Capítulo 24 – Pecado 4 – O Idol
por FanfiqueiraEla ainda estava secando o cabelo às pressas quando a porta se abriu de repente. Dae-Hyun apareceu no batente, os olhos duros e o tom de voz impaciente:
— Você só tem mais 30 minutos até o próximo cliente.
O coração dela disparou. SN fechou a toalha ao redor do corpo, tentando disfarçar o nervosismo. Estava cansada, frustrada, com a mente ainda rodando depois do que tinha acabado de viver. Mas respirou fundo, tentando parecer firme:
— Você pode… pode me devolver meu celular? — a voz dela tremeu. — Preciso falar com meu pai… saber se ele está bem. Quero ouvir a voz dele… eu ainda não ouvi…
Dae-Hyun parou por um segundo, e o olhar dele se transformou em algo sombrio. Num gesto brusco, ele agarrou um objeto da bancada e arremessou contra a parede, quebrou em pedaços. O estilhaço ecoou no camarim, fazendo ela estremecer.
— Não acredita em mim, sua puta? — ele rosnou.
O corpo dela recuou instintivamente, se encolhendo contra a parede, a respiração curta e irregular. O medo subiu como uma onda fria, arrepiando a pele.
Mas então ele sorriu. Um sorriso lento, perigoso. Avançou até ela e passou os dedos pelo braço dela, como se saboreasse o pavor que tinha causado.
— É assim que eu gosto… — sussurrou, quase com prazer. — Anda logo. Tempo é dinheiro.
E sem esperar resposta, saiu, batendo a porta com força.
SN ficou ali por alguns segundos, respirando fundo, lutando contra as lágrimas que ameaçavam escapar. Rapidamente se vestiu, ajeitou o cabelo e se olhou no espelho. O reflexo mostrava uma mulher quebrada, mas precisava ser outra — precisava vestir a personagem.
No corredor, engoliu seco. Cada passo até a sala parecia arrastar mil quilos. Quando a porta se fechou atrás dela, o ar pareceu sumir dos pulmões.
Na Cama, com um olhar analítico, estava ele. Jimin.
“Porra, tô fodida”, pensou. O coração acelerou ainda mais. Ele sempre tinha sido observador demais. Ia notar qualquer coisa.
SN fechou a porta atrás de si, tentando sustentar o sorriso atrevido que ensaiara no corredor. Seu coração batia acelerado, mas sua voz saiu firme:
— Uau… deixaram o melhor para o final… — ela disse, rebolando devagar enquanto caminhava até ele.
Jimin estava com uma taça de vinho em mãos, os lábios úmidos e carnudos brilhando sob a luz suave. Seus olhos a percorreram de cima a baixo com um meio sorriso preguiçoso, daqueles que mais provocavam do que mostravam real interesse.
Ela não esperou a reação dele. Subiu em seu colo, encaixando-se sobre ele de forma atrevida, e sussurrou ao ouvido, com a voz carregada de malícia:
— Esse bebê sabe brincar?
Ela sabia o quanto Jimin odiava ser diminuído. “Acho que isso já vai resolver, se não resolver… tenho que pensar em outra coisa”. — ela pensou torcendo para que ele não a reconhecesse..
O riso baixo de Jimin vibrou contra a pele dela. Ele pousou a taça na mesa de cabeceira, sem desgrudar os olhos dela.
— Se eu sei brincar? — sua voz era baixa, mas cortante, como uma promessa. — Garota… eu não brinco. Eu faço você implorar.
Os lábios dele roçaram no pescoço dela primeiro, quentes e provocadores. Cada mordida leve era seguida pela língua, que acariciava e fazia seu corpo se arrepiar inteiro. As mãos de Jimin escorregaram pelas coxas dela, apertando devagar, mas com firmeza, como quem já mapeava cada ponto que faria tremer depois.
De repente, ele a virou, invertendo a posição com facilidade. Agora era ela quem estava deitada, e Jimin pairava sobre seu corpo, o sorriso travesso ainda nos lábios.
— Quero ouvir sua boca fazendo o que sabe… — ele disse, arrastando o polegar lentamente pelos lábios dela, pressionando de leve. — É isso que eu vim buscar.
O olhar dele era tão intenso que parecia despir mais do que as mãos. SN sabia que não tinha escolha: precisava dar tudo de si, não só para satisfazê-lo, mas para se manter no jogo.
Ele se inclinou mais, os lábios descendo pelo colo dela, deixando rastros de calor, enquanto uma das mãos segurava seu quadril com firmeza. A cada toque, Jimin mostrava por que tinha fama de arrancar gemidos de qualquer mulher só com boca e mãos.
Jimin se afastou só o suficiente para olhar bem nos olhos dela, ainda com o polegar roçando nos lábios.
— Quero ver o que essa boca sabe fazer… — murmurou, abrindo o zíper da calça devagar, com uma calma que parecia calculada só para enlouquecer.
SN engoliu seco, mas forçou um sorriso atrevido. Se inclinou e começou devagar, a língua contornando primeiro, provocando, antes de abocanhá-lo mais fundo. Jimin soltou um gemido grave, a mão indo direto para a nuca dela, guiando o ritmo.
— Isso… — a voz dele soou rouca, carregada de prazer. — Assim… não para.
Cada vez que ela acelerava, ele retribuía com um puxão mais firme no cabelo, controlando os movimentos dela. O som molhado, o barulho da respiração pesada de Jimin, o calor da pele dele… tudo preenchia o quarto.
Quando percebeu que o corpo dele já tremia de prazer, Jimin a puxou de volta para a cama, jogando-a de costas.
— Não vou gozar ainda… — ele sussurrou contra o ouvido dela, mordendo o lóbulo de leve. — Você ainda não viu nada.
As mãos dele deslizaram pelas coxas dela, afastando-as sem pedir permissão. A boca desceu lenta, beijando, mordendo e chupando cada pedacinho da pele macia até chegar onde ela mais queria. Quando a língua dele finalmente tocou, SN não conseguiu segurar o gemido alto que escapou.
— Já? — Jimin riu baixinho, com aquele ar convencido. — Tão sensível assim?
Ele alternava sucção intensa com movimentos circulares, a cada vez aumentando a pressão, até que ela se contorcia, agarrando os lençóis. O som dos gemidos dela misturado com o barulho molhado deixava tudo ainda mais erótico.
SN estava prestes a explodir quando, de repente, ele parou. Lambeu os lábios devagar, subindo novamente até o rosto dela.
— Eu disse que faria você implorar.
Antes que ela pudesse reclamar, Jimin entrou nela com uma estocada firme, profunda. O grito dela ecoou pelo quarto. Ele começou um ritmo pesado, as estocadas rápidas e fortes, o som da pele contra a pele preenchendo o ambiente.
Cada vez que ela estava prestes a gozar, ele mudava o ritmo, segurava seu quadril, ou parava só para beijá-la de novo, como se controlasse cada segundo do prazer dela. Até que, finalmente, ele acelerou sem piedade, a respiração descompassada, o corpo colado ao dela.
— Agora… — ele rosnou, enterrando-se mais fundo.
SN gozou primeiro, com o corpo inteiro tremendo, mas Jimin não parou. Continuou até que, segundos depois, ele também gozou, estocando mais algumas vezes antes de se desfazer dentro dela.
Os dois ofegavam. Ele a olhou, um sorriso de canto malicioso no rosto.
— Foi melhor do que eu esperava… — disse, passando os dedos pelos lábios dela antes de se levantar para se vestir, como se nada tivesse acontecido.
SN ainda arfava, corpo quente, pele úmida de suor. Mal conseguiu raciocinar quando murmurou, com a voz arrastada:
— Porra… não era pra ter gozado dentro…
Jimin soltou uma risada baixa, maliciosa. Se inclinou devagar, colando a boca na dela num beijo profundo, sugando o ar que restava. Quando afastou, os olhos escuros estavam cheios de luxúria.
— Tá certo… — ele sussurrou com um sorriso sacana. — Da próxima vez vou fazer você engolir tudinho. Já que gosta tanto assim de leite… vou te dar minha porra toda.
Ele olhou de relance para o relógio de pulso e fez uma careta.
— Droga… você tá com sorte.
Antes que ela entendesse o que ele queria dizer, Jimin se inclinou de novo, descendo os lábios quentes pelo pescoço, pelo colo, até abocanhar um dos seios dela. A sucção foi forte, alternando mordidas leves que arrancaram dela gemidos altos. Com a outra mão, ele massageava o outro seio, apertando e girando o mamilo entre os dedos, até que ela arqueou o corpo, tentando se segurar.
De repente, a mão livre dele deslizou mais para baixo, até entrar com dois dedos de uma vez. O movimento foi firme, ritmado, molhado.
— Ah… porra… — SN gemeu, agarrando os lençóis com força.
Jimin chupava o seio com força, língua girando em círculos, enquanto a mão trabalhava lá embaixo sem piedade. O som da penetração ecoava, molhado, rápido, cada estocada de dedo arrancando um gemido mais alto. Ele não parava, o ritmo só acelerava, e a respiração dela já estava toda quebrada.
Com a boca colada à pele dela, Jimin sussurrava rouco:
— Vou tirar essa porra de você na marra…
Ela enlouqueceu os quadris se moviam sozinhos, pedindo mais, pedindo mais fundo. O gemido virou um grito abafado quando o ápice explodiu dentro dela, um orgasmo duplo que a deixou toda mole, jogada na cama, o corpo tremendo e a cabeça girando.
Jimin a observou com aquele olhar convencido, os dedos ainda brilhando com os fluídos dela. Levou-os até a boca, lambeu devagar, saboreando com prazer.
— Doce… vicia. — disse com um sorriso de canto.
Sem dar tempo para mais nada, levantou, ajeitou as roupas com calma e pegou o copo de vinho da mesa. Antes de sair, olhou por cima do ombro e completou:
— Da próxima vez, quero ver se consegue aguentar ainda mais.
A porta bateu, e ela ficou ali, despedaçada e zonza, o corpo ainda pulsando, tentando recuperar o fôlego.
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