Capítulo 13 – Pecado 3 – O Músico
por FanfiqueiraSN acordou com o som irritante do despertador às 22h. O corpo ainda pedia descanso, mas não havia espaço para cansaço naquela vida. Ela se levantou, tomou um banho rápido e, ao sair do banheiro, a lingerie que Yoongi havia escolhido para ela estava ali, dobrada sobre a poltrona de veludo.
Era sempre assim: um dia antes, ele enviava a peça que queria vê-la usar. Hoje, era um conjunto preto de renda e tiras, ousado e marcante, acompanhado de uma saia translúcida que mais insinuava do que escondia.
Ela passou as mãos pelo tecido delicado, respirou fundo e murmurou para si mesma:
— Ele sempre sabe escolher…
Enquanto ajustava as alças e observava o reflexo no espelho, os pensamentos voltaram para a proposta de Namjoon. O valor, a segurança financeira, o risco. Um contrato que poderia mudar tudo. “Não aguentaria dois dias”, murmurou sozinha, antes de rir baixinho da ironia da própria vida.
Mas Yoongi não deixava espaço para distrações. Ele era diferente. Foi ele quem a apresentou a clientes que a fizeram crescer dentro do Red Velvet. E, de algum jeito, ele sempre deixava claro que gostava de tê-la sob controle.
A sala especial estava pronta. Cama arrumada, banheiro com banheira já cheia de água morna e pétalas, e, ao canto, o piano de cauda negra — a exigência inegociável de Yoongi.
SN caminhou até o espelho mais uma vez, soltou um suspiro e, olhando de relance para o instrumento, sussurrou:
— Não sei por que motivo ele adora me foder em cima desse piano…
Um sorriso breve escapou. Ela ajustou a lingerie, deixando o suficiente à mostra para atiçar qualquer olhar. Então, sentou-se na beira da cama, cruzou as pernas devagar e ficou esperando.
A porta se abriu sem cerimônia. Yoongi entrou com aquele ar de autoridade natural, com um look que o deixava ainda mais gato, os olhos avaliando cada detalhe dela como se possuísse o direito de fazê-lo.

Ele fechou a porta atrás de si, sem pressa. O silêncio se tornou pesado até que, finalmente, ele falou, a voz grave e baixa:
— Exatamente como eu imaginei…
Seus olhos deslizaram pela renda, pela pele exposta, até encontrarem os dela no espelho. Ele deu alguns passos, aproximando-se, e completou:
— Minha musa deliciosa…
SN sentiu o coração acelerar. O jeito como ele dizia aquilo, como se fosse uma ordem, não deixava espaço para recusa. Ela respirou fundo, forçando um sorriso provocativo.
Ele não deu espaço para formalidades. Aproximou-se por trás, segurou a nuca dela com firmeza e a virou de repente, colando os lábios nos dela num beijo intenso, quente, quase desesperado. SN arfou contra a boca dele, sentindo a língua invadir com força, como se o tempo tivesse sido cruel demais na ausência.
— Eu senti tanto a sua falta… — murmurou ele contra os lábios dela, antes de retomarem o beijo com ainda mais fome.
O choque de corpos era inevitável, mãos apertando, respirações se misturando. Quando ele a soltou por um segundo, os olhos escuros ardiam em sinceridade.
— Eu encontrei o cara que anda cobrando as dívidas do seu pai. — A voz dele soou firme, mas carregada de preocupação.
SN tentou sorrir para quebrar a tensão, encostando os lábios nos dele num beijo doce, mais calmo, antes que ele a puxasse pela cintura e a sentasse sobre o colo dele, já posicionado na beira da cama.
Os olhos de Yoongi desceram pelo corpo dela, examinando cada detalhe da lingerie que ele mesmo tinha escolhido. O sorriso malicioso curvou seus lábios quando apertou com força a bunda dela, arrancando um leve gemido.
— Eu sei que você pediu para eu não me meter… que não aceita meu dinheiro. — Ele mordiscou a pele do pescoço dela, sussurrando contra a carne quente. — Mas eu consegui muitos clientes para você, só para que conseguisse se livrar disso.
Ele roçou os lábios pelo ombro dela, subindo até a orelha.
— Me deixa te ajudar de mais alguma forma, meu amor. Quero você livre… só para mim. — O sussurro soou como súplica, íntimo demais para ser apenas parte de um jogo. — Me deixa te ajudar?
SN sorriu, os olhos brilhando com uma ternura que raramente mostrava.
— Yoongi… você… você é incrível, sabia? — respondeu, a voz doce, quase infantil, contrastando com o fogo que queimava dentro dela.
Mas em seguida, o sorriso travesso tomou conta. Descendo lentamente do colo dele, seus olhos não desgrudavam dos dele. Ficou ajoelhada entre suas pernas, as mãos subindo devagar até o zíper da calça.
— É por isso que eu sempre mostro o quanto sou grata. — A voz saiu baixa, carregada de provocação.
Um último sorriso escapou antes de ela libertar o membro dele, já rígido e quente em sua mão. Sem hesitar, o envolveu com a boca, engolindo fundo, a garganta se abrindo para receber cada centímetro.
Yoongi gemeu alto, a cabeça tombando para trás. A mão dele instintivamente afundou nos cabelos dela, puxando, ditando o ritmo.
— Isso… porra… engole tudo. — A voz dele era um rosnado rouco, cru, perdido no prazer que a língua dela arrancava. — Você sabe como eu gosto…
Ela o chupava com devoção. Os movimentos eram intensos, profundos, a saliva escorrendo pelo canto da boca enquanto o ritmo aumentava. A cada estocada que ele forçava contra a garganta dela, Yoongi gemia mais alto, os olhos semicerrados cravados na visão dela se entregando por completo.
O corpo dele tremia levemente, e ela sabia: estava perto demais.
Yoongi enfiou dois dedos dentro dela, cada movimento dele exalava controle absoluto, e o corpo dela se moldava sem resistência, já sabendo que não havia escapatória. Ele sussurrou perto do ouvido dela, voz grave e rouca:
— Ah que gostosa… agora vai ser só meu prazer.
SN arqueou as costas, gemendo baixo, sentindo cada centímetro do corpo dele dominando o dela. Ele começou devagar, explorando os limites dela, mas rapidamente aumentou a intensidade. Puxou os cabelos dela com força medida, guiando os movimentos, enquanto suas mãos firmes marcavam cada curva, apertando, batendo nas nádegas dela.
— Gosta quando eu faço isso, amor? — disse, e antes que ela pudesse responder, deu um tapa seco na bunda, arrancando um gemido profundo. — Responde, gostosa!
SN arfava, cada respiração uma mistura de dor e prazer, corpo tremendo de antecipação e entrega. Yoongi alternava tapas e puxões, encaixando-a de maneira que cada toque fosse quase insuportável, mas impossível de ignorar. Cada comando dele, cada palavra suja e cheia de possessividade, fazia a mente dela se perder completamente.
Ele inclinou SN contra ele, boca colada à orelha dela, mordendo levemente e sussurrando:
— Minha musa… vai gozar agora para mim. Quero ouvir você me chamar, gostosa.
Ela não precisou de mais incentivo. O corpo dela se contraiu em convulsões de prazer primeiro, gemidos altos e olhos fechados. Yoongi, com um sorriso satisfeito, segurou-a firme, não deixando o orgasmo dela terminar completamente. Ele abaixou a cabeça, chupando e lambendo com precisão cada reação dela, prolongando o prazer até que SN explodisse novamente, desta vez na boca dele, gemendo sem fôlego, completamente entregue.
Sem dar tempo para recuperação, ele a virou de frente para ele, segurando firmemente o quadril e os ombros. Cada estocada agora era mais profunda, mais rápida e controlada. Tapas secos na bunda, puxões de cabelo, mordidas leves no pescoço — tudo coordenado para amplificar cada sensação. Ele ditava o ritmo, e SN se moldava, gemendo, arfando, cada músculo tenso e cada nervo em alerta.
— Puta que pariu SN, você é gostosa de mais… vai, goza para mim agora! — ordenou, a voz firme, rouca, autoritária.
O clímax dele chegou pouco depois, penetrando profundamente, ambos ofegantes e tremendo. Mas mesmo exausto, Yoongi segurou SN firme, beijando seu pescoço, sussurrando palavras carregadas de posse e prazer, enquanto o corpo dela ainda pulsava sob ele.
Quando finalmente se soltaram, caíram juntos sobre a cama, corpos colados, respiração pesada e suor misturado. SN sentia cada marca, cada toque, e Yoongi a segurava contra si, ainda dominante mesmo na calmaria, murmurando:
Ele sentiu o corpo dela relaxar contra o dele, o calor misturado ao ritmo da respiração ainda ofegante preenchendo o silêncio do quarto. Traçava caminhos com os dedos pelo braço dela, cada toque leve carregado de uma possessividade sutil, quase ritualística.
— Deixa eu te proteger… deixa eu cuidar dos seus problemas… e de você, e do seu pai — murmurou, a voz baixa, rouca, quase um sussurro que vibrava entre desejo e cuidado.
Ela virou o rosto, evitando o contato visual, o coração batendo descompassado.
— Eu não posso… não posso deixar você destruir sua vida, porque a minha é uma bagunça — disse ela, a voz trêmula, misturando medo e sinceridade.
Ele permaneceu imóvel por um instante, o olhar fixo no dela, absorvendo cada palavra. Por dentro, sentiu uma pontada de frustração e impotência, porque cuidar dela significava se envolver mais do que queria admitir, mas ele não conseguia ignorar aquela confissão. Lentamente, aproximou o rosto do dela, encostando a testa suavemente.
— Não vou… — disse, o tom firme, mas carregado de uma intensidade rara, quase vulnerável. — Eu só quero estar aqui pra você. Te tirar dessa vida que você tanto odeia… se você me deixar, posso segurar você enquanto tudo parece desmoronar.
Ele deixou um leve beijo na testa dela, quase simbólico, antes de deslizar a mão pelo braço dela mais uma vez. Cada movimento era cuidadoso, mas cheio daquela possessividade que era só dele.
— Não é sobre a sua bagunça, nem sobre o seu pai… é sobre você. Você não precisa carregar tudo sozinha. Pelo menos agora não preciso mais ficar com você enquanto usa aquela máscara branca — disse, a voz rouca, com um toque de provocação.
Ela riu, uma risada leve e desafiante:
— Quando eu disse que não ia tirar e você aceitou fácil demais… no fundo eu já sabia que você ia fazer aquilo — disse, mordendo o lábio, provocando-o.
Ele sorriu, inclinou-se e deu um beijo doce na testa dela, carregado de calma e intensidade ao mesmo tempo.
— Desculpa por arrancar ela enquanto te fazia gozar — murmurou, com uma ponta de humor possessivo.
Ela bateu de leve no braço dele, um gesto de repreensão que só o fez rir ainda mais.
— Vem, dorme um pouco… você deve estar cansada — disse ele, puxando-a mais para perto do peito. Ela relaxou imediatamente, o corpo cedendo ao cansaço acumulado das últimas horas, e adormeceu quase instantaneamente.
Três horas depois, um leve piado a despertou. Ela abriu os olhos lentamente, o corpo ainda pesado, mas o instinto a guiou até ele. Enrolada no lençol, aproximou-se, deslizando para sentar no colo dele enquanto se apoiava no piano. Ele a recebeu com intensidade, envolvendo cada parte dela com os braços.
O primeiro beijo que trocou com ele foi profundo, urgente e imediatamente a atmosfera se transformou. Ele a posicionou melhor no colo dele, se encaixando nela e ela começou a cavalgar no colo dele, entregando-se ao ritmo que ele comandava, sentindo cada toque, cada comando. Gemidos escapavam dela e se misturavam aos dele, intensificando o calor no ambiente.
Depois de alguns minutos, ele a levantou do colo e a colocou sobre o piano, a superfície fria contrastando com o calor do corpo deles. Ele se posicionou exatamente do jeito que sabia que ela gostava, dominando cada movimento, controlando a intensidade e a profundidade. Os gemidos se misturavam, o som da pele contra a madeira ecoava, e ele incentivava cada resposta dela, alternando toques e ordens sutis que faziam o corpo dela reagir ainda mais.
Ela implorava, arfando, se contorcendo sobre ele, enquanto ele a guiava, sem perder o controle nem por um instante. Cada movimento, cada toque, cada comando era calibrado com precisão, misturando prazer, intensidade e aquela possessividade característica dele.
Depois que ambos atingiram o ápice, o quarto ficou mergulhado em um silêncio quente, preenchido apenas pelo ritmo acelerado da respiração e pelos corpos ainda entrelaçados. Ela permaneceu sobre ele por alguns minutos, os corpos ainda colados, sentindo o calor e a presença intensa dele. Ele deixou as mãos dela descansarem sobre o peito dele, os dedos ainda entrelaçados, e observava cada suspiro, cada movimento dela, absorvendo aquele momento de completa rendição.
— Vem — murmurou ele, a voz baixa, rouca, carregada de possessividade e desejo ainda pulsante. — Vou te levar em casa.
Ela ergueu o olhar para ele, ainda ofegante, e ele a beijou de forma intensa, como se cada toque de lábios fosse reafirmar que aquela noite tinha sido só deles. O beijo durou segundos que pareceram eternos, carregados de calor, desejo e a sensação de que nada mais existia fora daquele instante.
Ele se afastou suavemente, mas manteve a mão firme na dela, guiando-a até a cama. Rapidamente, ambos se vestiram. Quando terminaram, ele pegou a chave do carro e saíram.
Durante a curta viagem, nenhum dos dois disse muita coisa. Ao chegarem em frente ao prédio dela, ele a beijou novamente, rápido, intenso, reafirmando seu domínio e seu interesse exclusivo.
— Chegamos — murmurou, soltando a mão dela apenas para abrir a porta do carro, mas mantendo o olhar fixo nela, avaliando cada reação, cada gesto. Ela desceu, ainda tonta pelo que tinha acontecido, e ele observou até ela entrar no prédio, antes de se afastar.
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