Capítulo 2 – Contrato de Desejo: Uma Semana de Submissão
por FanfiqueiraSN já estava sentada na cama quando a porta se abriu. A luz baixa do quarto recortou a silhueta dele, e por um instante pareceu que o espaço havia encolhido diante da presença de Jungkook. O coração dela acelerou, embora tentasse se concentrar nos números que giravam em sua mente: o aluguel atrasado, as dívidas acumuladas pelo pai, a comida que faltava em casa. Dez mil dólares por uma diária seriam suficientes para apagar todos esses problemas por algum tempo. Precisava focar nisso, e só nisso.
Mas era impossível não perceber a forma como o terno escuro delineava o corpo dele, os ombros largos que pareciam carregar autoridade, e o olhar que atravessava qualquer máscara. Era raro que um cliente despertasse seu interesse físico, mas Jungkook era uma exceção. Só de vê-lo parado na porta, algo dentro dela se contorceu — desejo misturado ao incômodo de admitir aquilo.
Ele fechou a porta com calma, sem pressa. Caminhou até a poltrona ao lado da cama e se sentou. O couro rangeu sob o peso dele, e o gesto simples soou como domínio. Na mesinha, um balde de gelo com whiskey caro refletia a luz amarelada. Jungkook acendeu um cigarro, tragou devagar, e então tirou do bolso um papel dobrado. Estendeu-o na direção dela.
— Assina. — A voz dele saiu firme, baixa, sem margem para contestação.
SN pegou o contrato. Não era a primeira vez que via algo assim, mas o valor destacado fez seus dedos tremerem levemente. Dez mil dólares. Um número que representava sobrevivência, fuga temporária do caos. Mal percorreu as linhas; não queria perder tempo. Pegou a caneta e assinou rápido, cada traço sendo uma promessa de que conseguiria pagar o aluguel, quitar parte das dívidas do pai e encher a geladeira em casa.
Jungkook observava em silêncio. Notou como ela assinou sem hesitar, sem nem se dar ao trabalho de ler os detalhes. O canto da boca se ergueu num sorriso frio. Ela estava desesperada, isso era claro. Mas ainda assim, havia algo intrigante nela. A máscara que nunca tirava, a postura firme, os olhos que não fugiam do dele.
SN terminou de assinar, o último traço da caneta deslizando pelo papel. O silêncio pareceu pesar ainda mais quando ela levantou o olhar para ele. Jungkook continuava sentado na poltrona, cigarro entre os dedos, observando-a com uma calma inquietante, como se pudesse ver através dela.
Ela se levantou da cama. Os pés descalços tocaram o tapete macio, e cada passo até ele foi carregado de intenção. Quando parou diante dele, não disse nada. Apenas deixou o contrato sobre a mesinha ao lado do whiskey e, sem pedir permissão, posicionou-se entre suas pernas.
Jungkook não se moveu. Apenas ergueu o queixo levemente, soltando a fumaça pelo canto da boca, os olhos fixos nela como se analisasse cada gesto.
SN apoiou as mãos nos ombros largos e, num movimento lento, subiu no colo dele. O peso do corpo dela se encaixou sobre o dele, o tecido da roupa fina contrastando com o terno impecável. A respiração ficou mais pesada, os quadris ajustando-se naturalmente ao dele.
— O que você quer fazer comigo, senhor? — A pergunta saiu em um sussurro firme, mas o tom carregava desafio, como se pedisse para ser testada.
Jungkook arqueou uma sobrancelha, o cigarro ainda queimando entre os dedos. O sorriso que surgiu foi lento, quase cruel. Ele não respondeu de imediato; preferiu deixá-la sentir o silêncio, o peso da dúvida, o perigo da provocação.
Então, com a mão livre, ele deslizou os dedos pela cintura dela, apertando forte, testando os limites.
— Eu quero ver até onde você aguenta. — A voz grave soou baixa, arrastada, como uma promessa obscura.
A outra mão abandonou o cigarro no cinzeiro e subiu pela lateral do corpo dela até alcançar a nuca. Ele a puxou bruscamente para mais perto, os olhos estreitos cravados nos dela por trás da máscara.
— Você se oferece… sobe no meu colo… e me pergunta o que eu quero fazer? — Um sorriso frio. — Quero quebrar essa sua calma fingida. Quero arrancar cada reação de você, uma por uma.
O aperto na cintura se intensificou, e os quadris dele avançaram sutilmente contra os dela, só o suficiente para deixá-la sentir o quão sério ele estava.
SN tomada pelo calor que crescia entre eles, inclinou-se e tomou a boca de Jungkook em um beijo intenso, faminto, movendo os lábios contra os dele enquanto seu corpo deslizava em um ritmo provocante sobre o colo firme. O contato era feroz, quase desesperado, e seus quadris se moviam em círculos lentos, pressionando contra a ereção que ela sentia sob o tecido da calça dele.
Por alguns segundos, ele deixou. Permitiu que a boca dela buscasse a dele, sentiu o gosto, o calor, a ousadia. Mas então, de repente, sua mão apertou a nuca dela com força, interrompendo o beijo de forma brusca. Os olhos escurecidos, duros, a fitaram de perto.
— Não. — A palavra saiu como uma ordem, seca, sem espaço para contestação.
Ele afastou o rosto, não deixando margem para o afeto que ela tentava impor. O olhar de Jungkook era cortante, carregado de uma frieza que deixava claro que carinho não fazia parte do que ele queria dela.
Os dedos deslizaram da nuca até o maxilar dela, segurando firme, obrigando-a a manter os olhos fixos nos dele.
— Não tente me beijar de novo. — O tom era baixo, perigoso, mas controlado. — Eu não quero doçura. Não quero carícias. Eu só quero foder você. Só isso.
Enquanto dizia, a mão que estava em sua cintura desceu de repente, agarrando com brutalidade a curva do quadril dela e a forçando a rebolar mais forte sobre ele. O atrito entre os corpos se intensificou, bruto, cru, sem espaço para delicadezas.
A respiração de Jungkook ficou mais pesada, mas seus olhos permaneciam fixos, frios, como se dominasse cada movimento, cada reação dela. O contraste entre a necessidade que queimava em SN e o controle quase cruel dele transformava o ar ao redor em puro fogo.
Ele a manteve firme sobre o colo, pressionando o quadril dela contra sua ereção latejante, como se estivesse testando até onde ela aguentaria aquele jogo de atrito. O tecido da calça dele contra a calcinha fina queimava, e cada movimento a fazia soltar pequenos gemidos abafados pela máscara.
— Tira. — Jungkook ordenou, puxando a barra da saia dela para cima sem qualquer cuidado. Não esperou que ela se movesse. Passou a mão por baixo, dedos deslizando de forma brusca pela pele até encontrar a calcinha e rasgá-la de lado com um movimento seco.
O som do tecido se partindo ecoou no quarto silencioso, e o corpo dela estremeceu.
Ele abriu o zíper da própria calça sem pressa, os olhos fixos nela como um predador que saboreia cada segundo antes do ataque. O pau duro saltou para fora, grosso, pulsante, e ele a puxou pela cintura de uma vez, encaixando-a direto contra si.
— É isso que você veio buscar, não é? — a voz baixa, grave, ardeu nos ouvidos dela.
SN mal teve tempo de responder. Jungkook a levantou um pouco pelo quadril e a desceu sobre si, enterrando-se dentro dela com brutalidade, de uma vez só. O ar fugiu dos pulmões dela em um gemido arrastado, alto, enquanto as unhas cravavam nos ombros dele para tentar se firmar.
Ele não deu espaço para que ela se acostumasse. Segurou forte sua cintura e começou a se mover de imediato, estocadas rápidas, profundas, que faziam o corpo dela saltar no colo dele a cada investida.
— Assim. — rosnou, os dentes cerrados, sem tirar os olhos do rosto dela coberto pela máscara. — Só assim.
O corpo dela reagia, quente, apertado ao redor dele, mas Jungkook não cedia. Não havia beijo, não havia carinho. Apenas o choque dos corpos, o som do sexo ecoando no quarto, os gemidos dela misturados à respiração pesada dele.
A cada estocada, ele a puxava ainda mais fundo contra si, como se quisesse marcar até o último pedaço dela por dentro.
— Você é só minha vadia essa semana — disse entre respirações ásperas, voz grave, dominante. — E eu vou usar cada segundo que paguei.
As mãos dele subiram pelas costas dela, deslizando por baixo da blusa que ainda cobria seu corpo, mas não havia ternura no gesto. Ele apenas a agarrou mais forte, puxando-a contra si enquanto continuava a foder sem ritmo suave, sem pausa.
SN arqueou o corpo, sentindo cada estocada dele dentro dela. O quadril dela se movia junto com o dele, tentando achar ritmo próprio, deixando escapar gemidos. Logo, seu corpo cedeu ao prazer crescente, e ela gozou, a primeira onda de calor percorrendo toda a espinha, fazendo-a se contorcer no colo dele.
Jungkook não se mexeu. Observava cada reação, cada contração de seu corpo, e apenas apertava mais forte a cintura dela. Quando o orgasmo passou, ele a levantou um pouco, fazendo-a deitar de costas na cama, a posição mudando o ângulo e aumentando o contato intenso.
Ela deslizou as mãos pelo peito dele, pela camisa ainda parcialmente abotoada, sentindo os músculos sob os dedos, tentando buscar algum afeto que ele nunca ofereceu. Mas ele não cedia. Cada tentativa dela de aproximação era recebida com um olhar duro, uma mão firme reposicionando-a, mantendo o controle absoluto.
— Não. — A palavra saiu baixa, firme, como uma lâmina. — Só isso. — O tom arrastado deixou claro que qualquer tentativa de toque carinhoso estava fora de questão.
Ela entendeu e mordeu o lábio, respirando fundo. Mas não desistiu do jogo de provocação: rolou para o lado, de joelhos, e se posicionou por cima dele, encaixando-se de costas, explorando outro ângulo, sentindo a força dele preencher cada parte dela. Gemidos escapavam, altos e cortantes, mas ele não mudou o ritmo, só a segurou ainda mais forte, a guiando, ditando a intensidade e profundidade de cada estocada.
No meio disso, tomada pelo impulso, ela inclinou-se e tentou beijá-lo novamente, tocando levemente os lábios dele. Um gesto rápido, quase implorando por algum afeto, por algum contato além do sexo.
Ele não perdeu um segundo. Empurrou-a de volta, pegando-a pela nuca e a fixando com força contra a cama.
— Já disse que não quero beijo. Nunca. — A voz era baixa, mas mortal, carregada de ameaça. — Você é minha para foder, não para trocar carinhos. — Ele retomou os movimentos sem pausa, brutal, implacável.
Ela gemeu alto, o corpo tremendo com cada estocada. Ele a virou de costas para ele, encaixando-se de novo, aumentando a velocidade e força, batendo contra ela com precisão cruel. Ela se apoiava nas mãos, o corpo arqueado, cada músculo contraído enquanto tentava se manter firme, absorvendo cada movimento.
Em seguida, ele a fez se ajoelhar na cama, empurrando-a suavemente para frente, segurando os quadris dela com firmeza. Cada golpe de seus quadris nela fazia a pele vibrar, os gemidos dela aumentando a intensidade, o quarto inteiro preenchido por sons de sexo pesado.
Ela não se conteve: sentiu outro orgasmo se aproximar, os músculos se contraindo, o corpo tremendo sob o controle dele. E ele atento, segurou-a firme até que o orgasmo explodisse, deixando-a sem fôlego, mas ainda pressionada contra ele.
Jungkook continuou firme, não diminuindo o ritmo, conduzindo o último impulso até que ele próprio gozasse dentro dela, forte, preciso, dominador. Após o ápice, se afastou minimamente, deixando o corpo dela ainda apoiado na cama, respirando pesadamente.
A máscara continuava no lugar, a respiração dela acelerada, a pele vermelha e suada, o corpo marcado pela intensidade do que acabara de acontecer. Ele a observava, imóvel, ainda segurando a cintura dela, o olhar duro, satisfeitos os limites do controle, sem qualquer traço de ternura ou afeto.
Jungkook se afastou dela, levantando-se devagar da cama. O corpo ainda tremia debaixo da respiração acelerada de SN, e o quarto estava impregnado pelo cheiro de sexo e do seu perfume caro. Ele se dirigiu à poltrona, pegou o paletó e começou a se vestir com calma, cada movimento medido, como se nada pudesse tocar sua autoridade.
— Você realmente vale a pena… — disse, voz baixa e firme, olhando para ela ainda deitada, o peito subindo e descendo rapidamente. — Só não me disseram que era tão teimosa.
Pegou um cartão do bolso e se aproximou. Com um gesto firme, colocou-o entre os seios dela, agora cobertos pela blusa, deixando que o toque dele marcasse o momento.
— Te espero amanhã nesse local. — Disse com um sorriso frio, voltando a ajeitar o terno.
SN piscou, confusa, levantando a máscara apenas com os olhos:
— Amanhã? — a voz saiu baixa, incrédula. — Não era apenas por hoje?
Ele a olhou de soslaio, sem pressa, puxando o colarinho da camisa para ajeitar:
— Você só ouve o que quer, né? — murmurou, quase divertido. — Você é minha. Só minha… por uma semana.
Ela engoliu em seco, surpresa, e tentou contestar, recobrando a postura firme que sempre mantinha:
— Mas eu… já tinha um cliente marcado ainda para essa noite. — A voz saiu hesitante, mas ainda desafiadora.
Ele parou o gesto de ajeitar o terno e virou lentamente, os olhos estreitos, frios, penetrando cada intenção dela.
— Você não leu o contrato direito, não é? — disse, a voz baixa e perigosa. — Aqui está tudo claro: quando eu pago, eu decido. Por uma semana, você é só minha. — Ele enfatizou cada palavra, os dedos ainda descansando sobre o cartão que tinha colocado sobre o peito dela. — Não tem desculpa, não tem ninguém mais.
SN respirou fundo, o corpo ainda tremendo, e engoliu as palavras que queria dizer. O choque de ver a extensão do controle dele sobre ela misturava confusão e excitação. A máscara escondia o rubor no rosto, mas os olhos denunciavam cada emoção conflitante: medo, desejo e incredulidade.
Jungkook voltou a ajeitar o paletó, os dedos firmes, precisos, e apenas disse:
— Não esquece do contrato.
Sem esperar resposta, pegou o celular e se afastou em direção à poltrona, mexendo distraidamente na tela. SN abriu a boca, querendo perguntar sobre o pagamento, sobre o dinheiro, mas antes que pudesse, seu celular vibrou. Ela olhou, franzindo a testa.
No visor, o saldo: 10 mil dólares na conta.
E, em seguida, uma mensagem piscou na tela:
“Esses são seus. Já paguei sua taxa por fora. Afinal, valeu a pena. Mas não me desobedeça da próxima vez, se não terá punição.”
SN piscou, o corpo quente e tremendo, parcialmente coberto pela blusa e saia que ainda estava ajustando. Seus olhos se arregalaram, o coração batendo rápido. Ela ainda faltava algumas peças de roupa, e o corpo exposto era uma mistura de calor e confusão.
Ela olhou para o telefone de novo, tentando entender. Como ele tinha o número dela? Como ele sabia a conta bancária dela? O ar parecia rarefeito, a confusão misturada à sensação de invasão e fascínio.
Ela passou as mãos pela blusa, ajustando, tentando recompor a postura firme que sempre mantinha. A cabeça girava com a surpresa: dinheiro suficiente para cobrir tudo, o aviso de dominação, o poder que ele tinha sobre cada detalhe de sua vida sem precisar perguntar nada.
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