Nada de Uno Hoje
por FanfiqueiraDepois do jantar, todos estavam satisfeitos, o clima leve, com risadas soltas ainda ecoando da última história do pai de Jungkook sobre uma tentativa desastrosa dele fazer panquecas quando tinha 8 anos. Foi então que o pai sugeriu:
— Que tal as mulheres irem se sentar um pouco na sala enquanto a gente lava essa bagunça, hein, filho?
SN e a mãe de Jungkook riram.
— Nossa, isso soa como um plano excelente. — disse a omma, se levantando. — Vem, SN, vamos conversar mais um pouco enquanto eles trabalham.
SN sorriu e levantou com ela.
— Com todo prazer. Lavar louça nunca foi meu talento mesmo.
Elas foram para a sala e se acomodaram no sofá, Bam seguindo atrás e se jogando preguiçosamente no colo da avó, como se soubesse exatamente onde era seu lugar.
Na cozinha:
Jungkook e o pai começaram a empilhar os pratos e talheres na pia. O silêncio era tranquilo, apenas o som da água corrente e dos pratos encostando-se levemente uns nos outros. Jungkook secava com um pano, os pensamentos longe, olhando pela janela… até que seu pai quebrou o silêncio com a voz grave e serena:
— Então… aquela calcinha de renda preta no sofá era da sua namorada, né?
Jungkook congelou com o prato molhado nas mãos, piscando devagar como se estivesse checando se aquilo realmente foi dito em voz alta.
— Q-que?
O pai dele apenas arqueou uma sobrancelha e cruzou os braços.
— Relaxa. Só tô dizendo que espero que seja dela. Eu te criei pra ser homem, não um moleque irresponsável.
Jungkook olhou pro chão, as bochechas esquentando, uma risada curta escapando de nervoso.
— Appa… eu… era dela, sim. Só que… foi um acidente. A gente… a gente não imaginou que vocês chegariam hoje.
— Não precisa se justificar tanto. Não sou cego, filho. Nem burro. — ele deu um meio sorriso. — Vocês estão juntos, moram praticamente juntos, não vou fingir que vocês jogam Uno no sofá.
— Meu Deus, appa… — Jungkook apoiou o pano de prato no rosto, tampando os olhos. — Eu nunca passei por isso. Você me viu crescer… e agora tá falando da… calcinha dela?
— Porque é a vida, Jungkook. E você é adulto agora. Tá apaixonado, tá construindo algo. Eu só preciso saber que você é responsável, que trata ela bem, com respeito. Porque se ela deixar de sorrir por sua culpa… aí você vai ter que conversar comigo de verdade.
Jungkook ergueu os olhos. O tom do pai era firme, mas cheio de proteção.
— Eu amo ela, appa. Tipo, muito. E eu cuido. Mesmo.
O pai assentiu, satisfeito.
— Eu percebi. Seus olhos não saem dela desde que ela chegou.
Jungkook sorriu, tímido.
— É… eu ainda me pergunto como ela gosta de mim.
— Porque você é bom. Só precisa continuar sendo.
Na sala:
Enquanto isso, SN e a mãe de Jungkook estavam sentadas no sofá, rindo com Bam praticamente desmaiado entre elas.
— Ele é mesmo um bebê — disse SN, passando a mão na barriguinha dele.
— Sempre que venho aqui, ele me recebe como se fosse uma criança. — a mãe riu. — E você… já tá no ritmo da casa, né?
— Eu, não moro com ele. Tenho meu apartamento, mas basicamente passamos o tempo todo juntos, só não quando ele ou eu estamos trabalhando.
— Você trouxe algo pra ele que nem a gente conseguia mais dar com frequência: leveza. E isso vale ouro.
SN sorriu, emocionada.
— Eu gosto tanto dele… às vezes parece surreal.
— Não duvido que ele sinta o mesmo. — disse a omma, segurando sua mão com carinho. — E o mais bonito é ver como ele é com você. Tem orgulho, carinho e… muita entrega nos olhos dele.
As duas ficaram em silêncio por um momento, até rirem juntas sem motivo. Só compartilhando aquela energia boa.
De volta à cozinha:
Jungkook respirou fundo, ainda envergonhado, mas mais tranquilo.
— Você vai contar isso pra omma?
— Claro que não. Isso é coisa de pai e filho. Se eu contar, ela vai rir por uma semana. Talvez até mostrar a calcinha pra família dizendo “olha o que o Jungkook deixou no sofá”.
— Não ajuda, appa! — ele riu, cobrindo o rosto de novo.
Eles terminaram a louça rindo juntos, como dois amigos cúmplices.
— Vai lá, chama as meninas. Tá na hora da sobremesa. Eu pedi algo também — disse o pai, dando um leve tapinha nas costas do filho.
— Tá… e obrigado. Por não me fazer querer cavar um buraco e me enterrar.
— Quem disse que você tá isento disso?
Eles riram e Jungkook, ainda um pouco vermelho, foi até a sala chamar SN e a mãe.
Mais tarde naquela noite
A sobremesa havia chegado pouco depois, e todos estavam sentados novamente à mesa. Bam, satisfeito após ter ganhado um pedacinho de fruta escondido por SN, estava deitado no canto, dormindo profundamente.
— Achei que vocês tinham me esquecido lá na sala — brincou Jungkook ao voltar com a bandeja, colocando pratos com fatias generosas de torta e copinhos de chá quente para todos.
— A gente estava ocupada trocando segredos — disse sua mãe, piscando para SN.
— Isso é perigoso. — ele respondeu, desconfiado, mas rindo enquanto se sentava ao lado de SN, sua mão procurando a dela sob a mesa.
Conversaram sobre filmes, comidas preferidas, viagens que queriam fazer e até momentos bobos do dia a dia. SN dava risada das histórias que os pais de Jungkook contavam com gosto — como ele uma vez tentou fazer um café da manhã especial no Dia das Mães, mas usou sal no lugar do açúcar.
— Ele apareceu com um sorriso orgulhoso, dizendo “Omma, fiz com amor!” — contou o pai, rindo alto. — Só que o amor dele era salgado naquele dia.
— Meu Deus, como vocês guardam essas histórias? — Jungkook murmurou, as bochechas levemente coradas, mas não conseguia parar de sorrir.
A mãe de SN, que observava tudo com olhos brilhantes, então comentou animada:
— Amanhã vou na feira cedo. Aproveitar que aqui tem mais opções que perto de casa.
SN imediatamente se animou:
— Posso ir com a senhora? E… já que falou em feira, queria fazer um pedido.
— Claro, meu amor. O que foi?
— A senhora comentou que queria cozinhar para mim um dia desses… mas e se, em vez disso, a gente cozinhasse juntas? Eu adoraria aprender a fazer os pratos que o Jungkook mais gosta. Quero mimar um pouco mais ele, sabe? E como ele ama comer… — ela olhou de canto pro namorado, com um sorriso sapeca. — Nada mais justo que aprender com a melhor pessoa que poderia me ensinar isso.
A mãe de Jungkook arregalou os olhos por um instante, como se estivesse tentando disfarçar a emoção.
— Aigoo… essa menina… — ela levou a mão ao peito, sorrindo com doçura. — Claro que vamos cozinhar juntas. Vai ser um prazer te ensinar tudo que ele mais ama. E se você vai mimar meu filho assim, bom… já é da família.
— Isso foi muito fofo — disse o pai, olhando para Jungkook com um sorriso maroto. — E você, rapaz… tá com sorte mesmo.
Jungkook não conseguia dizer nada de imediato. Ele só apertou a mão de SN com força sob a mesa, o coração tão quente que parecia pulsar na garganta. Quando finalmente falou, foi com a voz baixa e sincera:
— Eu não sei o que eu fiz pra merecer tudo isso… mas prometo cuidar bem do presente que recebi.
Todos sorriram com carinho.
Depois de mais um tempo conversando, a noite começou a pesar sobre os olhos. A mãe de Jungkook foi a primeira a se levantar.
— Vamos descansar um pouco. A feira é cedo e… minha coluna não tem mais vinte anos. — ela sorriu.
O pai a acompanhou logo depois, agradecendo pela noite e elogiando o clima tranquilo da casa.
— Boa noite, crianças. — disse, já bocejando. — Nada de deixar a luz acesa. E se ouvirmos risadinhas, vou bater na porta perguntando se estão jogando Uno.
Jungkook riu, escondendo o rosto por um momento.
— Boa noite, appa. Boa noite, omma.
Eles se despediram com abraços carinhosos e logo desapareceram no corredor em direção ao quarto de hóspedes.
SN e Jungkook ficaram ainda um instante em silêncio, olhando a mesa arrumada, a casa serena, e Bam dormindo no canto da sala como um guarda satisfeito.
Jungkook entrelaçou os dedos com os dela.
— Vamos pro quarto?
Ela assentiu com um sorriso, e juntos subiram, os passos leves e sincronizados como se toda a noite tivesse sido um pequeno sonho.
Jungkook estava de costas, tirando a blusa, quando parou de repente. Algo no bolso do moletom chamou sua atenção — a calcinha dela, ainda ali, esquecida… ou propositalmente deixada.
Ele segurou a peça entre os dedos, os olhos brilhando com um sorriso torto e cheio de intenções perigosas. A lembrança de tudo o que teve que fazer pra esconder aquela “prova do crime” dos próprios pais o fez rir baixinho, malicioso. Mas agora, com a noite terminando e eles sozinhos, era a hora perfeita pra cobrar. Com juros.
— Você vai me pagar por isso, SN… e com prazer — pensou ele, já traçando mentalmente cada detalhe do que viria a seguir.
Ela estava de frente pro espelho, sentada à penteadeira, tirando a maquiagem com calma. O rosto ainda corado do dia, os olhos um pouco sonolentos, mas ela ainda tinha aquele brilho — aquele que só ele via. Ele se aproximou por trás, silenciosamente, deixando que o calor do corpo o denunciasse.
— Que foi? — ela perguntou sorrindo, ao vê-lo pelo reflexo.
Jungkook não respondeu. Só encostou os lábios no pescoço dela, beijando devagar, depois mordendo levemente, o suficiente pra fazê-la se arrepiar.
— Tá pronta pra pagar o preço, bebê? — ele murmurou, rouco, puxando a peça de roupa com dois dedos e balançando no ar.
Ela arregalou os olhos, entre surpresa e riso.
— Isso ainda tava com você?
— Tava… e agora vai servir pra garantir que você não vá acordar aos meus pais — ele sussurrou com um sorriso travesso.
Ela corou, mas o olhar dela já denunciava que gostava da ideia mais do que queria admitir.
Ele a virou com cuidado e se ajoelhou entre suas pernas, os dedos firmes em suas coxas, os olhos fixos nos dela através. Era como se estivesse prestes a desembrulhar um presente precioso — e o presente sabia disso. Cada toque foi medido, preciso. Beijos demorados, mãos explorando com intimidade, com intenção. Ela suspirava, se contorcia, tentava conter os sons, e isso só o instigava mais.
— Quietinha, princesa… não quer que meus pais saibam como eu fodo você, quer?
Ela mordeu o lábio, tentando conter um gemido, enquanto os movimentos dele ficavam mais intensos.
Quando a respiração dela falhou, e o corpo reagiu de forma descontrolada, ele levou a calcinha até a boca dela, com um sorriso no canto dos lábios.
— Pronto. Agora pode gemer o quanto quiser — murmurou, encostando a testa na dela antes de continuar.
Ele a levou ao limite mais de uma vez, sempre recuando antes que ela se rendesse por completo. Brincava com seus sentidos, sua paciência e seu corpo, como quem conhece cada fio que a compõe. E quando finalmente deixou que ela se entregasse, não foi apenas prazer. Foi confiança, entrega… foi ela em sua forma mais crua e verdadeira, só pra ele.
Quando ela finalmente desabou contra a língua dele, tremendo, arfando, com os olhos marejados de prazer, Jungkook não parou. Lambeu devagar, como se estivesse se despedindo de um doce raro, enquanto sentia cada espasmo dela vibrar contra sua boca.
Ela tentou recuar, sensível demais, mas ele segurou firme em suas coxas.
— Ainda não, baby… — murmurou com a voz rouca, os olhos negros cheios de desejo. — Eu quero mais de você.
Ele se levantou devagar, os músculos definidos brilhando sob a luz quente do quarto, o moletom pendurado precariamente nos quadris. O volume marcado sob o tecido não deixava dúvidas do quanto ele precisava dela também.
Ela olhou pra ele, os lábios entreabertos, os olhos entregues. Sem dizer nada, ele puxou-a pela cintura até a cama e se deitou.
— Vem. Senta na minha boca de novo — disse com um sorriso torto, quase desafiador. — Me deixa te foder mais e sentir esse seu gosto delicioso.
Ela subiu, sem hesitar, e se posicionou sobre o rosto dele, os joelhos tremendo de expectativa. Quando ele a puxou pela bunda e afundou a língua nela mais uma vez, ela gemeu abafado.
Se movia em cima dele com a liberdade. Jungkook a devorava com fome, como se estivesse bebendo dela, puxando gemidos, soluços e suspiros com cada movimento da língua.
E quando ela explodiu novamente, tremendo inteira, ele a deitou de costas com cuidado, mas os olhos queimavam.
— Agora… é minha vez, amor.
Ele tirou o moletom de vez, revelando tudo. O corpo definido estava suado, pronto pra ela. Posicionou-se entre suas pernas e, sem tirar os olhos dos dela, empurrou fundo de uma só vez.
Ela gritou abafado. Ele grunhiu. Era como se os dois tivessem esperado por aquele momento o dia inteiro.
As estocadas vieram firmes, profundas, ritmadas. A cama rangia. A pele contra pele criava uma sinfonia obscena que só eles ouviam.
— Tá sentindo isso? — ele sussurrava, os dentes roçando o lóbulo da orelha dela. — Isso aqui é teu. Só teu.
Ela choramingava de prazer, os olhos borrados de desejo, enquanto ele a segurava firme, como se precisasse se ancorar nela pra não perder o controle.
— Me olha, princesa. Quero ver o que eu faço com você.
Ela obedeceu, e ele quase gozou só com aquele olhar perdido, rendido, inteiro nela.
O corpo dela já estava mole, tremendo, mas ele não parava. E quando sentiu que não aguentaria mais, tirou a calcinha da boca dela, a beijou com força e se derramou dentro, gemendo contra a boca dela.
Os dois ficaram ali, colados, ofegantes, suados. Sem pressa, sem palavras, só com os corações batendo juntos e os corpos ainda entrelaçados.
Jungkook enterrou o rosto no pescoço dela e riu baixinho, ofegante.
— A culpa é sua, sabia? — murmurou, sorrindo contra a pele dela. — Você me deixa completamente fora de mim.
Ela riu, com a voz fraca.
— E você acha que eu tô como?
Ele a abraçou mais forte, os olhos fechando lentamente.
— Amanhã… eu vou te pagar de novo. Em dobro.
Ela sorriu e se aconchegou a ele, logo os dois dormiram pelados, agarrados, exaustos e suados.
QUARTO DOS PAIS DE JUNGKOOK – NOITE
O relógio na parede marcava pouco depois da meia-noite. O silêncio habitual da casa já havia sido preenchido há minutos com o leve rangido do colchão no quarto ao lado.
A senhora Jeon trocava de posição na cama, franzindo o cenho.
— Você tá ouvindo isso…? — murmurou, virando-se de lado, a voz baixa, tentando disfarçar o incômodo.
O Sr. Jeon não respondeu de imediato. Estava deitado com os braços atrás da cabeça, olhos fechados, mas claramente atento ao mesmo som.
Um estalo abafado, quase ritmado, cortou o ar.
Tap.
Tap.
Tap.
Depois, uma pausa curta. E então:
Estoca.
Estoca.
Um gemido baixo, feminino, escapou através da parede.
— Aigo… — a mãe sussurrou, arregalando os olhos. — É isso mesmo que eu tô ouvindo?
— Infelizmente. — O pai suspirou, virando-se de lado, com a testa franzida. — Eles acham que estão sendo discretos.
Outro som. Mais abafado, mas sem dúvida o mesmo padrão.
— Meu Deus… — ela cochichou, segurando o riso nervoso e o desconforto. — Eles tão tentando não fazer barulho. Mas estão fazendo ainda mais por causa disso…
O marido assentiu com a cabeça, soltando um suspiro de derrota.
— E depois dizem que a juventude de hoje é tímida… — ironizou, com o tom seco.
Ela cobriu os ouvidos com o travesseiro por um segundo e depois tirou.
— Aish, e pensar que essa menina me chamou de “omma” com a cara mais doce do mundo… — murmurou, desconcertada.
Tap.
Estoca.
Gemido contido.
O Sr. Jeon soltou uma risadinha discreta.
— Eu disse que não ia contar, mas… acho que agora faz sentido. Sabe quando a gente chegou hoje e o Jungkook gritou “não, não!” e se jogou no sofá, falando que tinha pelo de cachorro?
— Sei! Eu levei um susto. Ele tava estranho, agitado. — Ela ergueu uma sobrancelha. — Por quê?
Ele fez uma pausa, rindo baixinho.
— Então… tinha uma calcinha preta de renda no sofá. Provavelmente estavam fazendo a mesma coisa antes da gente chegar.
— O quê?! — ela sussurrou, chocada. — Você viu isso e não me contou?!
— Eu fiquei sem reação! Só virei de costas fingindo que não vi nada. Mas… era impossível ignorar. Tava ali, jogada de um jeito muito óbvio.
Ela levou a mão à boca.
— Aish… E eu achando que ele só tava empolgado com o cachorro…
O Sr. Jeon se engasgou com a própria saliva.
— Esse garoto…
— E o pior — ela continuou, agora já indignada — é que ele passou o dia inteiro com aquela cara de sonsinho! E agora tá ali, a poucos metros da gente, metendo sem dó!
Tap.
Estoca.
Gemido abafado.
— Aigo, Jeon Jungkook… — ela murmurou, envergonhada, cobrindo os olhos com a mão. — Parece que a menina vai desmaiar a qualquer momento!
— Pelo menos ele tá namorando sério, né? — o pai tentou aliviar, segurando o riso.
— Sério ou não, quero meus ouvidos em paz! — ela resmungou, emburrada.
Ele ficou em silêncio por um instante, nostálgico.
— Você lembra quando a gente era assim? — perguntou de repente, sorrindo de canto.
Ela o encarou, semicerrando os olhos.
— Não ouse comparar!
Ele riu.
— Mas a gente também era barulhento. Só que a diferença é que a gente não fazia isso perto de ninguém, como eles estão fazendo.
— Exato! Por isso mesmo! — deu um tapinha firme no ombro dele. — E ele ainda teve a cara de pau de me olhar hoje com voz de bebê e dizer “Omma” — imitou, indignada. — Mal sabia eu que a boca dele estaria ocupada demais hoje à noite.
O Sr. Jeon tapou a boca pra não gargalhar.
— Ok, essa foi boa.
Mais alguns segundos de silêncio. E então, mais um gemido abafado preencheu o quarto.
Ela olhou pro marido, com expressão exausta.
— Eu vou fingir que estou dormindo. Se eu não lembrar de nada disso amanhã, talvez eu consiga tomar café com a cara limpa.
Ele sorriu de lado.
Ela fechou os olhos por um instante, respirando fundo, tentando bloquear qualquer som vindo do quarto do Jungkook. Mas, de repente, arregalou os olhos e bateu na própria testa com a palma da mão.
— Ah, não… esqueci que amanhã cedo vou com a SN na feira. A gente combinou de comprar as coisas pra cozinhar juntas. — murmurou, já se ajeitando de lado na cama.
O marido assentiu, contendo o riso mais uma vez.
— Boa sorte com isso.
Senhor kkkkkkkkk que vergonha alheia, a situação mais constrangedora que pode existir