You have no alerts.
Header Background Image

Dá o Play

A van blindada deslizou pela rua escura, silenciosa como um predador. Lá dentro, todos já estavam de capuz, armas ajustadas, respiração contida. O som dos rádios chiando baixo quebrava a tensão.

Jimin já estava posicionado no telhado, a mochila falsa de “empresa de limpeza” aberta ao lado, com cabos e armas alinhadas. A logo da empresa falsa no uniforme brilhava sob a luz fraca. Do carro na cafeteria, o motorista aguardava, cigarro aceso, os olhos atentos à entrada do prédio.

Yoongi rosnou baixinho, digitando no tablet:
— Pronto. Câmeras hackeadas. Têm trinta segundos de cegueira.

Namjoon respirou fundo, a voz grave:
— Então é agora. Vamos.

A van parou de frente. As portas traseiras abriram e os seis saltaram como sombras armadas, silenciosas. O barulho dos coturnos batendo no asfalto soou como um trovão contido.

Pelos arredores, os vigias se espalhavam, atentos. O primeiro foi neutralizado por Jin: uma coronhada seca, corpo caindo atrás da pilastra sem sequer gemer. O segundo recebeu um tiro na perna, caindo com o grito abafado pela mão de J-Hope. Um a um, foram apagando as peças do tabuleiro.

Yoongi cochichava no rádio:
— Mais dois no beco da esquerda.
Taehyung respondeu:
— Deixa comigo.

Tae avançou, rápido e preciso. Um chute certeiro na nuca de um, uma chave de braço silenciosa no outro, e ambos foram arrastados para a sombra. O corpo do último ainda se mexia, até que Tae sussurrou no ouvido dele:
— Fica quieto se quiser viver.

No telhado, Jimin já dava cobertura. Ele via o movimento do alto, apontava direções:
— Duas unidades entrando pela frente, cuidado. Um carro chegando.

Jungkook respirava fundo, os olhos ardendo de fúria contida

Jungkook respirava fundo, os olhos ardendo de fúria contida.
— Se eles encostaram nela de novo… eu acabo com tudo.

Namjoon bateu a mão no ombro dele, firme:
— Concentra, JK. Primeiro a gente tira ela dali. Depois você rasga esse filho da puta.

O grupo entrou.

O saguão foi tomado em segundos: clientes correndo nus, prostitutas desesperadas gritando, copos e garrafas quebrando no chão. O caos era absoluto. Seguranças sacaram armas, mas logo eram desarmados — tiros nas pernas, ombros, coronhadas, quedas pesadas.

— Vai, vai, procura ela! — gritou Yoongi.

Jungkook arrebentava portas de camarins um a um. Encontrava só colchões revirados, espelhos quebrados, maquiagem espalhada.
— Merda! Ela não tá aqui! — berrou no rádio.

Namjoon correu pelo corredor dos fundos, arrombando portas com a coronha. Jin dava cobertura, acertando golpes certeiros em qualquer segurança que aparecia. J-Hope já estava no segundo andar, caçando sala por sala.

Foi Yoongi quem encontrou.
A porta estava trancada. Ele chutou. O impacto ecoou como explosão. Lá dentro, SN caída no chão, machucada, o rosto marcado. O silêncio da sala foi engolido pelo rugido dele:
— Filhos da puta…

Ele ajoelhou, levantou-a nos braços. SN mal conseguia abrir os olhos. Yoongi pressionou o rádio com os dentes cerrados:
— Achei ela. Tá machucada. O desgraçado bateu nela.

O silêncio na frequência foi pesado, até Jungkook responder, a voz um trovão:
— O quê?!

— É isso mesmo. Ele encostou nela. — Yoongi cuspiu as palavras como se fossem veneno. — Quando eu botar as mãos nele, não sobra nada.

Tae já vinha correndo pelo corredor. Yoongi entregou SN a ele e Namjoon. Jin completou a escolta, abrindo caminho.
— Levam ela pro carro! — Yoongi ordenou. — Agora!

Eles sumiram no meio do caos, protegendo-a como se fosse um diamante.

Jungkook, ao ouvir pelo rádio que ela estava segura, fechou os olhos por um segundo. O alívio durou menos que uma respiração. Ele abriu de novo, e os olhos eram puro ódio.

— Ele vai pagar. — disse, a voz quase um rosnado.

A partir dali, Jungkook não usou mais arma. Só os punhos.

Cada segurança que cruzava o caminho dele era destruído: socos que partiam dentes, chutes que esmagavam costelas, cotoveladas que deixavam corpos no chão em convulsão. Sangue no corredor, gritos abafados, paredes marcadas. Ele não parava. Ele não pensava. Ele só ia.

J-Hope cobria as entradas, tiros secos, precisos. Yoongi andava como sombra, aparecendo atrás de guardas para quebrar joelhos e braços. A tríade avançava sem parar.

A porta do escritório de Dae-Hyun estava trancada. Jungkook meteu um chute que fez a madeira arrebentar, mas teve que se jogar de lado — uma rajada atravessou o ar. J-Hope respondeu na hora, rajadas rápidas que forçaram os seguranças a se esconderem. Yoongi avançou como fera, derrubando dois com golpes secos e rápidos.

Jungkook entrou no escritório. O primeiro que tentou segurá-lo foi jogado pela janela. O segundo desabou depois de três socos seguidos no estômago. Ele só parou quando não tinha mais ninguém de pé.

Dae-Hyun ainda estava sentado na cadeira, fumando, com um sorriso debochado.
— Tudo isso por uma puta? — disse, cuspindo a palavra como se fosse veneno.

Jungkook voou nele. Segurou-o pelo colarinho e começou a bater. Uma, duas, dez vezes. O rosto de Dae-Hyun virou uma massa sangrenta.
— NUNCA MAIS encosta nela! — Jungkook urrava a cada soco.

Yoongi apontou a arma e atirou no ombro dele. Dae-Hyun gritou, mas ainda riu.
— Apaixonados… dois idiotas.

J-Hope bateu com a coronha da arma na cabeça dele. O mafioso desabou, atordoado. Yoongi rosnou:
— Se não fosse pela polícia, eu mesmo te enterrava aqui.

No rádio, J-Hope avisou:
— Podem entrar.

Foi nesse momento que as sirenes cortaram a madrugada. Dezenas de carros da polícia cercaram o prédio. Agentes invadiram em massa, gritos de “MÃOS PARA CIMA!” ecoando pelos corredores. Seguranças foram algemados, clientes encurralados, prostitutas arrastadas para fora em desespero.

Jimin, no telhado, pegou a bolsa e desceu rápido, entrando no carro do café. Sumiu na noite, conforme o plano.

Na van, Tae, Namjoon e Jin já levavam SN em direção ao esconderijo. Ela estava inconsciente, mas viva.

Dentro da sala, Jungkook segurou Dae-Hyun pelo queixo, estapeando para que abrisse os olhos.
— Escuta bem, seu merda. Aproveita o hospital, porque na cadeia eu vou garantir que você seja fodido todos os dias, por caras diferentes.

Ele largou o mafioso como se fosse lixo, exatamente no momento em que os policiais entraram, algemando todos.

Respiração pesada, corpos no chão, sangue pelas paredes. Os sete tinham cumprido. A missão estava feita.     

O homem que comandava a delegacia finalmente apareceu no Red Velvet. Grande, olhos de quem já viu demais, paletó apertado apesar do cansaço, veio acompanhado de dois agentes. Ele entrou como quem entra em terreno conquistado — olhar avaliador, presença que impõe silêncio.

Ficou ali alguns segundos, observando os três sujos, ralados e exaustos espalhados pelo cômodo. Tragou o ar como quem prova uma vitória amarga e abriu a boca com um sorriso torto:

— Caralho. — começou, a voz grossa. — Eu deveria reativar essa equipe de novo. Vocês fizeram em meia hora o que meus melhores homens não conseguiram em meses.

A frase caiu pesada. Os outros trocaram olhares: não era elogio vazio — era reconhecimento vindo de alguém que só elogia quem realmente tem competência.

Jungkook ergueu o queixo, olhos ainda vermelhos, o rosto sujo de sangue e poeira. A resposta saiu curta, dura:
— Eu não faço mais isso. 

Suga soltou um riso baixo, sacudindo a cabeça, a brutalidade do rosto suavizando por um instante. Ele ajeitou a jaqueta como quem revê uma lembrança:
— Também não quero que meu público veja esse lado do meu passado no exército. — falou, meio em tom de brincadeira amarga, meio sério. — Mas se tiver que sair na porrada, prefiro que seja com vocês do meu lado.

J-Hope sorriu, as olheiras dizendo que a adrenalina não sumiria tão cedo. Levantou-se, esticou os ombros e falou sem cerimônia:
— Ainda tô na ativa, patrão. — disse, com aquele tom meio brincalhão dele. — Mas estaria mentindo se eu não dissesse que prefiro trabalhar com essa galera aqui.

O chefe de polícia observou cada rosto como se mapeasse onde a culpa e a coragem moravam. Ele murmurou, quase para si mesmo:
— Vocês têm moral. 

Antes de sair, o homem deixou uma última ordem e um aviso prático — direto, sem cerimônia:
— Vou levar o caso pro departamento central. Vocês cooperem quando chamarem. E, se alguém perguntar, digam que acharam evidências e chamaram a polícia. Fazem o favor de respirar fundo e sumir um pouco? — olhou pra Jungkook com algo que poderia ser piedade e advertência ao mesmo tempo. — Eu tento segurar o máximo que posso.

Quando se virou para ir embora, o chefe sorriu com ironia e apontou para a porta:
— E ali fora tem um carro preto esperando vocês — um motorista ficou na esquina. Usem, e vão pra um lugar que não dê cadeia nem manchete. Vocês merecem um pouco de silêncio.

Ele bateu a mão no ombro de Jungkook, num gesto que misturava respeito e aviso:
— Cuida da menina. E da cabeça de vocês.

Os três — Jungkook, Suga e J-Hope — ficaram mais um segundo, olhando para a porta por onde o chefe saiu; o som dos passos dele foi se apagando no corredor. Lá fora, sob a lâmpada amarelada, o carro preto os aguardava: motor ligado, faróis baixos, pronto para levá-los embora e dissipar a fumaça da noite.

3 Comentários

Aviso! Seu comentário ficará invisível para outros convidados e assinantes (exceto para respostas), inclusive para você, após um período de tolerância. Mas se você enviar um endereço de e-mail e ativar o ícone de sino, receberá respostas até que as cancele.
  1. Karine
    Jan 16, '26 at 7:11 pm

    A porta do escritório de Dae-Hyun estava trancada. Jungkook meteu um chute que fez a madeira arrebentar, mas teve que se jogar de lado — uma rajada atravessou o ar. J-Hope respondeu na hora, rajadas rápidas que forçaram os seguranças a se esconderem. Yoongi avançou como fera, derrubando dois com golpes secos e rápidos.

    Como eu queria assistir kkk

  2. Karine
    Jan 16, '26 at 7:12 pm

    J-Hope bateu com a coronha da arma na cabeça dele. O mafioso desabou, atordoado. Yoongi rosnou: — Se não fosse pela polícia, eu mesmo te enterrava aqui.

    Meu herói

  3. Karine
    Jan 16, '26 at 7:13 pm

    — Caralho. — começou, a voz grossa. — Eu deveria reativar essa equipe de novo. Vocês fizeram em meia hora o que meus melhores homens não conseguiram em meses.

    Aceito essa fic

Nota

Você não pode copiar conteúdo desta página