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Mais tarde naquela noite…

A casa estava silenciosa, envolta naquela calmaria reconfortante que só chegava quando o bebê finalmente dormia.

Jungkook entrou no quarto de Jihoon com cuidado, os passos leves como se estivesse pisando em nuvens. Nos braços, o bebê já dormia profundamente, com a chupeta levemente pendurada nos lábios e os bracinhos soltos pelos lados. Ele o colocou com delicadeza no berço, ajeitou o cobertorzinho azul com o desenho de pequenas estrelas e, antes de sair, encostou o rosto no da criança, beijando sua bochecha redonda.

— Boa noite, coelhinho… — murmurou baixinho, a voz embargada de tanto amor.

Depois fechou a porta com todo cuidado do mundo e seguiu pelo corredor até o quarto do casal, massageando levemente a nuca enquanto bocejava. Abriu a porta devagar — e encontrou a luz do abajur acesa, e SN sentada na cama, com o notebook sobre as pernas.

Ela parecia concentrada, os olhos passeando por uma pasta aberta na tela. Mas quando o viu entrar, sorriu.

— Pronto?

— Prontíssimo. Dormiu em três minutos. — Ele se jogou na cama, rolando até o meio. — E você aí, toda misteriosa…

— Tava olhando minhas pastas antigas… — disse ela, sem tirar os olhos do computador. — Sabe, agora que assinei com a editora, preciso liberar espaço, organizar tudo… Tanta coisa acumulada, meu Deus…

— Mas isso é ótimo, né? — Ele disse, orgulhoso, já puxando uma das almofadas. — Contrato assinado. Meu amor agora é uma autora publicada.

Ela se levantou, indo até o banheiro.

— Mas antes de apagar tudo, tô dando uma última olhada… Tem muita coisa aqui que você não fazia ideia, hein… — disse ela com uma risadinha.

Jungkook arqueou a sobrancelha, observando o notebook agora abandonado em cima da cama.

Assim que ouviu a porta do banheiro se fechar, ele olhou para os lados — como quem está prestes a cometer um pequeno crime — e puxou o notebook para mais perto, apoiando no colo.

A pasta que estava aberta era… familiar.

Muito familiar.

Ele clicou em uma das abas minimizadas e lá estava: as mesmas fanfics que ele havia lido no inicio do relacionamento deles. Aquela que descobriu completamente por acaso. Ele abriu uma que descrevia um “segurança tatuado e sexy” que se parecia muito com ele. E mais — as outras que vieram depois também estavam lá.

Jungkook passou os olhos pelos títulos, reconhecendo várias das cenas que já tinham acontecido entre eles.

Ele sorriu, os olhos se estreitando em pura travessura.

— Então você ia apagar tudo isso sem me avisar? A autora dos nossos próprios spoilers… — murmurou.

Lentamente, ele se levantou da cama e fechou o notebook com cuidado, deixando-o de lado.

Então se posicionou exatamente no meio do quarto, em pé, os braços cruzados e o olhar fixo na porta do banheiro. Um sorriso malicioso crescendo nos lábios, como um lobo à espreita da presa — só que, no caso, ele era um marido babão e bobo apaixonado por cada detalhe da sua escritora favorita.

A maçaneta girou.

Ele não se mexeu.

Assim que SN saiu distraída, secando as mãos em uma toalhinha, deu de cara com ele parado ali, com aquele olhar safado e a postura de quem está prestes a causar problemas.

— Jungkook? — ela franziu o cenho, surpresa. — Por que tá me olhando assim?

Ele deu um passo.

— Você ia apagar todas aquelas histórias sem me contar?

Outro passo.

— Aquelas cenas… aquelas ideias… aquelas fantasias, SN?

Ela arregalou os olhos.

— VOCÊ TAVA LENDO DE NOVO?

Ele sorriu de lado.

— Eu só fui lembrar algumas coisas… tipo aquela no estúdio de dança… ou a do motorista e a madame, a do bombeiro sexy… ou… — ele se aproximou mais, a voz baixa e sedutora — …a do CEO e a secretária. Aquela que você nunca terminou, por sinal.

— Jungkook, não ouse…

— Tarde demais. Eu tenho material. E memória. E tempo livre. E uma esposa linda que agora vai me explicar direitinho como era pra acabar aquela história.

Ela mordeu o lábio, tentando manter a pose, mas já rindo.

— Você não tem jeito…

— E você vai se arrepender de ter deixado esse notebook aberto, senhora Jeon.

— Então era assim que você queria que eu te pegasse? — ele perguntou, a voz baixa, rouca, carregada de intenção.

SN ficou paralisada. Sentiu o corpo reagir com um arrepio e um calor repentino entre as pernas.

— Jungkook…

— Você ainda pensa assim quando me olha? — ele disse caminhando até ela devagar, como um predador se aproximando da presa. — Você ainda imagina eu te prendendo contra a parede, mandando você abrir as pernas e gemer meu nome até perder a voz?

Ela recuou um passo, sem nem perceber, até sentir as costas tocarem a porta. Os olhos dele estavam flamejando.

— Você sabe o que me dá mais tesão? — ele sussurrou, encostando o corpo no dela, sem pressa. — Saber que você escreveu tudo aquilo porque queria que eu fizesse com você. E agora… — ele puxou o lóbulo da orelha dela com os dentes — eu vou te mostrar que não esqueci de nada.

Jungkook prendeu os punhos dela contra a porta, o corpo colado ao dela, sua respiração quente no pescoço de SN.

— Você não sabe o quanto eu senti falta disso… — ele murmurou, a voz grave, arrastada, enquanto roçava os lábios pela pele sensível do pescoço dela. — Da sua pele. Do seu gosto. Da sua rendição.

Ela soltou um suspiro trêmulo, o corpo inteiro reagindo ao toque dele, à presença dele — dominadora, intensa, completamente centrada nela.

Ele deslizou as mãos pela cintura dela, firme, como se reclamasse o que era seu.

— Você escreve sobre mim te enlouquecendo… mas foi você que me enlouqueceu primeiro. — Ele apertou a cintura dela e a virou de costas com um só movimento, fazendo-a encostar o rosto na madeira fria da porta. — Agora você vai me mostrar o quanto ainda me quer, exatamente como você escrevia.

As mãos dele exploravam, sabiam exatamente onde apertar, onde provocar. Beijos lentos e úmidos desciam por sua nuca, acompanhados de leves mordidas. As palavras que ele sussurrava no ouvido dela não deixavam dúvida: ele estava no controle — e amava isso.

Ela gemeu baixinho quando sentiu a mão dele escorregar para entre suas pernas, lenta, exigente, determinada. Um tapa firme em sua coxa a fez morder o lábio. Outro na bunda, mais forte, fez seu corpo arquear involuntariamente.

— É isso que você gosta, não é? — ele sussurrou, os olhos fixos nos dela pelo reflexo do espelho ao lado. — Ouvir minha voz te dizendo que você é minha. Só minha.

Ela assentiu, quase sem ar, e ele puxou seus cabelos com delicadeza e firmeza ao mesmo tempo, fazendo-a olhar diretamente para ele.

— Então me implora, do jeitinho que você escrevia, do jeito que você fazia… Quero ouvir você me pedir.

Os minutos seguintes foram um jogo de provocações, comandos sussurrados, beijos demorados e gemidos abafados. Jungkook explorava cada centímetro dela como se fosse a primeira vez — com mãos seguras, boca impiedosa e uma atenção perigosa ao prazer dela.

Quando ela pensou que não poderia aguentar mais, ele trouxe uma pequena caixa de dentro da gaveta ao lado da cama. Ela arregalou os olhos, surpresa.

— Você achou que eu não sabia que você guardava isso? — ele ergueu um brinquedinho discreto, ligando-o com um clique sutil.

O rubor em seu rosto se espalhou até o pescoço, e ela não teve tempo de responder antes que ele a deitasse na cama e começasse a usá-lo nela com uma precisão devastadora.

— Isso… — ele murmurava, observando cada expressão dela com fascínio — você vai gozar chamando meu nome, como você sempre fez.

Antes que ela gozasse, Jungkook a puxou, virando-a de bruços com agilidade e a guiando para o centro da cama. Suas mãos firmes deslizaram pela curva da cintura dela até segurá-la pelos quadris, trazendo-a contra ele.

 Suas mãos firmes deslizaram pela curva da cintura dela até segurá-la pelos quadris, trazendo-a contra ele

— Ainda não. Você vai gozar do meu jeito. — ele rosnou, a voz rouca, colada em sua nuca.

E então, com um impulso controlado e cheio de desejo, ele a penetrou. Ela arfou alto, as mãos apertando os lençóis, o corpo arqueando em resposta.

— Isso, meu amor… assim… — ele murmurava, os movimentos intensos e ritmados. — Porra que delicia.

Ele se inclinou sobre ela, a mão escorregando por baixo de seu corpo, pressionando o ponto exato que a fazia se contorcer. Os gemidos dela vinham entrecortados, entregues. E a cada investida dele, mais dominadora e intensa, os dois afundavam juntos naquela conexão explosiva.

— Gosta assim, né? — ele sussurrou entre dentes, a boca colada em sua orelha. — Gosta quando eu te como desse jeito, quando te deixo sem controle… quando te faço esquecer até o seu nome.

Ela apenas gemeu em resposta, as pernas tremendo, o corpo inteiro em brasas.

— Fala pra mim… fala o quanto é minha — ele exigiu, a voz rouca, os movimentos mais profundos. — Diz que esse corpinho só responde a mim.

— Só você… só você, Jungkook… — ela choramingou, à beira do limite.

E foi ali, no meio dos sussurros abafados, das respirações descompassadas e dos toques que gritavam mais que palavras, que os dois chegaram juntos ao auge. Uma explosão de alívio e prazer, suados, ofegantes, ainda entrelaçados no calor do corpo um do outro.

Jungkook a deitou devagar, puxando-a para mais perto, cobrindo o corpo dela com o dele como se ainda quisesse protegê-la de tudo.

— Eu ainda não acredito que você escrevia essas coisas escondida — ele riu contra o ombro dela. — Agora é melhor ir se preparando. Porque eu vou fazer cada uma delas virar realidade novamente.

Ela riu fraco, os olhos pesados pelo cansaço e prazer.

— Tô ferrada, né?

— Completamente. — ele disse, e a beijou mais uma vez.

4 Comentários

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  1. Iasmine
    Feb 21, '26 at 12:14 pm

    — Boa noite, coelhinho… — murmurou baixinho, a voz embargada de tanto amor.

    Ooooh mu deus que coisa mais linda, ele chamando o bebê de coelhinho

  2. Iasmine
    Feb 21, '26 at 12:17 pm

    Então se posicionou exatamente no meio do quarto, em pé, os braços cruzados e o olhar fixo na porta do banheiro. Um sorriso malicioso crescendo nos lábios, como um lobo à espreita da presa — só que, no caso, ele era um marido babão e bobo apaixonado por cada detalhe da sua escritora favorita.

    Eita homem vai com calma kkkkk ja ta querendo aprontar de novo

  3. Iasmine
    Feb 21, '26 at 12:19 pm

    — Você sabe o que me dá mais tesão? — ele sussurrou, encostando o corpo no dela, sem pressa. — Saber que você escreveu tudo aquilo porque queria que eu fizesse com você. E agora… — ele puxou o lóbulo da orelha dela com os dentes — eu vou te mostrar que não esqueci de nada.

    Pqp esse homem não ta pra brincadeira não.. eu me desmanchava ali mesmo

  4. Iasmine
    Feb 21, '26 at 12:21 pm

    — Completamente. — ele disse, e a beijou mais uma vez.

    Ate eu queria estar “ferrada” assim mulher.. ela tem o homem dos sonhos

Nota

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