mãos no volante em puro entusiasmo.

 Então, sem perceber, bateu uma das mãos no volante em puro entusiasmo

BEEEEEP!

A buzina soou alta, cortando o silêncio da rua.

— Ai! — uma senhora que passava bem ao lado do carro pulou no lugar, quase deixando a sacola cair no chão.

Jungkook arregalou os olhos, abaixando o vidro na mesma hora.

— Desculpa! Desculpa mesmo, senhora! — disse rápido, tentando não rir, mas o sorriso teimava em ficar colado na boca dele.

— Mal-educado! Não tem respeito, não?! — a mulher resmungou, ainda assustada, apontando o dedo para ele. — Quase me mata do coração!

Ele se curvou levemente no banco, numa reverência improvisada, repetindo:

— Mianhaeyo, mianhaeyo! — o riso já escapando entre as palavras.

Mas por mais que tentasse parecer sério, o sorriso continuava aberto, bobo, iluminando o rosto dele. A cada bronca da senhora, ele apenas assentia, os olhos semicerrados de tanto segurar o riso.

— Ah, esses jovens de hoje! — a velha bufou, retomando o passo.

— Aishhh, que vergonha! — falou para si mesmo, mas ainda gargalhando.

O carro seguiu rua abaixo, e ele continuava sorrindo feito um bobo, com o coração leve, como se nada no mundo pudesse estragar aquele dia.

Ela mal teve tempo de respirar quando a campainha tocou. Ainda estava deitada na cama, lembrando de tudo o que tinha acontecido, tentando organizar as emoções, mas se levantou rápido e abriu a porta. Um entregador, com um sorriso discreto, segurava uma caixa enorme e um buquê de rosas azuis — as favoritas dela.

— Pra senhorita — disse o rapaz.

Ela piscou algumas vezes, surpresa, e aceitou as flores e a caixa, agradecendo baixinho. Assim que fechou a porta, apoiou tudo na mesa e ficou parada, olhando para o buquê como se não acreditasse no que via. As mãos tremiam um pouco quando puxou o pequeno cartão entre as rosas.

“Vamos começar da maneira certa? Esse almoço não é apenas um almoço, é o nosso primeiro encontro. Na caixa tem um look, espero que seja algo que goste de usar.”

O coração dela disparou. Apertou o cartão contra o peito por um segundo, antes de colocá-lo de lado junto ao buquê. Com cuidado, abriu a caixa enorme. O ar escapou dos lábios dela em um suspiro quando viu o conteúdo.

Ali dentro estava o conjunto impecável: a saia, a blusa, o casaco elegante, os acessórios delicados e a bolsa sofisticada. Cada detalhe escolhido com perfeição, cada peça alinhada como se tivesse sido preparada só para ela.

Levou a mão à boca, os olhos marejando, um sorriso meio incrédulo escapando.

— Ele não fez isso… — murmurou, mas no fundo sabia que sim. Era exatamente o tipo de gesto intenso que ele faria.

Pegou o casaco entre os dedos, sentindo o tecido macio, depois passou a mão sobre a bolsa como se ainda não acreditasse que aquilo era real. Ficou alguns minutos ali, em silêncio, apenas olhando o presente.

Quando finalmente levantou os olhos para o relógio na parede, o choque foi imediato: tinha apenas duas horas até o horário escrito na caixa, quando ele viria buscá-la.

O coração dela pulou no peito. Entre a ansiedade, a emoção e o nervosismo, sabia que não tinha muito tempo — mas também não conseguia evitar o sorriso bobo crescendo em seus lábios, não ela foi correndo para tomar banho e experimentar logo o look.

Minutos depois…

Ela saiu do banho apressada, a toalha ainda escorrendo gotas de água pelo corpo enquanto corria para o quarto com a caixa nas mãos. O coração batia acelerado, e a curiosidade não a deixou esperar nem um segundo. Vestiu cada peça com cuidado, ajustou o casaco nos ombros, colocou a bolsa e, quando se olhou no espelho, ficou sem ar.

Virou de um lado para o outro, os cabelos ainda úmidos escorrendo pelas costas, e sentiu o peito apertar com uma mistura de surpresa e encantamento

Virou de um lado para o outro, os cabelos ainda úmidos escorrendo pelas costas, e sentiu o peito apertar com uma mistura de surpresa e encantamento. Era como se ele tivesse desenhado aquele look só para ela. Pegou o celular, hesitou por um instante, mas logo abriu a câmera e tirou uma foto diante do espelho, mordendo de leve o lábio antes de enviar junto com a mensagem:

“Quando você teve tempo pra comprar isso? E como você sabe exatamente como você sabe meu tamanho?”

No hospital, Jungkook tinha acabado de sair de uma sala quando o celular vibrou. Pegou o aparelho distraído, mas ao abrir a notificação, seus olhos se arregalaram. A tela iluminava a imagem dela no espelho, com aquele look perfeito no corpo. Ele parou no meio do corredor, como se o mundo tivesse congelado ao redor. O coração disparou, e a primeira reação foi passar a mão no rosto, tentando controlar o sorriso enorme que ameaçava escapar.

Ele mordeu o lábio, prendendo uma risada nervosa, e balançou a cabeça devagar. Os dedos começaram a digitar quase sozinhos.

“Você acha mesmo que eu não saberia as medidas do corpo que tanto toquei? Do corpo que vejo todas as vezes que fecho os olhos?”

Quando apertou enviar, ficou olhando a tela, ainda com aquele sorriso bobo estampado no rosto, mordendo o lábio inferior como se não conseguisse acreditar que tinha mesmo mandado aquilo.

Ela, ao ler a resposta, sentiu o rosto esquentar imediatamente. O coração disparou, e os dedos tremeram de nervoso. Ela mordeu a parte interna da bochecha, tentando se conter, mas não conseguiu impedir o sorriso tímido que surgiu. O celular quase escorregou da mão.

Depois de alguns segundos respirando fundo, digitou, com as mãos ainda trêmulas:

“Obrigada. Eu amei.” seguido de um emoji que tentava esconder a vergonha, mas denunciava o quanto estava balançada.

2hrs depois…

O celular dela vibrou em cima da cômoda, e assim que a notificação apareceu, seus olhos correram para a tela.

“Pronta para se apaixonar por mim?”

Ela travou. A primeira reação foi esconder o rosto atrás das mãos, como se tivesse sido pega no flagra. O coração bateu descompassado, e ela sentiu o estômago dar aquele frio típico de adolescente em primeiro encontro.

— Ah, seu bobo… — sussurrou para si mesma, com as bochechas coradas. O sorriso tomou conta do rosto sem permissão. E antes que pensasse em digitar qualquer coisa, ela balançou a cabeça e deixou o celular de lado. 

Com a bolsa nos ombros e o coração acelerado, desceu as escadas do prédio, repetindo mentalmente o que acabara de murmurar:

— Eu já gosto de você, seu idiota…

Do lado de fora, Jungkook estava encostado no carro. O blazer caía perfeitamente sobre os ombros, o corpo relaxado, mas a mente nada calma. Assim que a notificação de “visualizado” apareceu, ele congelou.

 Assim que a notificação de "visualizado" apareceu, ele congelou

Sorry, não resisti…

— Ah não… — passou a mão pelos cabelos, nervoso. — Não devia ter mandado isso desse jeito. Por que eu fiz isso?

Abaixou a cabeça, respirando fundo, mordendo o lábio com força.

— Ela deve ter me achado um idiota. Droga, Jungkook… — murmurou, batendo de leve a mão contra a lateral do carro, como se se punisse por ter sido tão direto.

Mas antes que pudesse se perder mais nas próprias paranoias, ouviu os passos leves ecoando do prédio. Ergueu os olhos e a viu. Ela vinha descendo com aquele look que ele escolhera, os cabelos soltos balançando, cada passo dela era suficiente para tirar o ar de seus pulmões.

Ele foi até ela com aquele sorriso largo que só aparecia quando realmente estava feliz. Pegou a bolsa da mão dela sem pedir, como se fosse natural cuidar, e a conduziu até o banco do passageiro. Fechou a porta com cuidado, deu a volta, entrou no carro e, antes de ligar o motor, puxou a mão dela e depositou um beijo demorado ali.

O coração dela disparou. Um sorriso encantado escapou, e sem resistir, ela se inclinou e colou os lábios nos dele. O beijo começou doce, tranquilo, mas logo a saudade falou mais alto. As mãos buscaram a pele um do outro, explorando, puxando, intensificando o contato até faltar o ar.

Ele encostou a testa na dela, respirando ofegante, e sussurrou contra os lábios, com os olhos marejados e a voz falhando:

— Senti sua falta.

Aquela confissão desarmou qualquer barreira que ela tinha posto entre eles. Um sorriso suave surgiu no rosto dela, e ela respondeu com um selinho delicado, acariciando os fios do cabelo dele.

Ele fechou os olhos por um instante, como se gravasse aquele gesto, e sussurrou quase sem voz, nos lábios dela:

— Vamos?

Ela apenas assentiu. Ele ligou o carro, apoiando uma mão no volante e deixando a outra repousada na coxa dela, fazendo carinhos lentos, como quem prometia que não a deixaria mais escapar.

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