Com Amor, de Appa Kookie
por FanfiqueiraO aroma suave de frutas frescas misturado ao som de faca cortando delicadamente uma maçã preencheu a cozinha naquela manhã. Jungkook estava descalço, vestindo apenas uma camiseta larga e calças de moletom cinza, com os cabelos presos em um coque malfeito. Ele cantarolava baixinho enquanto organizava tudo no balcão.
— Tá quase pronto! — ele avisou alto, espiando a escada com um sorriso travesso.
SN ainda estava deitada, enrolada no cobertor, mas ouvindo tudo de cima. O barulho dele na cozinha era reconfortante.
Lá embaixo, Jungkook ajeitava a mesa com uma atenção absurda aos detalhes: cortou as frutas em formas bonitinhas (ou ao menos tentou), esquentou pão integral, preparou um chá de camomila com gengibre e colocou até um post-it fofo num dos potes de mel:
“Para minha mamãe favorita 💛 – de Appa Kookie”
Ele olhou orgulhoso para a mesa e suspirou, satisfeito. Do lado, sobre o balcão, estavam as coisinhas que comprou na quela manhã: a chupeta tradicional, o par de sapatinhos coreanos, uma manta infantil com desenhos de bichinhos e um potinho com vitaminas recomendadas para grávidas.
— Agora sim… perfeito. — ele murmurou, todo orgulhoso.
Subiu devagar para chamar SN, encontrando-a já sentada na beira da cama, penteando os cabelos devagar.
— Agora sim. Bom dia, minha coisa linda. — ele disse, se abaixando à frente dela. — Café da manhã servido pelo chef Jeon Kook. Com direito a decoração e amor em cada mordida.
Ela sorriu, tocando a bochecha dele com carinho.
— Você acordou cedo só pra isso?
— Pra você e nosso bebê? Sempre. — ele beijou a palma da mão dela. — Vem. Eu quero te mostrar uma coisinha também.
Descendo as escadas de mãos dadas, SN encontrou a mesa perfeitamente organizada, as frutas em forma de coração (meio tortas, mas com muito esforço), e até uma florzinha solitária num copo improvisado.
— Jungkook… — ela sussurrou, emocionada.
— Eu sei que não é um café cinco estrelas, mas é o que um pai de primeira viagem conseguiu por enquanto. — disse ele, meio envergonhado. — Olha só! — apontou para o canto do balcão — Comprei uma manta… e olha isso…
Ele pegou a chupeta e os sapatinhos, estendendo para ela como quem oferece um tesouro.
— Eu não sei se é cedo demais, mas… eu vi isso e senti que precisava trazer. Foi tipo… instinto. — completou, coçando a nuca, tímido.
SN riu, emocionada, pegando os sapatinhos.
— Eles são perfeitos…
Ela olhou para ele. E pela primeira vez, desde o início da gravidez, sentiu paz. Sentiu que não estava mais sozinha.
— Obrigada… por tentar tanto. — ela sussurrou.
— Eu não tô tentando. Eu tô fazendo. Porque eu te amo. — ele respondeu, tocando levemente a barriga dela com reverência. — Eu amo vocês dois.
Ela segurou o rosto dele entre as mãos e o beijou com ternura. Era o recomeço…
Mas antes que pudessem começar a comer…
De repente a porta da sala abriu e eram a mãe dele. E o pai.
E bem ao lado… os pais de SN.
Os quatro juntos.
E nenhum deles parecia exatamente calmo.
A chegada inesperada
Jungkook ficou paralisado, sem saber se sorria, se corria, ou se fingia desmaio.
— Omma? Appa? Sogros? O que… o que vocês tão fazendo aqui juntos?
— Pergunta que eu ia te fazer, filho. — disse o pai de SN, a expressão fechada.
— Eu liguei pra ela e não obtive resposta. E depois liguei pra vocês. E também nada. — completou sua mãe, cruzando os braços. — A última notícia que tivemos… foi aquele circo no supermercado.
SN apareceu na escada, pálida.
— Mãe… pai?
— Filha… — a mãe dela correu até SN, abraçando-a com força. — Você tá bem?
Jungkook olhava de um pro outro, tentando processar tudo.
— Gente… calma. Tá tudo bem agora. A gente só… não sabia como contar.
O pai de SN olhou direto nos olhos dele.
— Contar o quê, Jungkook? Que você engravidou minha filha e desapareceu?
SN abriu a boca, mas Jungkook foi mais rápido.
— A culpa foi minha. Só minha. Eu errei, me afastei, duvidei dela. Mas eu tô aqui. E eu não vou mais sair do lado dela.
A mãe de Jungkook soltou um suspiro longo, emocionada.
— É verdade, então? Ela tá mesmo…
SN desceu o último degrau devagar e assentiu, levando uma mão à barriga.
— Tô grávida, sim. De quase quatro meses.
A mãe dela chorava silenciosamente. O pai ainda estava rígido, tentando se manter calmo, mas os olhos marejavam.
— Por que não nos contou? — perguntou o pai, a voz mais branda.
— Porque… foi tudo muito difícil. Eu achei que ele não queria mais saber de mim. Eu achei que… ia criar esse bebê sozinha.
O pai se aproximou e, com um suspiro pesado, tocou a barriga dela com delicadeza.
— Você nunca vai estar sozinha, filha. Mas ainda bem… — olhou para Jungkook — …ainda bem que o senhor parece estar tentando consertar isso, se não eu mesmo iria consertar você!
— Não tentando. Eu vou consertar. — Jungkook afirmou, firme. — Com todo o respeito, senhor… senhora. Eu amo sua filha. Eu me arrependi amargamente de tê-la deixado sozinha. Mas agora… eu sou o pai do bebê dela. E quero ser o homem que ela merece.
A mãe de Jungkook se aproximou de SN, segurando suas mãos.
— Posso ver você…? — apontou para a barriga.
SN levantou a blusa até a metade, revelando a curva sutil. A mãe de Jungkook cobriu a boca, emocionada, ajoelhando para tocar com carinho.
— Meu neto… minha netinha… ai, que coisa linda…
SN riu, mesmo com os olhos marejados. Aquilo, apesar do susto, era o que ela precisava.
O pai de Jungkook, emocionado, deu dois tapinhas nas costas do filho.
— Eu ainda falei da camisinha né, rapaz? Mas ainda bem que esqueceu, agora vou ter um neto ou neta.
— Appa!! — disse sem graça, rindo baixinho.
Logo depois, todos estavam na sala. SN trouxe suco, Jungkook ofereceu o café da manhã, e os pais começaram a conversar entre si. De início, o clima ainda era um pouco tenso, mas logo se suavizou com a felicidade coletiva.
SN e Jungkook trocavam olhares cúmplices o tempo todo.
Enquanto os pais falavam sobre fraldas, enxoval e desejos de gravidez, Jungkook apertou a mão de SN sob a mesa e sussurrou:
— Obrigado por me deixar estar aqui… com você… com eles.
Ela sorriu.
— Você está fazendo por merecer. E… acho que o bebê já sente.
— Sente?
— Sente quando a mãe tá feliz.
Ele levou a mão até a barriga dela, os olhos marejando.
— Então ele deve estar dançando de alegria agora.
Já estava anoitecendo quando os pais de Jungkook e os de SN se despediram. Havia abraços emocionados, sorrisos tímidos, palavras de apoio e olhares cheios de significado. Era como se um novo ciclo se iniciasse não só para o casal, mas para duas famílias que, agora, estavam ligadas por algo muito maior.
Assim que a porta se fechou e o silêncio voltou a dominar a casa, SN soltou um suspiro cansado, mas tranquilo. Jungkook ainda estava parado diante da porta, olhando o vazio como se processasse tudo.
— Isso foi… intenso. — ela murmurou, encostando-se no batente da porta.
— Eles aceitaram melhor do que eu imaginei. — ele respondeu, virando-se para ela com um sorriso sereno.
— Eu só preciso passar lá em casa amanhã… pegar umas coisas minhas. — ela disse, baixando os olhos. — Algumas roupas, livros, o caderninho com as anotações da médica…
Jungkook franziu o cenho, caminhando até ela e tomando sua mão com delicadeza.
— Umas coisas? — ele repetiu. — SN, não tem que pegar umas coisas. Vamos trazer tudo seu pra cá. Essa é sua casa agora.
Ela o olhou, hesitante.
— Tem certeza…?
— Eu tenho certeza de tudo com você. — ele respondeu, acariciando o rosto dela. — E se por acaso eu esquecer, o bebê aqui dentro me lembra.
Ela riu, baixando os olhos até a barriga, onde ele já pousava a mão.
— Então tá… amanhã, a gente busca tudo.
— “A gente”, isso mesmo. Eu não deixo você levantar um objeto sequer. — ele afirmou, cheio de zelo.
Ela o beijou no rosto.
— Obrigada por tudo isso, Jungkook.
— Eu só tô começando.
Na manhã seguinte, Jungkook apareceu com um moletom folgado, boné, máscara e… três caixas de papelão.
— Você trouxe caixa até demais. — ela brincou, abrindo a porta.
— Não existe “caixa demais” quando se está mudando a vida com a mulher da sua vida e o bebê que vocês fizeram juntos. — ele rebateu com um sorriso convencido.
— Tão dramático. — ela riu, puxando-o para dentro.
Começaram a empacotar as coisas: livros, roupas, itens de higiene, cadernos e objetos pessoais. Jungkook tentava dobrar as roupas com a maior dedicação do mundo, mesmo que algumas ficassem parecendo bolos de tecido.
— Eu não sabia que você escrevia tanto… — ele comentou, segurando um caderno repleto de anotações.
— São meus rascunhos de livros. Tem uns ali com ideias antigas, outros com anotações do bebê.
— Isso aqui vale ouro. — ele disse, colocando o caderno com extremo cuidado dentro de uma caixa marcada “IMPORTANTE”.
Enquanto embalavam, SN abriu uma das gavetas de seu criado-mudo e encontrou um pequeno aparelho: um Doppler fetal, daqueles usados para ouvir os batimentos do bebê em casa.
— Ah! — ela sorriu, animada. — Eu tinha esquecido disso aqui.
— O que é isso? — Jungkook se aproximou, curioso.
— Um aparelho pra ouvir os batimentos do bebê. A médica me deu no último retorno e disse que, como eu sou ansiosa, podia usar uma vez por dia pra acalmar.
— A gente pode tentar agora? — ele perguntou com os olhos brilhando.
— Claro. Mas senta. — ela riu. — Você vai ficar meio bobo depois disso.
Eles se sentaram no sofá. SN passou o gel no abdômen, ajustou o volume e posicionou o sensor.
Foram alguns segundos de silêncio. Um ruído baixo… estático…
E então:
Tum-tum-tum-tum-tum…
Os batimentos suaves e rápidos preencheram o ambiente.
Jungkook arregalou os olhos. A mão dele voou instintivamente até a barriga dela.
— É… ele? Ela?
— É o coraçãozinho. — SN confirmou, sorrindo.
Jungkook levou a outra mão à boca. Os olhos dele marejaram instantaneamente.
— Isso é real… — ele sussurrou. — É tão real.
— Jungkook…?
Ele soltou uma risada entrecortada de emoção e deitou a cabeça no colo dela, com cuidado, ainda ouvindo o som contínuo.
— Eu nunca ouvi algo tão bonito na minha vida.
Ela passou os dedos nos cabelos dele, acariciando com ternura.
— Isso é só o começo. Tem chutes, soluços, mudanças de posição, pé nas costelas…
— Eu quero viver tudo isso com você. Tudo. — ele disse, virando o rosto pra olhar nos olhos dela. — Eu não vou perder mais um segundo.
— Então me ajuda a terminar de embalar? — ela riu, enxugando uma lágrima discreta.
— Sim, senhora. Appa Jeon em ação.
No dia seguinte…
Era o primeiro dia oficial na nova rotina a dois — ou melhor, a três. Jungkook acordou cedo, como sempre, mas pela primeira vez em semanas não precisou correr para o estúdio ou para uma gravação.
Ele estava em casa. Com ela.
SN ainda dormia, enroscada nos cobertores, com Bam deitado ao lado da cama como um verdadeiro guarda-costas canino. A respiração dela era calma, o cabelo bagunçado em mechas fofas pelo travesseiro. Jungkook sorriu, pegou o celular e tirou uma foto dela dormindo — só pra ele, claro. Seu novo plano de fundo.
Na cozinha, Jungkook preparava um café da manhã reforçado e saudável, depois de ver vários vídeos no YouTube sobre “nutrição ideal para gestantes”. Aveia com banana e mel, ovos mexidos com espinafre, suco natural e uma torrada com abacate. Ele montou a bandeja e levou até o quarto, cantarolando baixinho.
— Bom dia, mamãe mais linda do mundo. — disse ao empurrar a porta com o pé.
SN se espreguiçou, com os olhos ainda pesados de sono. Quando viu a bandeja, sorriu sonolenta.
— Você tá me mimando demais… vou ficar mimada de verdade.
— Esse é o objetivo. — ele respondeu, colocando a bandeja sobre o colo dela. — Você e nosso bebê merecem o mundo.
Ela pegou a xícara e tomou um gole. — Hm… delícia. O que mais você vai fazer por nós hoje?
— Bem, eu avisei à empresa que vou trabalhar de casa pelas próximas duas semanas. — ele disse, sentando ao lado dela na cama. — Quero aproveitar cada segundo com vocês.
— Isso é sério? — ela arregalou os olhos.
— Muito sério. O computador tá montado no estúdio, a equipe vai me enviar material por e-mail, e… — ele fez uma pausa dramática. — Eu comprei um tapete de yoga. Vamos fazer juntos. Você e o bebê precisam se alongar, segundo meus tutoriais.
SN riu alto. — Você tá levando a gravidez mais a sério que eu.
— É claro. — ele disse, todo orgulhoso. — Eu sou o pai.
O dia passou entre cochilos, comida, filmes, risadas e Jungkook tentando montar uma cômoda de bebê com instruções totalmente em coreano técnico. SN ria sentada no chão, gravando tudo enquanto ele suava tentando descobrir onde as gavetas se encaixavam.
Quando a noite caiu, o clima da casa mudou. Estava silencioso e calmo, mas havia algo no ar.
SN tinha saído do banho com uma camisola simples, mas absurdamente charmosa — daquelas que nem tentam ser sensuais, mas acabam sendo. O cabelo solto, ainda um pouco úmido, e um olhar travesso que Jungkook conhecia bem.
Ele estava no sofá, com o notebook no colo, lendo alguns contratos. Mas sua atenção foi roubada assim que ela se aproximou devagar, parando à frente dele.
— Cansado? — ela perguntou, com um sorriso sugestivo.
— Um pouco… — ele respondeu, levantando os olhos e imediatamente arregalando-os. — Wow.
— Wow…? — ela repetiu, dando um passinho mais perto e sentando no colo dele, de lado, os braços ao redor do pescoço. — Tá… com saudade de mim?
Jungkook engoliu em seco. — Eu… tô. Mas…
Ela beijou o pescoço dele, subindo até a orelha. — Mas?
— Mas… e o bebê? — ele sussurrou, as mãos meio indecisas entre segurá-la ou levantar bandeira branca. — Pode… isso?
SN riu, colando a testa na dele.
— Amor… você acha que o bebê tá assistindo a gente? Ele não vai lembrar de nada. — ela provocou.
— Mas e se eu encostar demais? E se eu apertar sem querer? E se ele sentir que eu tô—?
— Jungkook! — ela gargalhou, tombando a cabeça para trás. — Você não vai chutar ele, relaxa.
— Amor, eu sou literalmente um dançarino de palco. Tenho força nas pernas! Eu posso… causar um terremoto acidental no útero! — ele falou, dramático.
Ela quase caiu de tanto rir. — Ai, meu Deus, você é um fofo.
Ele a encarou, os olhos ainda arregalados. — Você jura que é seguro?
— Juro, Jeon Jungkook. Não é só seguro como é recomendado manter uma vida sexual ativa durante a gravidez, se não houver nenhuma complicação. E eu tô saudável.
Jungkook franziu o cenho como se estivesse pensando profundamente.
— Mas eu li em um blog que alguns bebês chutam mais quando os pais transam…
— O bebê não chuta ainda. E daí se ele chutar? — ela respondeu rindo e passou a mão pelos cabelos dele. — A gente merece se reconectar. Vai ser tranquilo. Se eu sentir qualquer coisa estranha, eu falo, tá?
Ele ainda parecia um pouco travado, mas então ela beijou a bochecha dele, depois a boca, com doçura. Os braços dele finalmente se soltaram, envolvendo a cintura dela com mais segurança.
— Eu te amo, sabia? — ele disse contra os lábios dela.
— Eu sei. E eu te amo também. Mas… por favor, antes que o bebê nasça e a gente fique meses sem fazer nada… vamos aproveitar. — ela sussurrou, agora com um olhar faminto e divertido.
— Tá bom, tá bom. — ele riu, rendido. — Mas devagar. E com o aplicativo de batimentos do lado, só por garantia.
— Você é impossível. — ela beijou ele outra vez, rindo contra os lábios dele.
— E você é perfeita. — ele disse, se ajeitando no sofá com ela. — Mas só vou relaxar depois que nosso bebê disser “tá tudo bem, pai, vai com calma”.
— Ah, meu Deus, cala a boca! — ela gargalhou, enquanto ele começava a enchê-la de beijos, alternando entre nervoso e completamente entregue ao momento.
To dizendo kkkkk é o pai mais bobo do ano
Menina passou tudo isso pqp.. e os avós gente que coisa fofa vão tudo mimar essa criança
A primeira vez é sempre emocionante, ouvir o coraçãozinho batendo rápido.. aaah que coisa mais linda
Kkkkkkkkkkk oooh gente pq homem é assim? Ele jurando que ia machucar o bebe