You have no alerts.
Header Background Image

Ele parou o carro em frente ao restaurante e desceu primeiro. Com um cuidado quase antigo, abriu a porta para ela sair. Estendeu a mão, ajudando-a a se levantar, e assim que ela se colocou de pé, a guiou para dentro com a mão pousada em sua cintura, como se fosse o lugar mais natural do mundo.

Na recepção, foram informados de que havia uma reserva no nome dela. Ela arqueou as sobrancelhas surpresa, mas não disse nada — apenas seguiu, sendo encaminhada até uma mesa bem posicionada, com privacidade. Assim que se sentaram, receberam os cardápios.

Ele ergueu os olhos para ela, apoiando o braço na mesa.
— O que você acha mais gostoso daqui? — perguntou, folheando as páginas. — Eu costumo pedir samgyeopsal com acompanhamentos especiais… mas hoje quero comer o que você acha que será bom.

Ela levantou o olhar, divertida.
— E se a gente não gostar?

Ele riu baixo, fechou o cardápio por um momento, pegou a mão dela e depositou um beijo suave ali, antes de responder:
— A gente pede outra coisa.

O gesto fez o rosto dela corar imediatamente. Um sorriso leve escapou, tímido, e ele ficou olhando como se não quisesse perder nenhum detalhe.

 Um sorriso leve escapou, tímido, e ele ficou olhando como se não quisesse perder nenhum detalhe

— Faz uns meses que não venho aqui — disse, ainda admirando o jeito dela sorrir. — Desde a inauguração do hospital, quase não tenho mais tempo…

Ela ia responder, mas um dos atendentes se aproximou trazendo um isqueiro prateado e um maço de cigarros que tinham ficado esquecidos ali em visitas passadas. Colocou sobre a mesa, como se devolvesse algo de valor, e já ia se afastando quando ele o chamou:
— Espere. — Jungkook pegou o maço e o isqueiro, e devolveu com firmeza. — Eu não preciso disso. Estou parando de fumar.

O atendente apenas assentiu e saiu. Ela, porém, ficou olhando confusa.
— Parando? Desde quando? Que eu saiba, você é uma chaminé ambulante…

Ele sorriu de canto, abaixando um pouco o rosto antes de erguer os olhos diretamente para ela.
— Desde quando descobri que você tem alergia a cigarro.

O coração dela tropeçou dentro do peito. O ar ficou mais pesado, e por um instante ela não conseguiu dizer nada. Apenas o olhou, surpresa e tocada, sentindo que aquele gesto falava mais do que qualquer declaração poderia. 

Durante o jantar, a leveza parecia ter voltado para a vida dela — e ele fazia questão de mantê-la assim. Com risadas que a deixavam com dor na barriga, imitações bobas de sotaques, e até truques de “mágica” fajuta que só serviam para fazê-la gargalhar, ela percebeu que nunca tinha visto aquele lado tão descontraído dele.

 Com risadas que a deixavam com dor na barriga, imitações bobas de sotaques, e até truques de "mágica" fajuta que só serviam para fazê-la gargalhar, ela percebeu que nunca tinha visto aquele lado tão descontraído dele

Depois de uma crise de riso, Jungkook segurou a mão dela sobre a mesa e, com o olhar mais sério, mas ainda carregado de carinho, disse:
— Nunca dormi tão bem quanto dormi hoje ao seu lado.

Ela riu, balançando a cabeça, sem acreditar.
— Espera que eu acredite nisso? — provocou, antes de dar um gole no vinho.

Ele inclinou o corpo para mais perto, um sorriso malicioso surgindo no rosto.
— Espero que sim. Mas, se quiser… pode se certificar disso essa noite. Me vendo dormir igual um bebê, com você nos meus braços.

O coração dela disparou. Ficou sem graça, o rosto corando, e tudo que conseguiu foi esconder o sorriso bobo atrás de mais um gole de vinho. Ele adorou a reação — aquele ar envergonhado, mas feliz, que a deixava ainda mais irresistível.

Quando levantaram para ir embora, ele pagou a conta. Caminhou ao lado dela até o carro, quando chegaram no apartamento dela, ele abriu a porta e a ajudou a descer. Quando ela começou a caminhar em direção ao apartamento, ele a puxou pela mão, fazendo-a girar até bater de leve contra o peito dele. Encostou-se no carro, trazendo-a junto, e a beijou. Foi um beijo diferente, doce e apaixonado.

Com a respiração pesada, ele apoiou a testa na dela e murmurou, a voz rouca de desejo:
— Eu não vou subir… porque se eu subir… da saudade que estou de você, vou rasgar essa roupa todinha e não vou sair de cima de você até você me implorar pra parar. Mas como eu sei que você jamais faria isso…

Um sorriso safado curvou os lábios dele, antes de puxá-la pela nuca para mais um beijo intenso. A outra mão desceu até a bunda dela, apertando com firmeza e, em seguida, dando um tapa que a fez gemer contra os lábios dele. O som foi a faísca que o incendiou ainda mais. Ele sorriu, satisfeito, e com o que restava de autocontrole murmurou:
— Vai… antes que eu mude de ideia.

Ela, rindo, mordeu o lábio e disse:
— Quer ajuda pra mudar?

Ele fechou os olhos, respirou fundo, e soltou um riso nervoso, como se estivesse prestes a perder completamente o controle. Encostou a testa na dela de novo, apertando ainda mais a cintura dela contra si.
— Você não faz ideia do quanto eu quero isso… mas hoje não. — Beijou o nariz dela, a voz falhando entre a ternura e a luxúria. — Hoje eu só quero que você durma com a cabeça tranquila, pensando em mim.

Ela sorriu, ainda mordendo o lábio, e finalmente disse:
— Tá bom, tô subindo.

Ele a observou se afastar, e quando ela estava quase entrando no prédio, perguntou alto:
— Te vejo hoje à noite?

Ela virou de costas, com um sorriso quase adolescente, e apenas respondeu com um “uhum”, antes de sumir para dentro.

Ele ficou parado por um momento, completamente bobo, sorrindo sozinho como se fosse um garoto no primeiro amor. Entrou no carro, jogou-se no banco e soltou o ar pesadamente. Ajustou a calça, tentando aliviar o incômodo do membro duro e pulsante que gritava por ela. Encostou a cabeça no banco, fechou os olhos por um instante e murmurou para si mesmo, ainda com o sorriso nos lábios:
— Ainda não… não quero que ela pense que só quero sexo com ela.

Girou a chave, ligou o carro e partiu, ainda sentindo o gosto do beijo dela nos lábios e o coração batendo como se estivesse começando tudo de novo.

0 Comentário

Aviso! Seu comentário ficará invisível para outros convidados e assinantes (exceto para respostas), inclusive para você, após um período de tolerância. Mas se você enviar um endereço de e-mail e ativar o ícone de sino, receberá respostas até que as cancele.
Nota

Você não pode copiar conteúdo desta página