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O quarto estava escuro, a luz suave da lua entrando pelas janelas.

Ela acordou no meio da madrugada, o corpo ainda dolorido, mas o calor entre as pernas pulsando de desejo.

Olhou para Jungkook, dormindo pesado, lindo, o rosto sereno, os cabelos bagunçados.

O desejo tomou conta dela.
Uma fome crua.
Ela queria ele.
Queria usar ele.

Com um sorriso safado nos lábios, ela subiu devagar sobre ele.

Se posicionou acima do rosto dele, tirando a calcinha que ainda usava, e sem hesitar, sentou na cara dele.

O contato da língua quente dele contra ela fez seu corpo inteiro se arrepiar.

Mesmo adormecido, Jungkook instintivamente abriu a boca, recebendo-a, lambendo sem parar, gemendo contra sua pele.

Ela rebolava lenta, esfregando o clitóris contra a boca dele, gemendo baixinho, os dedos agarrando os cabelos bagunçados de Jungkook.

Ele acordou, ainda meio atordoado, mas o instinto tomou conta.

Segurou as coxas dela com força e enfiou a língua com mais voracidade, chupando o clitóris, fodendo com a língua de um jeito sujo, desesperado.

Ela gemia alto, cavalgando a língua dele, esfregando cada vez mais forte, sem vergonha nenhuma.

— Isso, baby… — Jungkook murmurou contra ela, a voz rouca de sono e tesão. — Se esfrega toda na minha cara… me fode assim…

Ela gemeu alto, rebolando cada vez mais rápido, até que o prazer explodiu dentro dela como uma bomba, fazendo o corpo inteiro tremer violentamente.

Ela gritou o nome dele, gozando forte na boca dele, sem parar de se esfregar, até quase perder as forças.

Jungkook a segurava firme, lambendo cada gota, gemendo de prazer por tê-la assim, fodendo a boca dele sem pudor.

Quando ela finalmente caiu sobre ele, ofegante, ele a abraçou, lambendo os lábios como se estivesse provando um doce proibido.

— Porra… — ele riu baixinho, ainda ofegante. — Melhor jeito de acordar de toda a minha vida.

Ela sorriu, aninhando-se contra ele, o corpo exausto de novo, o coração explodindo de amor e desejo.

Alguns minutos depois…

Ela ainda tentava recuperar o fôlego, deitada mole sobre o peito de Jungkook, quando sentiu.

O membro dele.
Duro. Latejando.

Jungkook a virou de repente, com uma brutalidade cheia de desejo, fazendo ela soltar um gritinho surpreso.

— Você acha que pode me acordar desse jeito… — ele rosnou, a voz tão rouca que parecia um animal. — Me fazer lamber sua bocetinha gostosa e sair impune?

Ela sorriu safada, desafiadora.

Mas antes que pudesse responder, Jungkook já estava arrancando o resto da roupa dela, sem delicadeza nenhuma.

— Agora você vai pagar, porra. — Ele cuspiu no próprio pau e esfregou a cabeça vermelha contra a entrada molhada dela, a provocando, mas sem enfiar ainda. — Vai implorar pra eu foder essa boceta direitinho.

Ela gemeu alto, se arqueando, querendo mais.

Sem aviso, Jungkook entrou de uma vez, enterrando fundo, até a base.

Ela gritou de prazer, agarrando os lençóis, o corpo arqueando.

— Isso, caralho… — ele gemeu contra o ouvido dela, socando fundo e forte. — Você é minha putinha, né? Só minha… minha vadia gostosa…

Cada palavra suja parecia fazer ela gozar ainda mais rápido.

— Fala pra mim, porra — ele grunhiu, segurando o quadril dela e fodendo sem piedade, as estocadas fortes e rápidas. — Fala de quem é essa boceta apertada.

— T-tua! — ela gritou, perdida, olhos lacrimejando. — Só tua, Jungkook!

— Isso… — ele sorriu contra o pescoço dela, mordendo forte. — Minha putinha safada… minha vadia… meu amorzinho… — A mistura suja e fofa só deixava ela mais louca.

Ele a virou de barriga pra cima, levantou uma das pernas dela sobre seu ombro e enfiou ainda mais fundo, tão fundo que ela achou que ia ver estrelas.

— Porra, como você é apertadinha… — ele resmungou, olhando o pau sumindo e aparecendo devagar entre os gemidos dela. — Essa boceta nasceu pra me foder, não nasceu?

— N-nasci… Jungkook… — ela soluçava, o prazer explodindo dentro dela.

— Gosta assim, né, putinha? Gosta de ser fodida até esquecer seu nome, né?

Ela só conseguia gemer, sem forças pra responder.

Ele abaixou o corpo, pressionando o peito suado contra o dela, fodendo cada vez mais forte, falando bem no ouvido dela:

— Vou te foder até você gozar chorando, baby… até implorar pra eu parar…

E ela queria isso.
Queria ser fodida até perder a cabeça.

— Implora pra mim, vai… — ele grunhiu. — Implora pra eu gozar dentro de você.

Ela choramingou, a voz falhando:

— P-por favor, Jungkook… por favor… goza em mim…

Ouvindo ela implorar daquele jeito, Jungkook perdeu totalmente o controle.

Socou ainda mais rápido, mais bruto, até que o orgasmo explodiu dentro dos dois ao mesmo tempo.

Ela gritou o nome dele, o corpo tremendo violentamente.

Ele gozou fundo dentro dela, derramando tudo, gemendo forte contra a boca dela:

— Porra… minha… só minha…

Ela ainda tremia, o corpo mole, sentindo o calor do gozo dele vazando devagar entre suas pernas.

Minutos depois…

Eles estavam entrelaçados um no outro, os corpos nus ainda suados, as respirações se encontrando no ar denso do quarto. O silêncio era preenchido apenas pelo som das batidas aceleradas de seus corações. Ela, sem forças, apoiou o rosto no peito dele, sentindo a pele quente sob a dela. Seus dedos deslizaram preguiçosamente pela lateral do corpo dele antes de murmurar com a voz baixa, um pouco embargada:

— Putinha, vadia? Amor… o que houve com você? Cadê o meu bebê fofo e romântico?

Jungkook ficou em silêncio por alguns segundos. Sua mão, que acariciava distraidamente as costas dela, parou. O olhar dele desceu até encontrar o dela, e havia ali um misto de confusão e culpa, como se de repente ele tivesse se dado conta da intensidade com que havia deixado seus sentimentos explodirem.

Ele engoliu em seco, afastando um pouco o rosto para vê-la melhor, seus olhos se suavizando.

— Eu… me perdi um pouco. — a voz saiu mais baixa do que ele esperava. — Foi tudo tão intenso, você me provoca sem nem perceber… — ele sorriu de leve, mas havia sinceridade demais no olhar. — Mas você tem razão. Eu passei do ponto… não devia ter falado assim com você.

Ele segurou o rosto dela com as duas mãos, os polegares acariciando de leve suas bochechas ainda coradas.

— Desculpa se te machuquei. Você não é nada disso, tá? Você é minha. Só minha. E eu te amo de um jeito que às vezes me faz perder a cabeça. — Ele a puxou para um beijo mais calmo, quase reverente, como se quisesse desfazer o que quer que tivesse causado nela.

Depois do beijo, ele encostou a testa na dela.

— Você ainda tem o meu lado fofo. Ele tá aqui. — sorriu fraco, tentando aliviar o clima. — Quer que eu prove?

Ela o olhou com um misto de cansaço e ternura, ainda tentando entender como o Jeon carinhoso e o homem intenso de minutos atrás podiam existir no mesmo corpo.

Ela riu, ainda aninhada no peito dele, e levantou o rosto só o suficiente para encará-lo com uma expressão debochada, os olhos brilhando de diversão.

— Não tô reclamando… eu só… fiquei intrigada. — disse, fazendo uma pausa dramática, antes de exagerar na imitação, com uma voz forçada e teatral. — “Vai, sua vadia!” — e revirou os olhos teatralmente, empurrando de leve o ombro dele com a mão fraca.

Jungkook arregalou os olhos e caiu na gargalhada, cobrindo o rosto com a mão por um segundo, totalmente constrangido e rindo ao mesmo tempo.

— Aigoo, para! Você me imitando é a pior coisa que eu já vi! — falou entre risos, escondendo o rosto no pescoço dela como se quisesse desaparecer. — Você vai me deixar com vergonha do que eu falei!

Ela sorriu e acariciou os fios molhados de suor no cabelo dele.

— Mas, sim… eu quero o meu namorado fofo… só um pouquinho. — disse em tom mais doce agora, deixando os dedos deslizarem pela nuca dele. — Mas eu amo esse seu lado safado também. — completou com um sorriso malicioso no canto dos lábios.

Ele levantou o rosto devagar, os olhos castanhos agora mais suaves, e sorriu de volta — aquele sorrisinho torto, tímido e encantador, como se fosse um menino travesso flagrado fazendo algo errado.

— Então eu sou… fofo e safado? — perguntou, arqueando uma sobrancelha, o tom brincalhão. — Você tem certeza que aguenta os dois?

Ela o puxou pela nuca, os rostos bem próximos.

— Tenho certeza que sim. — respondeu, antes de dar um selinho demorado nele. — Mas agora me abraça, Jeon… só me abraça um pouquinho. Me deixa sentir o meu bebê.

Ele não hesitou. A envolveu nos braços com ternura, o corpo colado ao dela, e beijou o topo de sua cabeça com delicadeza. O silêncio agora era confortável, quente, cheio de carinho.

— Eu tô aqui. Todo seu. — sussurrou, com a voz baixa, quase como uma promessa.

Horas depois…

Jungkook ainda mantinha o rosto escondido no pescoço dela, o nariz roçando levemente a pele sensível ali. Ele suspirava baixinho, como se estivesse aliviado por tê-la nos braços — mas também como se carregasse um furacão de sentimentos que ainda não tinha nome. Depois de ler aquelas fanfics secretas, algo dentro dele havia se acendido. Ele descobrira um desejo de explorar e provocar os toques, as formas e as posições.

— Amor… — ele murmurou, voz rouca da madrugada, os dedos desenhando formas distraídas na cintura dela. — Você vai rir de mim se eu disser que tô com saudade sua mesmo com você aqui?

SN sorriu, os olhos ainda semicerrados, e virou-se devagar para encará-lo. Ele estava com o rosto todo colado nela, os olhos grandes e brilhantes, umedecidos de sono, mas cheios de ternura.

— Um pouquinho — ela provocou, e ele fez um biquinho.

— Tô falando sério… — Ele puxou o cobertor até o queixo deles, como se quisesse criar um mundo só pros dois ali. — É que… sei lá. Antes de dormir, você é tão minha, e quando eu acordo, parece que você já sonhou com outra coisa e eu tenho que te reconquistar de novo.

Ela riu baixinho, e ele sorriu de volta, bobo.

— E conseguiu? — ela perguntou, tocando a ponta do nariz dele com carinho.

— Claro que consegui. Você me ama, né? — ele fez aquela vozinha manhosa que ela conhecia bem. — Mesmo com esse meu jeito meio doido?

SN assentiu, e ele a puxou mais ainda contra o peito, colando as testas. Ficaram assim em silêncio por um tempo, sentindo o calor um do outro, as respirações em sintonia.

— Hoje o dia vai ser longo, né… — ela disse, finalmente. — A gente precisa comprar umas coisas pra casa, e ainda tem o almoço com seus pais no domingo. Tô meio nervosa com isso, sabia?

Jungkook acariciou o cabelo dela com a ponta dos dedos, lento, calmo.

— Não precisa ficar. Eles vão te amar. Tipo… muito. Mais do que eu, talvez. — Ele sorriu contra a bochecha dela. — Minha mãe vai dizer que você é linda. E meu pai vai fingir que é durão, mas vai perguntar se você gosta de bulgogi e depois vai querer cozinhar pra você.

— Você tá falando isso só pra me acalmar.
— Tô falando isso porque é verdade. E porque eu amo você. — Ele beijou a ponta do nariz dela. — Tô muito feliz de ter você aqui, na minha cama, na minha vida.

Ela sentiu o coração apertar gostoso no peito. Aquilo, aquele Jungkook dengoso, era o mesmo que havia conquistado ela desde o início. E mesmo depois de tantas camadas novas — o desejo, a ousadia, a curiosidade —, ele ainda estava ali. Intenso, mas também leve, sensível, inteiro.

— Eu também tô feliz — ela sussurrou, fechando os olhos.

Ele passou o braço pela cintura dela e a puxou para se aconchegarem juntos, as pernas entrelaçadas debaixo do edredom. O silêncio se instalou de novo, confortável, acolhedor.

— Dorme comigo de novo? — ele pediu baixinho, já caindo de sono.

— Sempre — ela respondeu, antes de escorregar de volta pro sono ao lado dele.

O sol já começava a invadir o quarto pelas frestas da cortina, espalhando uma luz suave que ia aquecendo aos poucos os lençóis amassados e os corpos entrelaçados na cama. SN dormia com o rosto enterrado no peito de Jungkook, os braços ainda presos ao redor da cintura dele. Jungkook, por sua vez, dormia profundamente, uma mão caída sobre a cintura dela, os cabelos bagunçados e uma expressão tranquila de quem não fazia ideia de que o relógio já passava das onze da manhã.

Até que…

THUMP.

Um baque leve no colchão. Depois, outro.

THUMP. THUMP.

Um focinho gelado encostou no braço de SN. Ela resmungou, tentando afastar o toque. Mas então veio a língua. Uma lambida no rosto, outra no queixo, e um ganido baixo, impaciente.

— Bam… — ela murmurou, ainda sem abrir os olhos.

— Hmm? — Jungkook respondeu, completamente grogue, apertando SN mais perto como se ela fosse um travesseiro que alguém estava tentando roubar.

Mas Bam não se deu por vencido. Subiu de vez na cama, botou as patas nas costas de Jungkook e depois deu um salto desajeitado direto entre os dois, separando o casal no susto.

— Yah! — Jungkook reclamou, rindo, ainda meio dormindo, enquanto o cachorro lambia sua bochecha com energia. — Aigo… Bam, que horas são?

SN se sentou devagar, os cabelos bagunçados caindo nos ombros, os olhos ainda semicerrados.

— Ele tá doido pra sair… — ela disse, bocejando. — E deve estar morrendo de fome também.

Bam latiu uma vez, como se confirmasse. Depois pulou da cama, correu até a porta e voltou com o mesmo entusiasmo, quase numa coreografia ensaiada. Jungkook olhou a cena e soltou uma risada baixa, passando a mão no rosto.

— Nosso filho tem mais energia que a gente depois de uma madrugada inteira acordados…

— Certeza que ele esperou a gente dormir pra vir atrapalhar. É estratégia — ela provocou, rindo também.

Jungkook esticou os braços como um gato preguiçoso e olhou pra SN com aquele mesmo olhar apaixonado de antes.

— Eu te levo pra comer alguma coisa se você me ajudar com ele primeiro…?

— Hm… — ela fingiu pensar. — Tem café da manhã incluso?

— Tem almoço, sobremesa e dengo o dia inteiro.

Ela sorriu, tombando de leve pro lado dele.

— Fechado.

Jungkook levantou, os músculos se alongando sob a pele, e pegou uma camiseta qualquer no chão. SN o seguiu, ainda rindo das piruetas de Bam na porta, que agora já carregava a guia na boca. O sábado começava atrasado, mas cheio de calor, carinho e aquela bagunça boa de quem vive uma rotina cheia de amor.

A manhã seguia lenta e aconchegante, com aquele clima de fim de semana que parecia pedir preguiça. Depois de dar a primeira volta com Bam — ainda meio zonzos, rindo um do outro enquanto o cachorro corria em volta deles como se estivesse competindo numa corrida —, Jungkook e SN entraram novamente em casa depois de um passeio pelo quintal externo da casa. Ele jogou o moletom cinza escuro no sofá, deixando-o pendurado no braço enquanto secava as patas de Bam na porta com a toalha já separada.

SN entrou logo atrás, usando só uma camiseta larga dele — aquela preta, simples, mas que nele ficava quase um vestido — e uma calcinha. As pernas nuas, os cabelos ainda bagunçados da noite anterior, e aquele ar despreocupado de quem estava segura em casa. Jungkook olhou pra ela por um segundo a mais do que deveria, antes de pegar Bam no colo e deixá-lo solto na sala.

— Aigoo… você tá querendo me distrair — ele murmurou, meio rindo, meio rendido, enquanto ela passava por ele direto pra cozinha.

— Quem mandou deixar a blusa mais confortável do universo jogada por aí? — ela rebateu, com um sorriso de canto. — Culpa sua.

Jungkook foi atrás, enrolando o cós do moletom nos dedos, só de calça agora, o tronco nu revelando a pele marcada por beijinhos que ela sabia muito bem onde tinha deixado. Ele parou atrás dela enquanto ela abria a geladeira, passou os braços ao redor da cintura dela e colou o corpo no dela devagar, apoiando o queixo na sua cabeça.

— Quero café… mas também quero ficar assim o dia inteiro — ele disse, num tom arrastado de sono e mimo.

— Então ajuda a fazer — ela disse rindo, encostando a cabeça no peito dele, aceitando aquele abraço sem pressa.

— Posso só ficar te segurando? Você faz e eu elogio muito, tipo… woaah, minha namorada é perfeita, olha esse ovo frito…

Ela deu um empurrãozinho de leve com o quadril.

— Anda, Jungkook.

— Tá bom, tá bom — ele murmurou, mas roubou um beijo na bochecha antes de se afastar.

Em pouco tempo, os dois estavam preparando o café juntos — ele cortando frutas, ela passando o pão na frigideira. Jungkook roubava pedaços de morango, ela o mandava parar. Bam latia toda vez que um farelo caía no chão. A cozinha pequena estava cheia de risos e passos trocados.

Depois de tudo pronto, se sentaram juntos no sofá, os pratos equilibrados no colo, as pernas entrelaçadas. Jungkook não parava de olhar pra SN como se ela fosse o próprio café da manhã.

— Tá me encarando por quê? — ela perguntou com um sorriso tímido.

— Porque você tá linda. E porque eu gosto tanto disso aqui, sabia?

— Do quê?

— De nós. De acordar com você, cuidar do Bam, fazer café junto, ver você usando minhas roupas… — ele se inclinou, tocando o nariz no dela. — Parece que a vida fica leve.

SN sorriu, encostando a testa na dele. Por um momento, o mundo ficou só ali: o cheiro de café, o som baixo da televisão ao fundo, a respiração dele misturada à dela.

Ele a puxou devagar pra um beijo tranquilo, demorado, daqueles que não pedem pressa. Só carinho. Depois a abraçou forte, colando os corpos no sofá.

— Só mais cinco minutinhos assim… depois a gente lava a louça — ele sussurrou, já deitado com ela meio deitada sobre o peito dele.

Ela riu baixinho, se aninhando ainda mais.
— Você sempre fala isso.

— Mas hoje eu juro que são só cinco… ou dez… ou trinta.

Eles ficaram ali, enrolados, com Bam deitado no tapete, de olho fechado. O sábado se alongava em paz e dengo, como se o tempo estivesse dando trégua só pra eles viverem aquele momento simples e perfeito. 

O silêncio confortável se manteve por alguns minutos, o tipo de silêncio que só existe entre duas pessoas que se conhecem bem demais. SN ainda estava deitada parcialmente sobre o peito de Jungkook, uma das pernas por cima dele, e os dedos traçando caminhos suaves no peitoral exposto, brincando com a pele quente. Ele mantinha uma das mãos espalmada nas costas dela, a outra descansando atrás da cabeça.

Aos poucos, o carinho foi mudando de tom.

A mão dele começou a deslizar com mais intenção, os dedos longos contornando a linha da espinha dela até chegarem à base das costas. Ele parou ali por alguns segundos, como se hesitasse, mas logo a mão desceu mais um pouco, até alcançar a curva da bunda coberta apenas pela calcinha fina.

Jungkook deu um leve apertão, quase preguiçoso. E de novo. Como se não conseguisse evitar.

SN mordeu o lábio inferior sem querer, os olhos ainda semicerrados de sono. Um gemido curto e abafado escapou quando ele apertou de novo, dessa vez com mais firmeza. Ela não disse nada — só continuou com a ponta dos dedos arrastando-se lentamente sobre o peito dele, sentindo o calor da pele e o ritmo tranquilo da respiração dele, que começava a mudar aos poucos.

Ele percebeu.

— Hm? — ele murmurou, fingindo inocência, os lábios roçando a testa dela. — Tô só te fazendo carinho…

— Sei — ela sussurrou contra a pele dele, a voz baixa e arrastada, já um pouco mais rouca.

Ele sorriu de lado, com aquele ar travesso e dengoso que só aparecia nas manhãs em que não havia pressa. Continuou o carinho, como se estivesse massageando, mas agora mais ousado. Os dedos desceram pela lateral da coxa, depois voltaram, contornando a curva da cintura até alcançarem a parte de trás novamente, onde ele deu outro aperto — mais demorado dessa vez.

Outro gemido baixinho escapou dela, e Jungkook fechou os olhos por um instante, sentindo aquilo como se tivesse sido provocado de propósito.

— SN… — ele murmurou, a voz mais grave.

— Uhum? — ela respondeu, sem abrir os olhos, mas com um sorrisinho já evidente no canto dos lábios.

— Se você continuar gemendo assim… eu não vou conseguir manter esse momento fofo por muito tempo — ele confessou, com aquele tom mole de quem queria brincar, mas também se render.

Ela ergueu o rosto devagar, encarando-o com olhos preguiçosos e cheios de malícia contida.

— Quem começou foi você, amor…

Ele riu, puxando-a pela cintura com mais firmeza, colando o corpo dela ao dele.

— Verdade… e eu sou péssimo em parar quando começo.

Ela deslizou a mão pelo abdômen dele até a linha do moletom, acariciando devagar enquanto falava:

— Então talvez seja melhor nem começar direito agora… ou a gente não vai almoçar hoje.

Ele resmungou em protesto, mordendo de leve o ombro dela.

— Mas também não dá pra parar no meio do caminho…

Ela sorriu, os lábios encostando no dele num selinho lento, cheio de intenção.

— Depois do banho do Bam. E da louça.

Ele soltou um suspiro dramático e tombou a cabeça no encosto do sofá, fingindo derrota.

— Aish… o Bam sempre ganha.

Ela se levantou devagar, e ele não conseguiu tirar os olhos dela andando só com aquela camiseta dele subindo e descendo com cada passo.

— Anda, jungy — ela disse com provocação, olhando por cima do ombro. — Se comporta… pelo menos até o banho do cachorro.

Jungkook mordeu o lábio e murmurou pra si mesmo:

— Vou tentar. Mas sem prometer nada…

3 Comentários

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  1. Iasmine
    Feb 21, '26 at 8:54 am

    Se posicionou acima do rosto dele, tirando a calcinha que ainda usava, e sem hesitar, sentou na cara dele.

    Menina do céu, que cafe da manhã é esse? To gag

  2. Iasmine
    Feb 21, '26 at 8:56 am

    — Tô falando sério… — Ele puxou o cobertor até o queixo deles, como se quisesse criar um mundo só pros dois ali. — É que… sei lá. Antes de dormir, você é tão minha, e quando eu acordo, parece que você já sonhou com outra coisa e eu tenho que te reconquistar de novo.

    Será que ele real, quando esta apaixonado é assim? Preciso descobrir kkkkk

  3. Iasmine
    Feb 21, '26 at 8:58 am

    — Anda, jungy — ela disse com provocação, olhando por cima do ombro. — Se comporta… pelo menos até o banho do cachorro.

    Eu gostaria de entender qual suplemento eles tomam, pra ter essa disposição de cavalo kkkkk

Nota

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