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O som suave do despertador vibrando sobre o criado-mudo quebrou o silêncio gostoso do quarto, e Jungkook soltou um resmungo baixo, afundando o rosto ainda mais no travesseiro. Seu braço estava enlaçado na cintura dela, como se seu corpo se recusasse a se afastar.

Ele demorou alguns segundos para se dar conta de onde estava. A colcha leve, o cheiro doce no ar — levemente misturado ao perfume dela e ao suor da noite anterior —, o jeito como a respiração de SN batia suave contra seu peito.

Ele abriu os olhos devagar, piscando contra a claridade suave que entrava pela fresta da cortina. O despertador continuava zumbindo baixinho, como se soubesse que não ia vencer. Jungkook esticou um braço preguiçoso, desligando o som com um clique abafado, e suspirou profundamente.

O corpo ainda doía em alguns pontos — da forma boa. Cada músculo lembrava do quanto ela o tinha provocado, montado, torturado e depois amado com a mesma intensidade. Ele olhou para baixo, encontrando o rosto tranquilo dela contra seu peito. SN dormia profundamente, os cabelos bagunçados e as pernas entrelaçadas nas dele, como se quisesse mantê-lo preso ali.

E funcionava.

Ele estava completamente preso.

Jungkook moveu a cabeça um pouco e o lençol deslizou do corpo dela, revelando parte do pescoço, ombros e costas. Foi então que ele viu.

As marcas.

As que ele deixou.

Roxinhos espalhados, beijos profundos, mordidas que haviam virado declarações silenciosas de desejo. Algumas já estavam mais claras, outras ainda fortes, recentes. Uma mordida em forma de meia lua na lateral do pescoço, as digitais nos quadris, uma linha de chupões descendo pela lateral da costela — como um mapa de tudo que ele sentiu por ela na noite passada.

Ele prendeu a respiração por um segundo, observando.

Não por culpa, mas por espanto.

Ela era linda. Selvagem. Entregue. E agora, coberta de vestígios dele.

“Merda…”, ele pensou, a garganta secando.

Não conseguia nem se lembrar exatamente da hora em que as marcas aconteceram. Só sabia que a queria tanto, tão desesperadamente, que em alguns momentos mal se reconhecia. Ela despertava algo nele… que nenhuma outra pessoa jamais conseguiu tocar.

Jungkook levou uma mão até o quadril dela, deslizando a ponta dos dedos devagar por uma das marcas. A pele dela era quente, macia, sensível. Ela se remexeu um pouco, mas não acordou.

“Se ela visse agora… será que sorriria daquele jeito safado?” — ele se pegou pensando, com um meio sorriso.

Uma parte dele queria que ela visse. Queria que ela soubesse o efeito que causava nele. Queria que sentisse o mesmo orgulho possessivo que ele estava sentindo agora. Mas, acima de tudo, queria cuidar dela depois de cada vez que a tocava como se o mundo fosse acabar.

Sem se afastar muito, Jungkook se apoiou no cotovelo, observando o rosto adormecido de SN. Ela estava tão bonita assim, tão serena. Era difícil acreditar que aquela mulher ali era a mesma que, poucas horas antes, estava o montando com as mãos presas na cabeceira da cama, o corpo se movendo num ritmo torturante, enquanto sussurrava provocações que ainda faziam o abdômen dele contrair.

Ele passou a mão nos cabelos dela com delicadeza, e depois depositou um beijo leve no topo da cabeça.

“Eu devia levantar…”, ele pensou.

Mas não se moveu.

O compromisso que ele tinha naquela manhã parecia distante agora. Irreal. Como se existisse num mundo paralelo, um onde SN não estava dormindo nua e perfeita nos braços dele, coberta de provas de que o amava — ou pelo menos, o desejava do mesmo jeito intenso que ele a desejava.

Talvez ele mandasse uma mensagem depois. Talvez dissesse que se atrasou. Talvez não fosse.

Só talvez.

Porque, naquele instante, tudo que ele queria fazer era continuar ali. Preso nela. Cuidando dela. Admirando cada detalhe do que tinham construído juntos — desde os olhares desconfiados na cafeteria até essa cama bagunçada, coberta de lençóis quentes, desejo e carinho.

Jungkook suspirou novamente, dessa vez com mais intensidade. Ele se deitou de novo, puxando ela ainda mais para perto, como se pudesse encaixá-la em si mesmo. E murmurou contra a nuca dela:

— Você me deixa completamente fora de mim, sabia?

Ela não respondeu. Ainda dormia.

Mas, mesmo assim… ele sabia que ela sentia.

Jungkook ficou ali por mais alguns minutos, lutando com a própria vontade de não sair da cama. Mas o relógio não perdoava, e a hora do compromisso estava se aproximando.

Com um suspiro, ele finalmente se levantou devagar, se livrando das cobertas com cuidado para não acordar SN. Estava completamente nu — o que o fez soltar uma risadinha silenciosa ao se lembrar da intensidade da noite anterior. Pegou uma bermuda de moletom jogada na poltrona, vestiu rápido e caminhou até a cozinha coçando a nuca, os cabelos ainda bagunçados.

Abriu a geladeira em silêncio. Tinha pouco tempo, mas queria deixar algo para ela — e, se possível, ver o sorriso sonolento dela antes de sair.

“Pão… geleia… café. Isso serve.”

Preparou duas torradas, passou geleia de morango em uma e manteiga na outra. Colocou um pouco de café fresco na cafeteira e esperou os poucos minutos até ficar pronto, espiando o quarto de vez em quando, ouvindo os sons sutis dela se mexendo no sono. Quando o café ficou pronto, ele colocou tudo numa bandejinha simples com duas canecas, e voltou para o quarto com passos leves.

A luz da manhã entrava com mais força agora, e ele se aproximou da cama com cuidado.

Ela ainda dormia de lado, o lençol escorregando perigosamente pela curva da cintura, revelando as marcas que ele havia observado antes.

Ele sorriu, apoiando a bandeja no criado-mudo.

— Acorda, princesa… — murmurou, se inclinando sobre ela.

Passou o nariz de leve pela nuca dela, depois pelo ombro, depositando pequenos beijos suaves. — Fiz café. Se você não acordar, vou comer tudo sozinho. — Ele sorriu contra a pele dela. — Inclusive você.

Ela soltou um resmungo manhoso e puxou o travesseiro, escondendo o rosto.

— Hm, ainda tá cedo…

— Só um pouquinho — ele insistiu, rindo baixinho, voltando a beijá-la, agora na bochecha. Depois desceu para o queixo, o pescoço… mais devagar. — Eu devia mesmo te acordar de outro jeito, né?

Ele sentou ao lado dela na cama e passou os dedos pelas costas nuas dela, explorando as marcas. — Sabe… você fica linda com essas cores aqui. — E beijou cada uma delas com carinho. — Tá cheia de provas de que é minha.

Ela se virou devagar, ainda com o rosto meio amassado de sono, mas o olhar já um pouco mais desperto — e brilhando com aquele interesse que ele conhecia bem.

— Você me acordou com café… e fala essas coisas? Tá tentando me seduzir de novo, Jeon?

Ele fingiu pensar, levando um dedo aos lábios, com um olhar safado. — Talvez. Mas eu também trouxe isso aqui — ele pegou uma das torradas e levou à boca dela. — Come um pedaço, depois eu como você.

Ela mordeu o pão, rindo. — Você é ridículo.

— E você é perfeita — ele respondeu com sinceridade. — E… tá toda marcada. Desculpa se eu exagerei ontem.

— Quem disse que eu me importo? — ela provocou, arqueando uma sobrancelha e olhando para ele de um jeito que misturava sono com desejo.

Ele riu, pegando a xícara de café e oferecendo para ela com uma das mãos, enquanto a outra descia pelas coxas expostas dela, lentamente.

— Melhor você tomar isso… antes que eu te faça perder mais um turno de trabalho.

Ela segurou a xícara, mas não bebeu. Apenas olhou para ele por cima da borda, com aquele olhar atrevido e doce ao mesmo tempo. Jungkook abaixou o rosto, beijou o joelho dela e depois subiu com a boca devagar, até a parte interna da coxa.

— Ei… eu trouxe o café na cama. Isso vale pelo menos um beijo especial de agradecimento, não?

Ela se aproximou, sentando com cuidado na cama. — Se eu te beijar, você vai me deixar levantar? — sussurrou, se inclinando até ficar com o rosto colado no dele.

— Nem um pouco — ele sussurrou de volta, colando os lábios nos dela.

O beijo começou doce, mas foi ficando mais quente, mais lento, até ela subir no colo dele com as pernas ao redor da cintura. O café quase caiu no chão.

Ele riu entre os lábios dela, segurando firme sua cintura.

— Merda… vou me atrasar. Mas vale a pena.

— Você vai perder a hora — ela disse, beijando o pescoço dele.

— E você vai me deixar com mais marcas ainda — ele murmurou, arfando. — Vai me fazer sair com o corpo tremendo.

— Você merece, depois da noite de ontem — ela sorriu contra os lábios dele, ainda montada nele. — Agora toma esse café… ou eu vou te deixar tão mole que nem vai conseguir dirigir.

— Promessas, promessas… — ele provocou, mordiscando o lábio inferior dela antes de dar mais um beijo profundo.

Depois disso, ele a ajudou a se recostar novamente, pegou uma das xícaras e bebeu um gole, rindo da forma como ela puxava o lençol para se cobrir enquanto ainda o olhava com desejo. O clima entre os dois continuava quente, mas com aquela intimidade gostosa de quem já não precisa de palavras para se entender.

As mãos dele estavam passeando devagar pela cintura dela, puxando-a mais para perto, como se quisesse fundi-la ao próprio corpo. Ela ainda estava sentada no colo dele, os lençóis caídos em volta dos dois, expondo pele demais e deixando o ar do quarto carregado de calor. O beijo tinha começado inocente, mas já estava longe de ser isso agora.

— Você não faz ideia do quanto eu quero te devorar agora… — ele sussurrou contra os lábios dela, os olhos escurecidos de desejo.

Ela riu baixinho, mordendo o lábio dele. — E por que não faz?

Jungkook a segurou pela nuca, colando a testa na dela.

— Porque se eu começar… eu não vou conseguir parar. — A respiração dele já estava falha, o coração disparado contra o dela. — E eu tenho que sair em… — Ele olhou para o relógio no criado-mudo. — Merda. Dez minutos.

Ela sorriu, provocando, os dedos traçando o peitoral nu dele, com lentidão. — Então começa… mas não termina.

O olhar dele incendiou de vez.

— Você quer me matar, né? — Ele riu, sem humor, segurando a cintura dela com mais firmeza. — Você gosta de me deixar assim, no limite.

Ela se inclinou para o ouvido dele, a voz rouca, quente:

— Eu amo ver o quanto você me deseja.

Ele virou o rosto e a beijou com força, com uma fome urgente, possessiva. As mãos desceram pelas costas dela, apertando, explorando cada centímetro da pele macia que ele já conhecia de cor. O quadril dela roçava contra o dele num movimento lento, e um gemido escapou dele, profundo, quase um rosnado.

— Você é minha. Não esquece isso nunca.

— Nunca — ela respondeu, mordendo de leve o queixo dele, enquanto se movia sobre ele, provocando. — E você é meu, Jeon Jungkook.

Ele levou uma das mãos até o quadril dela, guiando-a em círculos lentos contra a ereção dele por cima da bermuda de moletom.

— Você vai me fazer implorar, é isso? Vai me deixar duro, desesperado e me mandar embora como se nada tivesse acontecido?

— Ué, quem disse que não aconteceu? — Ela provocou, se esfregando nele com mais força, os lábios roçando na orelha dele. — Você tá todo meu agora… sentindo, querendo, e vai passar o dia todo pensando em mim.

Ele apertou os olhos, jogando a cabeça para trás com a tortura.

— Você é cruel. Meu Deus… se eu ficar mais cinco minutos aqui, vou cancelar tudo hoje.

— Cancela, então — ela disse, quase sussurrando. — Fica comigo. Eu prometo compensar.

Nesse exato momento, o telefone dele vibrou outra vez na mesa de cabeceira.

Driiiin. Driiiin.

Ele fechou os olhos, bufando.

— Eu odeio esse celular.

— Ele salvou sua reputação hoje — ela riu, deslizando para o lado, deitando-se de barriga para cima com o corpo ainda quente. — Vai lá, Jungkook… antes que eu realmente te prenda de novo.

Ele olhou para ela como se estivesse prestes a dizer “foda-se tudo”, mas suspirou e se levantou, passando a mão nos cabelos bagunçados.

— Você vai pagar por isso depois.

— Promete? — ela piscou, puxando o lençol para cobrir parte do corpo.

Jungkook sorriu de lado, pegando uma camiseta qualquer na cadeira.

— Ah, isso não é uma promessa. É uma sentença. Você me provocou demais hoje. Quando eu voltar…

— O que você vai fazer?

Ele parou na porta do banheiro, olhando por cima do ombro com aquele olhar de predador domado, mas ainda faminto.

— Você vai descobrir. E não vai conseguir andar amanhã.

Ela soltou uma gargalhada gostosa, jogando a cabeça no travesseiro.

Jungkook tomou um banho rápido, ainda ouvindo os ecos da risada dela, e se vestiu. O corpo ainda pulsava, como se estivesse incompleto. Como se cada parte dele dissesse “volta pra cama”. Mas ele terminou de se arrumar, respirando fundo, pegou o celular e caminhou de volta até o quarto.

Ela ainda estava deitada, preguiçosa e sexy, com um brilho de vitória nos olhos.

Ele se inclinou sobre ela e a beijou de novo, desta vez com mais ternura do que fogo.

— Me espera?

— Sempre.

Ele beijou a testa dela, deu mais um último olhar demorado — e saiu pela porta, com os lábios ainda formigando e o corpo desejando o que tinha deixado para trás.

No carro, a caminho do trabalho…

Jungkook estava recostado no banco, o corpo ainda parecia quente, sensível… como se os dedos dela ainda estivessem sobre a pele dele. A sensação dos beijos, da voz rouca dela dizendo que ele era dela, ainda ecoava em cada canto da mente.

“Ela me destrói… me provoca, me vira do avesso e depois ri como se nada tivesse acontecido.”

Ele apertou os olhos e soltou um suspiro pesado.

“E ainda me deixa com marcas pelo corpo. Não sei se fico puto ou se me apaixono mais.”

Riu sozinho, balançando a cabeça.

“Eu vou enlouquecer com essa mulher. Literalmente. Mal consegui sair de casa. Se eu não tivesse reunião hoje, juro que largava tudo e passava o dia inteiro ali, colado nela. Ela tem esse poder…”

O carro parou no estacionamento da HYBE e, com um último suspiro,  olhou o próprio reflexo no vidro e murmurou:

— Concentra, Jeon Jungkook. Trabalho agora. Vingança depois.

Na HYBE…

Ele cumprimentou os funcionários no caminho com acenos rápidos e entrou na sala de reuniões com os olhos ainda meio pesados, mesmo depois do café. Namjoon já estava sentado, analisando papéis, Hobi mexendo no celular, e Jimin com um copo de café quase maior que a cabeça dele.

— Dormiu mal, maknae? — Jin provocou ao vê-lo entrar. — Essa cara aí é de quem quase se atrasou.

— Quase — Jungkook respondeu com um sorriso torto, jogando a mochila na cadeira. — Foi uma noite… longa.

Jimin e Hobi trocaram olhares e sorriram maliciosos. Hobi levantou uma sobrancelha.

— Hm… “longa”? Do tipo com insônia ou do tipo com companhia?

— Do tipo que não é da conta de vocês — ele rebateu, mas o sorriso no canto da boca o denunciava.

Antes que a conversa pudesse desviar para provocações mais profundas, a coordenadora de agenda entrou apressada com o produtor.

— Gente, bom dia. Preciso de toda a atenção agora porque tem novidade.

Namjoon se ajeitou na cadeira, como sempre o mais sério. Os outros acompanharam com expressões curiosas.

— Lembram daquele programa de viagem que vocês sempre quiseram participar, o Run Wild Koreia?

— Aquele que a gente tentou há meses, mas não tinha data? — Taehyung se animou, já abrindo um sorriso enorme.

— Esse mesmo. A produção teve uma mudança de cronograma. Um grupo cancelou, e sobrou um espaço de duas semanas. Eles ofereceram diretamente pra vocês. Vocês topam?

Silêncio por dois segundos.

E então…

— CLARO! — Jimin pulou da cadeira.

— Não acredito! Finalmente! — Yoongi comemorou.

— A gente vai poder fazer aquele especial de praia? — Taehyung já estava com mil ideias.

Namjoon sorriu, tentando manter a compostura. — É uma baita oportunidade. A equipe deles é ótima, e vai ser uma experiência única.

Todos estavam empolgados. Menos Jungkook, que ainda estava processando.

“Duas semanas? Longe dela?”

Ele abaixou os olhos, tentando disfarçar a pontada no peito. A ideia do programa era incrível — ele também queria muito participar — mas o timing não podia ser mais cruel.

Jin notou a expressão mais contida do maknae.

— E aí, Jungkook? Tá quieto por quê? Achei que você era um dos mais animados com esse programa.

— Eu tô… feliz. Só não esperava. Duas semanas, né?

— Uhum — a coordenadora confirmou. — Vocês vão sair em dois dias. Precisamos começar a preparar as malas e ajustar os compromissos de agenda.

Hobi deu um leve empurrão em Jungkook.

— Fala sério, vai ser épico. Praia, trilha, desafios malucos, fogueira à noite… e sem managers por perto por um tempinho.

— É, vai sim. — Ele sorriu, mas era um sorriso mais puxado, cheio de pensamentos.

Namjoon percebeu.

— Aconteceu alguma coisa?

Jungkook balançou a cabeça.

— Não. Só vou sentir falta dela.

Jimin o encarou e soltou um “ooohhhhhh” escandaloso.

— Então é isso! É oficial. Você tá mesmo todo entregue.

Taehyung completou:

— Apaixonado. Nosso maknae cresceu.

Ele riu, sem negar.

— Fala pra ela. Antes de você ir. Duas semanas não é muito, mas pra quem tá apaixonado pode parecer um século.

Jungkook assentiu em silêncio, pensando em como contar. Como seria ficar esse tempo longe dela depois de tudo? Depois da intimidade, dos olhares, dos toques, da conexão que estava ficando cada vez mais intensa?

“Ela vai me matar de saudade. Literalmente.”

Ele já estava fazendo planos. E uma promessa silenciosa:

Assim que eu voltar… não vai ter mais espera. Vou fazer valer cada segundo perdido.

Mais tarde naquele mesmo dia…

Já era noite quando Jungkook chegou em casa. A agenda estava cheia, a cabeça cheia… mas nada ocupava tanto espaço nos pensamentos quanto ela.

O silêncio da casa era quase terapêutico depois da correria. Ele deixou o casaco no encosto do sofá, foi até a cozinha, pegou uma água gelada e encostou na bancada, encarando o celular sobre a mesa. Pensava nela. De novo. Como sempre.

“Duas semanas longe… Isso vai me torturar. Vai torturar ela também.”

Ele mordeu o lábio inferior, deixando a garrafa de lado.

“A gente não falou sobre rótulo… não oficialmente. Mas eu sei o que sinto. E sei o que ela sente também. Ela é minha.”

Com esse pensamento vibrando forte dentro do peito, ele destravou o celular e abriu o navegador. Os dedos hesitaram por um segundo antes de digitar: anéis de compromisso prata feminina.

“Não é aliança de noivado… ainda. Mas é algo. Um símbolo. Um jeito de mostrar que ela é minha mesmo quando eu estiver longe. E que eu sou dela também.”

O brilho sutil nos olhos dele aumentou quando começou a rolar as imagens.

“Precisa ser algo delicado… bonito, mas com significado. Nada clichê. Ela vai olhar e lembrar de mim. Vai sorrir com aquele jeitinho que ela tem… e talvez use sempre.”

Ele clicou em um modelo com design simples, uma pedra pequena, cravada como um detalhe sutil, quase secreto.

Ele clicou em um modelo com design simples, uma pedra pequena, cravada como um detalhe sutil, quase secreto

“Esse tem a nossa cara… simples por fora, mas cheio de intensidade por dentro. É isso.”

Ele salvou o link, fechou os olhos por um momento e respirou fundo.

“Ela nem faz ideia do quanto tá me mudando. O tanto que eu penso nela, a forma como meu coração bate diferente agora. É assustador e viciante.”

Jungkook apoiou os braços na bancada, encarando o celular como se fosse um segredo precioso. A boca se curvou num sorriso pequeno, terno.

“Eu quero que ela saiba. Mesmo que seja com um gesto simples, eu quero que ela é A pessoa.”

Pegou a chave do carro, prendeu o cabelo num coque rápido e vestiu uma jaqueta.

— Vamos resolver isso agora.

E saiu, coração acelerado, como se estivesse indo ao encontro de um destino que ele mesmo havia escolhido. Com firmeza. Com carinho. Com amor.

3 Comentários

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  1. Iasmine
    Feb 21, '26 at 9:23 am

    Ele sentou ao lado dela na cama e passou os dedos pelas costas nuas dela, explorando as marcas. — Sabe… você fica linda com essas cores aqui. — E beijou cada uma delas com carinho. — Tá cheia de provas de que é minha.

    Eita homem possessivo kkk todo orgulhoso da arte que fez

  2. Iasmine
    Feb 21, '26 at 9:29 am

    “Duas semanas longe… Isso vai me torturar. Vai torturar ela também.”

    É JK pra quem ta se “alimentando” todo dia, 2 semanas é muita coisa mesmo kkkkk

  3. Iasmine
    Feb 21, '26 at 9:30 am

    E saiu, coração acelerado, como se estivesse indo ao encontro de um destino que ele mesmo havia escolhido. Com firmeza. Com carinho. Com amor.

    Eu amo que ele é que nem eu, ansioso que só, gosta de resolver as coisas na hora que teve a ideia

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