Assumir Você
por FanfiqueiraO supermercado inteiro ficou em suspenso.
O tempo parecia ter parado quando Jungkook, um dos homens mais famosos da Coreia e integrante do BTS, surgiu entre as prateleiras, atravessando a multidão e abraçando SN contra o peito.
— Ela não está sozinha. Eu estou com ela. Sou o pai dessa criança.
As palavras ecoaram como um trovão no silêncio desconfortável do ambiente. Gente com carrinho de compras, com sacolas na mão, mães, adolescentes, senhores… Todos ficaram em choque. Algumas bocas se abriram em espanto. Outras em incredulidade.
E então veio o som.
Primeiro, o de celulares sendo tirados apressadamente do bolso. Depois, o clique das câmeras, gravações começando, stories sendo postados, gente murmurando “É ele mesmo? “, “É o Jungkook?”, “Ele disse que é o pai?”.
A ex-colega de escola de SN, a mesma que havia acabado de humilhá-la, empalideceu.
— Espera… — ela recuou um passo. — Eu… eu não sabia…
Jungkook não a encarou. Ele não precisava.
Ele olhou apenas para SN, que chorava com o rosto enterrado no peito dele, o corpo ainda tremendo de vergonha e dor.
— Vamos embora daqui. — ele murmurou baixinho para ela, com a voz mais doce que conseguiu reunir.
Ela apenas assentiu.
Com cuidado, ele a envolveu com o casaco que usava, puxando a touca por cima da cabeça dela. E com passos firmes, os dois saíram do supermercado, deixando para trás um mar de olhares confusos, gravações já em rota de viralização, e uma ex-colega em choque absoluto.
NA MÍDIA / NA INTERNET
Poucos minutos depois, as redes sociais estavam em colapso.
#Jungkook, #Pai?, #Gravidez, #NamoradaSecreta se tornaram trending topics mundiais em menos de uma hora.
Clipes curtos, circulavam com legendas como:
“Jungkook assume paternidade no meio de um supermercado” “Jungkook protege mulher de humilhação pública e revela ser pai” “Quem é ela? A misteriosa mulher do BTS”
Os fãs estavam em choque.
Alguns apoiavam:
“Se ele está feliz, nós estamos felizes. Parabéns, papai Jungkook!”
Outros estavam confusos:
“Não sabíamos nem que ele namorava e agora tem um bebê a caminho?”
E claro, havia aqueles revoltados:
“Ele enganou a gente… Ele não pode ser pai, nãaaaaaaao… eu vou morrer!!!”
Mas a HYBE…
A HYBE entrou em colapso.
NA HYBE
A reunião de emergência foi convocada em menos de 40 minutos após a viralização.
Namjoon e os outros membros já estavam a par da situação. Mas agora, os departamentos de imagem, PR, contratos, segurança e gestão estavam frenéticos.
A empresa estava sendo bombardeada por jornalistas, patrocinadores exigindo esclarecimentos, rumores se espalhando como fogo. As perguntas eram infinitas:
Quem é ela? Eles estão juntos? Vai casar? Ele vai sair do grupo? Vai parar a turnê? O bebê é mesmo dele?
Mas Jungkook não atendeu o telefone.
Ele não respondeu as mensagens.
Porque ele estava com SN.
NA CASA DE JUNGKOOK
Ele levou SN para sua casa. Aquela mesma casa onde ela havia deixado tudo para trás, achando que não voltaria mais.
Ela não disse nada no caminho.
Jungkook também não. Apenas dirigiu com uma das mãos no volante e a outra segurando a dela.
Quando chegaram, ele abriu a porta e tirou os sapatos, indicando para ela entrar. Mas SN hesitou.
— Você não precisa me forçar a nada. Eu posso ir pra casa, já melhorei. — disse, baixinho.
Jungkook se virou para ela, os olhos cheios de emoção.
— Eu não estou te forçando a nada. Mas aqui é sua casa também. E você precisa descansar.
Ela entrou.
Ele preparou um chá quente, pegou a bolsa térmica e entregou para ela. SN se sentou no sofá, abraçando a bolsa contra o ventre, ainda com os olhos marejados.
Jungkook sentou ao lado dela, mas com espaço o suficiente para não pressioná-la.
— Obrigada… pelo que você fez lá. — SN disse, a voz baixa.
Ele a olhou com ternura.
— Não precisava agradecer. Eu que te devo desculpas.
Ela o encarou.
— Por quê?
Jungkook suspirou fundo.
— Por ter acreditado nas pessoas erradas. Por ter deixado a dúvida me cegar. Por ter feito você se sentir sozinha.
SN desviou o olhar.
— Você teve seus motivos. Eu entendo. Mas doeu.
Ele se aproximou um pouco mais.
— Eu passei esses dias pensando em como consertar. Como te mostrar que eu ainda… te amo. Que eu nunca deixei de amar.
O silêncio entre eles era denso, mas diferente do silêncio do supermercado. Era um silêncio de esperança.
— SN, eu quero fazer parte disso. De você. Do nosso bebê. Mesmo que seja como amigo no início. Mesmo que você demore para confiar em mim de novo.
Ela se virou devagar, os olhos marejados, mas com uma fagulha de luz.
— Então começa agora. — ela disse, a voz fraca, mas sincera.
Jungkook sorriu, aliviado. Se aproximou e beijou a testa dela, depois colocou a mão sobre sua barriga.
— Vocês dois são minha família e minhas prioridades. E eu não vou deixar mais nada destruir isso.
Minutos depois…
A porta do quarto se fechou devagar, abafando os ruídos do mundo lá fora. O silêncio que tomou conta do cômodo era suave, carregado de algo novo: paz. Aquela que só existe quando duas pessoas que se amam, mesmo machucadas, encontram abrigo uma na outra.
Jungkook entrou devagar, com SN nos braços. Ela não protestou — não tinha forças e, no fundo, também não queria. Estava cansada. Do peso do mundo. Da luta. Das lágrimas. Mas acima de tudo… cansada de tentar resistir ao único lugar onde sempre se sentiu segura: os braços dele.
Ele a deitou com o máximo de delicadeza na cama, como se ela fosse feita de cristal. Ajustou o travesseiro sob sua cabeça com um carinho palpável, os olhos não desgrudando do rosto dela por um segundo sequer. Depois puxou o cobertor macio até o queixo dela, ajeitando as pontinhas nos ombros como quem embala um tesouro precioso.
SN piscou devagar, os olhos ainda úmidos, observando cada gesto. O coração batia lento e pesado no peito, aquecido por aquela ternura inesperada.
— Fica comigo? — ela sussurrou, baixinho, como se temesse quebrar a bolha de segurança ao redor deles.
Jungkook não respondeu com palavras. Apenas deu a volta na cama e se deitou ao lado dela com um cuidado reverente. Assim que se posicionou, virou-se de lado e a puxou suavemente para perto, até encaixá-la no peito como sempre fazia.
O silêncio continuava ali, mas era outro. Um silêncio bom. Quente. Aconchegante.
A cabeça de SN repousava no ombro dele, e a mão dele acariciava suas costas com movimentos leves, quase lentos demais para serem percebidos. Ele beijou sua testa devagar, como quem sela uma promessa que ainda não sabe como cumprir — mas está disposto a aprender.
— Eu senti tanto a sua falta… — ele sussurrou, com a voz rouca, os lábios colados à pele dela.
SN apertou os olhos com força, mordendo o lábio inferior, e seus dedos deslizaram pela camisa dele até encontrarem o contorno de seus ombros. Ela não sabia se era o toque, o calor, o cheiro dele… mas de repente, a dor que a sufocava havia perdido metade da força.
— Eu… achei que você me odiava. — ela murmurou, a voz frágil, quase quebrando no ar.
— Eu nunca odiei você. Eu odiei o que pensei. Eu odiei a mim mesmo por acreditar, por duvidar de você. — ele disse contra seu cabelo, o aperto dos braços ao redor dela se intensificando. — Eu fui covarde. E te machuquei mais do que qualquer coisa no mundo. Mas eu tô aqui. Eu tô aqui agora, e não vou mais soltar você.
Ela respirou fundo. O coração aos poucos desacelerava, como se, finalmente, encontrasse o compasso perdido.
Jungkook a afastou só um pouco para olhar em seus olhos. A mão subiu até o rosto dela, afastando uma mecha de cabelo. Os olhares se prenderam, e havia tanta coisa ali… dor, arrependimento, saudade, amor.
— Me desculpa, SN. Por tudo. — ele sussurrou. — Por não te proteger. Por te abandonar quando você mais precisava de mim. Por duvidar do que a gente construiu.
Ela sorriu com os olhos marejados. E pela primeira vez em muito tempo, aquele sorriso era real.
— Eu ainda tô machucada. — ela confessou. — Ainda tenho medo. Mas se você estiver aqui… talvez eu consiga.
— Eu vou estar. Todos os dias. Até você me mandar embora. — ele disse, um sorrisinho tímido nascendo no canto da boca.
Ela deslizou os dedos pela bochecha dele, os olhos se encontraram mais uma vez. E, pela primeira vez em meses, o mundo pareceu desacelerar.
SN se aproximou, devagar. Seus lábios pairaram a milímetros dos dele. Jungkook esperou, imóvel, o coração disparado — ele jamais tomaria o passo final sem que ela permitisse. Mas então ela o fez.
Foi um beijo lento. Repleto de silêncio e palavras que ainda doíam demais para serem ditas em voz alta. Um reencontro de almas. Um recomeço.
Manhã seguinte…
O sol da manhã filtrava-se timidamente pelas cortinas do quarto, lançando uma luz suave sobre o ambiente silencioso. Jungkook estava acordado havia algum tempo, deitado ao lado de SN. Os olhos fixos no rosto dela, sereno, ainda um pouco inchado pelo choro da noite anterior.
Ele sorriu para si mesmo, deslizando os dedos com cuidado pelas mechas do cabelo dela, afastando-as da testa.
“Como eu pude quase perder isso…?”, pensou, sentindo o peso da gratidão atravessar o peito.
Com todo o cuidado do mundo, ele saiu da cama, cobrindo-a até o pescoço com o cobertor. Caminhou descalço até a porta, dando uma última olhada antes de fechá-la devagar.
Já na cozinha, ele pegou o celular e começou a digitar:
“Alimentação saudável para grávidas – primeiro trimestre.”
Fez uma careta ao ver tantos artigos. Abriu o primeiro e começou a ler em voz baixa, os olhos fixos no celular:
— “Evitar cafeína… ingerir frutas frescas, vegetais verdes escuros, alimentos ricos em ácido fólico, ferro e proteínas… evitar comidas industrializadas, preferir refeições leves pela manhã…” — murmurou, franzindo o cenho. — Certo… Nada de café. Tinha que ser justo agora…
Abriu a geladeira e encarou o interior. O sorriso dele se desfez levemente.
— “Cadê as frutas que estavam aqui ontem…?” — olhou para o lado, refletindo. — Preciso sair rapidinho.
Ele pegou uma blusa larga e uma touca, desceu em silêncio e saiu pela entrada lateral da casa, ignorando os seguranças que estavam estrategicamente posicionados. Sabia que, mesmo assim, eles o seguiriam discretamente, mas precisava ir pessoalmente.
Mercado local…
Jungkook atravessava a rua com a máscara cobrindo o rosto e a touca abaixada até as sobrancelhas. Ainda assim, algumas pessoas pareciam reconhecê-lo. Discretamente, celulares começaram a surgir. Ele fingia não ver, mantendo o foco em sua missão.
Entrou em uma mercearia pequena, conhecida por produtos orgânicos.
— Bom dia — disse ao atendente, com um leve aceno.
O rapaz arregalou os olhos por um instante, reconhecendo-o, mas logo disfarçou.
— P-pode ajudar?
— Preciso de frutas frescas… tipo banana, maçã, morango. E… alguma coisa pra náusea. Chá de gengibre ajuda?
O atendente sorriu, pegando rapidamente o que ele pedia. Jungkook aproveitou o tempo para pesquisar mais:
“O que ajuda grávidas com enjoos pela manhã?”
Rolou rapidamente a tela e salvou uma lista mental. Depois seus olhos bateram em uma prateleira mais adiante.
Havia uma pequena seção de itens tradicionais coreanos para gestantes: um par de sapatinhos de bebê bordados à mão, um pacote de algas especiais para consumo pós-parto e, entre eles, uma chupeta tradicional ornamentada, símbolo de bênção para o bebê.
Jungkook parou diante da prateleira, os olhos marejando de leve.
“Isso seria cafona? Será que ela vai achar exagerado?”, pensou.
Mas ele pegou a chupeta mesmo assim. E um par de sapatinhos. E uma manta macia com bichinhos — nem estava na lista, mas o desenho era fofo demais para resistir.
— Isso também, por favor. — entregou tudo para o atendente.
— Vai ser… pai? — o rapaz perguntou, tentando disfarçar a curiosidade com um sorriso gentil.
Jungkook, com um pequeno sorriso tímido por baixo da máscara, apenas assentiu.
— Sim… e ainda tentando entender como se faz tudo certo.
A cena, claro, não passou despercebida. Alguém gravou de longe. O vídeo foi postado menos de uma hora depois com a legenda:
“Jungkook no mercadinho perguntando o que grávidas podem comer e comprando chupeta. Eu to em colapso 😭😭😭 #AppaKook”

E a internet veio abaixo.
Casa do Jungkook…
SN abriu os olhos devagar. A ausência do calor ao seu lado foi a primeira coisa que notou. Jungkook não estava ali.
Ela se sentou lentamente, o corpo ainda pesado, e passou a mão sobre o ventre, como se já procurasse o bebê ali, mesmo que ele ainda fosse pequeno demais pra ser sentido.
— Jungkook…? — chamou, com a voz rouca. Nenhuma resposta.
Foi até o corredor. Nada. Silêncio.
Desceu as escadas, encontrando apenas Bam, deitado próximo à porta da sala. Assim que a viu, ele se levantou rápido e foi até ela, cheirando sua barriga e depois roçando a cabeça contra sua perna, como se dissesse “Tô aqui, não se preocupa.”
Ela sorriu e acariciou a cabeça dele.
— Você virou meu guarda-costas também, é isso?
O segurança que fazia a vigilância externa entrou com cautela, após bater à porta.
— Senhorita SN… o senhor Jeon saiu há uns vinte minutos. Disse que precisava comprar algo urgente.
Ela franziu o cenho. — Comprar…?
— Ele parecia preocupado com… comida. Coisas específicas. Falou algo sobre chá de gengibre e frutas.
Ela corou, sem saber como processar aquilo. Era estranho e reconfortante ao mesmo tempo.
SN se afastou devagar, indo até a sala para esperar por ele. Mas assim que se sentou no sofá, um enjoo forte a atingiu. O estômago revirou como se estivesse numa montanha-russa.
Ela correu até o banheiro, a tempo de se ajoelhar e segurar a privada antes de vomitar.
Jungkook chegou pouco depois, equilibrando duas sacolas grandes em uma mão e a chupeta e os sapatinhos cuidadosamente embrulhados na outra. Assim que entrou, ouviu o som.
— SN? — chamou, largando tudo no balcão da cozinha ao ouvir passos apressados e depois o som claro de alguém passando mal.
Seu coração disparou.
Ele correu pelos corredores até encontrar a porta do banheiro aberta, e lá estava ela, ajoelhada, os braços apoiados na borda da pia.
— Ei, ei, ei… — murmurou, correndo até ela e segurando seus cabelos para trás. — Shhh… calma… tô aqui.
Ela chorava entre os espasmos. Não de dor física, mas de exaustão.
— Me desculpa… eu só… eu queria ficar forte hoje. Eu juro que tentei.
— Você é forte. Não precisa provar nada pra mim, pra ninguém — ele sussurrou, com a voz trêmula.
Pegou uma toalha e molhou com água fria, encostando na nuca dela. Depois ajudou-a a se levantar e levou até o sofá.
— Eu fui buscar frutas. E… e outras coisinhas… — ele disse, meio atrapalhado, apontando para as sacolas.
Ela olhou, ainda fraca, e viu os sapatinhos e a chupeta entre os pacotes.
Um pequeno riso escapou por entre os lábios dela.
— Você comprou uma… chupeta?
Jungkook sorriu envergonhado.
— Eu vi lá e… achei que era algo que pais de verdade compravam. Achei fofo. Achei que era certo…
Ela riu de novo, baixinho. — Você vai ser um pai tão bobo…
— Eu sou um pai bobo. Já tô perdido. Tô pesquisando “como cortar maçã pra grávida” no Google desde as sete da manhã.
Ela encostou a cabeça no peito dele. — Obrigada… por estar tentando.
Ele virou o rosto e beijou o topo da cabeça dela.
— Obrigado você. Por ainda deixar eu tentar.
Naquela manhã, no meio de tantas incertezas, uma certeza se formava com clareza:
Eles estavam juntos. De verdade.
E pela primeira vez, Jungkook não estava mais apenas tentando compensar o passado. Ele estava construindo o futuro.
A Internet explodindo depois do chá revelação no supermercado
Pronto agora começou a saga do papai babão
Aiii gente essa é a pior sensação da vida da mulher, parece que nunca acaba esses enjoos
Nem ta perto de nascer e ele comprou chupeta kkkkkkk esse homem bobo
Ainda bem que ele ta sendo homem de verdade, e agora ta vivendo isso juntinho dela