As Paredes Têm Ouvidos (E Pais Também)
por FanfiqueiraNo caminho de volta, o silêncio dentro do carro era confortável. A mãe de Jungkook dormia profundamente no banco de trás, com os braços cruzados e a cabeça pendendo de leve para o lado. SN olhava pela janela com fones nos ouvidos, alheia à conversa prestes a acontecer.
O pai de Jungkook ajeitou o cinto de segurança e olhou pela janela por alguns segundos antes de soltar um leve suspiro e falar, sem olhar diretamente para o filho:
— A feira hoje foi… movimentada.
Jungkook, dirigindo, lançou um rápido olhar de canto.
— É… foi mesmo. — respondeu, tentando manter o tom neutro.
Silêncio por alguns segundos. O pai continuou:
— Vi você… brincando com o celular.
Jungkook apertou um pouco mais o volante. Seu maxilar travou, mas ele não disse nada.
— Não vou fingir que não entendi o que estava acontecendo ali. — completou o pai, agora cruzando os braços. — E… bom, também não vou fingir que não ouvi nada ontem à noite.
O silêncio ficou mais pesado. SN seguia distraída, observando a paisagem com a cabeça encostada no vidro. Jungkook pigarreou.
— Desculpa… a gente não percebeu que tava tão…
— Alto? — O pai arqueou uma sobrancelha. — Nem eu. Mas seus… esforços… foram bem registrados. — disse com um leve tom de ironia contida. — Sua mãe não conseguiu dormir. E, sinceramente, eu também não.
Jungkook fechou os olhos por um segundo e riu abafado, em puro constrangimento.
— Tá… isso é muito estranho. — murmurou, encolhendo os ombros.
— Estranho seria se eu não dissesse nada. — o pai rebateu, agora mais sério, mas sem agressividade. — Eu entendo. Você é adulto, tem sua vida, seus desejos… mas quando tiver outras pessoas por perto, especialmente família, tenta lembrar que as paredes… são finas.
Jungkook assentiu, respirando fundo. Sentiu um alívio estranho por não estar sendo julgado, mas sim orientado.
— Foi só… a gente se empolgou. Não foi desrespeito. — disse, sincero.
O pai sorriu de lado.
— Eu sei que não foi. Mas isso não quer dizer que eu queira ouvir meu filho gemendo como se estivesse gravando um filme. — ele riu e balançou a cabeça. — E os tapas, Jeon Jungkook? Sério? Isso ecoou pela casa inteira.
Jungkook afundou no banco, cobrindo parte do rosto com uma mão.
— Eu vou cavar um buraco quando a gente chegar em casa.
— Só cava se for no quintal, e em silêncio. — brincou o pai, e ambos riram.
Um novo silêncio caiu, mais leve dessa vez. O pai então concluiu, olhando pela janela:
— Vocês parecem felizes. E maduros o suficiente pra lidar com isso. Só… não esquece que quem ama também cuida do que é íntimo. Tá bom?
— Tá bom, appa.
O pai deu um tapinha leve no ombro dele, como quem diz “tá tudo certo”.
Jungkook dirigia agora com um leve sorriso no rosto, mais aliviado, mas prometendo mentalmente que, da próxima vez… ia colocar um travesseiro na boca da SN.
Minutos depois…
O carro estacionou em frente à casa e, mesmo cansados, todos começaram a tirar as sacolas e caixas do porta-malas. Jungkook equilibrava duas sacolas grandes em cada mão, enquanto SN tentava carregar uma caixa de verduras e ainda impedir Bam de pular em cima de tudo.
— Bam, calma! — SN ria, tentando desviar da língua insistente do cachorro, que estava visivelmente animado por ter tanta gente ali.
— Ele fica assim quando tem visita. — Jungkook comentou, parando na porta e esperando por ela. — Ou quando tem comida envolvida, né, filhote?
Bam latiu como se tivesse entendido e correu em círculos.
Assim que entraram, colocaram tudo sobre a bancada da cozinha. A mãe de Jungkook já foi abrindo os armários e separando panelas, pegando ingredientes com uma agilidade que só quem cozinhou a vida toda tinha.
— Vamos, SN? Me ajuda com o arroz e os legumes?
— Claro! — ela respondeu, amarrando o cabelo e lavando as mãos. — Pode deixar que eu corto os vegetais!
Enquanto as duas organizavam o espaço e começavam a cozinhar juntas, Jungkook observava de longe, de braços cruzados, sorrindo ao ver a sintonia natural entre elas.
Ele foi até a sala com o pai, que já se sentava no sofá, e soltou um suspiro longo antes de rir baixo.
— Elas vão dominar aquela cozinha agora, né?
— E você vai comer calado. — o pai respondeu, divertido. — A SN parece levar jeito. Tem paciência.
— Ela tem um jeitinho… — Jungkook disse sem perceber, ainda com os olhos presos nela.
Do lado de fora, Bam começou a correr pelo quintal, com energia de sobra. SN apareceu logo atrás dele, chamando-o com um petisco escondido na mão.
— Bam! Vem aqui, vem! — ela chamava, agachada, com o petisco disfarçado na manga.
Ele veio num disparo, feliz da vida, se jogando no colo dela e tentando lamber o rosto inteiro dela. Jungkook veio atrás, cruzando os braços e fazendo cara de bravo.
— Você tá dando petisco escondido de novo?
— Não tô escondendo! — ela riu, mas escondeu a mão atrás das costas. — Ele mereceu esse.
— Tá mimando ele demais… — Jungkook resmungou, mas os olhos diziam outra coisa. Ele olhava pra ela como se estivesse vendo uma pintura em movimento — uma cena que ele queria guardar pra sempre.
Mais tarde, já com a mesa posta e o cheiro do arroz com legumes se misturando ao das carnes grelhadas, todos se sentaram à mesa. O almoço começou com sorrisos tímidos, mas logo a conversa fluía solta.
— O tempero tá ótimo, SN. — a mãe dele elogiou com um sorriso carinhoso. — Acho que você cozinha melhor do que ele.
— Isso com certeza. — o pai completou, provocando.
— Ei! — Jungkook protestou, ofendido de brincadeira. — Eu faço ramen como ninguém!
— É, amor… seu ramen é ótimo. — SN provocou com humor. — Mas não sei se sobrevive sem mim na cozinha agora.
Eles riram juntos. Bam, deitado perto da mesa, soltava um latido suave sempre que sentia cheiro de carne no ar.
— Nada de dar comida pra ele agora, hein. — Jungkook avisou, olhando direto pra SN.
Ela apenas deu um sorrisinho cúmplice e olhou para o lado.
— Eu não dei nada, tá?
O pai dele riu, e a mãe balançou a cabeça fingindo reprovação.
Após o almoço, todos se acomodaram na sala para descansar. Bam, o cachorro de Jungkook, deitava-se preguiçosamente aos pés de SN, que acariciava suavemente sua cabeça.
— Ah, filho, é uma lembrança fofa. Além disso, você também fazia exercícios à noite com sua mãe no pátio da escola. Lembra disso?
— Lembro, appa. Era divertido.
SN olhou carinhosamente para Jungkook. — Você sempre foi tão dedicado, não é?
— Ele também teve uma fase de B-boying na sétima série. Ficava praticando com os amigos e assistia a vídeos do BIGBANG. Foi quando decidiu que queria ser cantor, inspirado pelo G-Dragon.
— E foi assim que tudo começou, não é? — disse SN, admirada.
— Exatamente. E olha onde ele chegou agora.
Bam latiu suavemente, como se concordasse. SN riu e deu um petisco escondido para o cachorro.
— Ei, eu vi isso! — exclamou Jungkook, fingindo estar bravo.
— Ele mereceu, estava quietinho.
— Você está mimando demais o Bam.
— E você está com ciúmes? — provocou SN.
— Talvez um pouco.
Todos riram juntos, aproveitando o momento de alegria e união familiar.
— SN, como você e o Jungkook se conheceram? — perguntou a mãe dele, curiosa.
— Foi há quase dois meses, em uma cafeteria. Eu estava esperando meu pedido quando ele entrou, todo disfarçado. Mas, mesmo assim, eu o reconheci. Ele percebeu que eu o reconheci e veio até mim, pedindo para manter segredo. Acabamos conversando por horas.
— E o que aconteceu depois? — perguntou o pai de Jungkook.
— Ele me convidou para um passeio no parque no dia seguinte. Desde então, não nos separamos mais.
Jungkook sorriu, segurando a mão de SN. — Foi o melhor café que já tomei na vida.
A mãe de Jungkook sorriu, emocionada. — Fico feliz que vocês se encontraram.
O pai de Jungkook assentiu. — Vocês formam um belo casal.
Mais tarde …
Já no portão, se despedindo, a mãe de Jungkook abraçou SN com carinho.
— Fica bem. Você é muito bem-vinda na família, tá bom?
— Obrigada, de verdade — SN respondeu, sentindo o calor daquele gesto sincero.
Enquanto a mãe se afastava, o pai se aproximou mais de Jungkook, dando-lhe um tapinha no ombro e sussurrando, com um sorriso discreto:
— E, ó… usa camisinha, viu? Porque com esses gritos que vocês deram, até o vizinho ficou preocupado.
Jungkook arregalou os olhos, ruborizando no mesmo instante.
— Appa! Pelo amor de Deus…
— Só tô te lembrando, filho. Você é crescido.
Ele se afastou rindo, entrando no carro com a esposa.
SN fechou a porta devagar, virou-se para Jungkook com um olhar afiado, mas provocante. Um sorrisinho de canto tomou seus lábios.
— Agora… é minha vez de me vingar de você.
SN o puxou pela gola da camisa, sem delicadeza.
– Vem cá. – Sua voz estava firme, mas o olhar brilhava de pura malícia.
Jungkook arqueou as sobrancelhas, surpreso com a atitude, mas não resistiu. Ela o empurrou até ele cair no sofá, rindo baixo com a ousadia.
– Tá dominadora hoje, hein?
– Shhh. Você fala demais – ela rebateu, montando sobre ele antes que ele tentasse se mexer.
Segurou os pulsos dele contra o encosto do sofá, se aproximando bem devagar, o quadril apenas roçando no dele. Os olhos de Jungkook se tornaram mais escuros, já completamente entregue à provocação.
Ela tirou a própria blusa, depois puxou a dele, lenta e intencionalmente. Ele tentou encostar nela, mas ela o impediu com um olhar.
– Hoje, você não toca.
– SN… – Ele gemeu seu nome, frustrado, com os músculos tensos.
Ela rebolou em cima dele, os movimentos lentos, calculados, alternando pressão e ritmo, só para deixá-lo mais desesperado.
Ele jogou a cabeça para trás, arfando.
– Você sabe que vai me matar assim, né?
– Agora é minha vez – ela sussurrou em seu ouvido, lambendo levemente o lóbulo.
Ela se inclinou, deixando um beijo no queixo dele, depois um caminho de beijos pelo pescoço, roçando a língua e mordendo levemente aqui e ali. O corpo de Jungkook tremia sob ela. Ele pressionava os dentes, tentando manter o controle que claramente estava escapando por entre os dedos.
Ela desceu os beijos pelo peitoral definido, beijando, lambendo, mordendo – provocando com a ponta da língua e os dentes.
Quando chegou ao abdômen dele, traçou uma linha com a língua até a barra da calça de moletom. Jungkook se encolheu sob o toque, sentindo o desejo se acumular de forma quase insuportável. Ela o olhou por baixo dos cílios longos, como se o desafiasse a aguentar.
– Tá sentindo isso, não tá? – sussurrou, passando a unha levemente pelo caminho que acabara de beijar. – Pois é só o começo.
Ela puxou a calça dele para baixo com lentidão quase cruel, libertando-o. Jungkook estava pronto, pulsando, completamente à mercê dela. SN beijou a parte interna das coxas dele, subindo até onde ele mais desejava. E então, quando ele achou que finalmente teria o que queria, ela apenas passou a língua, devagar, em um único movimento da base até a ponta.
Ele estremeceu, soltando um gemido abafado. Ela envolveu a ponta com os lábios apenas por um instante… e soltou.
– SN…
– Você queria se vingar? Agora sabe como é.
Ela continuou provocando, alternando entre beijos, mordidas suaves, e leves chupões. Beijou cada centímetro da pele dele. As mãos dela passeavam por suas coxas, seu abdômen, suas laterais, mas nunca deixavam ele tocar nela.
Ele tentou, mais de uma vez, erguer os quadris, tentar buscar mais contato, mas ela o segurava – com força surpreendente – ou se afastava.
Ela chegou mais perto de novo, abaixando-se lentamente para beijá-lo por completo, dessa vez levando mais dele para dentro da boca, com movimentos ritmados. Jungkook arfou alto, as mãos agarrando o tecido do sofá, os olhos revirando.
E quando ele estava prestes, tremendo, à beira…
Ela parou.
Simplesmente o soltou e recuou, limpando os lábios com os dedos, olhando para ele com um sorriso malicioso.
– Ainda não.
– Você tá me torturando… – disse ele, com a voz rouca e quebrada, o corpo ainda estremecendo.
– Ué, pensei que gostasse de brincar – ela rebateu, inclinando o corpo sobre ele, os cabelos caindo ao redor do rosto de ambos. – Não era você que adorava me provocar?
Ela então terminou de tirar as peças que faltavam, expondo-se a ele, e mesmo assim… não deixou que ele tocasse. Ela se esfregava nele, com movimentos suaves e lentos, beijando o pescoço, mordendo a orelha, sussurrando desejos inacabados.
O cheiro dela, o calor, o corpo nu sobre o dele… tudo deixava Jungkook mais louco a cada segundo. Ele implorava com os olhos, mas a boca não dizia nada – nem conseguia. Estava completamente tomado pelo desejo e pelo poder que ela tinha naquele momento.
– Eu vou enlouquecer… – ele murmurou, a voz quase inaudível.
– Essa é a intenção, Jeon – respondeu ela, com um sorriso safado.
E antes que ele sequer pensasse em reagir, ela escorregou do colo dele, se afastando mais uma vez, andando nua pelo ambiente enquanto o olhava por cima do ombro.
– Se quiser o resto… vai ter que implorar.
Ela desapareceu no corredor, deixando ele ali, nu, suado, tremendo de desejo – e completamente submisso a ela.
Jungkook ficou parado por alguns segundos, sentado no sofá, o corpo completamente à flor da pele. Respirava com dificuldade, como se tivesse acabado de sair de um treino intenso – mas era muito mais do que isso. Era frustração, desejo, raiva… e uma vontade incontrolável de tê-la de novo. Agora.
Passou as mãos pelos cabelos, bagunçando os fios como fazia sempre que algo o deixava fora de controle.
– Aish… – murmurou, apertando os olhos fechados, o maxilar travado.
Ele olhou para baixo, ainda duro e latejando, completamente à mercê do que ela tinha provocado. E ela sabia disso. Sabia tanto, que estava ali rindo, rindo com aquela carinha de quem sabia que ele não aguentaria.
“Claro que ela sabia que eu viria atrás,” pensou.
Jungkook levantou devagar, cada passo guiado por puro instinto. Subiu as escadas com as mãos ainda trêmulas de desejo. Quando entrou no quarto, a cena que encontrou foi exatamente o que imaginava: ela estava deitada na cama, de bruços, com o rosto apoiado na mão e um sorriso provocante nos lábios.
– Demorou, coelhinho – ela provocou, os olhos brilhando de malícia.
Jungkook estreitou os olhos, entrando no quarto como um predador prestes a atacar.
– Você acha que pode me deixar daquele jeito e sair andando?
Ela deu de ombros, fingindo inocência.
– Achei que você precisava de um banho frio.
Mas antes que ele pudesse tocá-la, ela rolou para o lado e puxou uma das pontas da cabeceira da cama, umas fitas amarradas – uma ideia que teve só por provocação.
Com um movimento rápido e inesperado, ela o puxou pela mão, o empurrou para a cama e, antes que ele pudesse reagir, já tinha passado os braços dele, prendendo-os.
– Yah! – ele arregalou os olhos. – Você tá brincando?
– Não mesmo – ela respondeu, passando uma perna sobre o quadril dele, se sentando com calma. – Agora é a minha vez, lembra?
Jungkook tentou soltar os pulsos, mas riu em frustração quando percebeu que estava completamente preso.
– Você não tem ideia do que tá fazendo comigo, SN…
Ela o encarou com um olhar quente e lascivo, descendo o corpo aos poucos, beijando o queixo dele, o pescoço, e traçando com a ponta da língua uma linha até o peito suado.
– Tenho sim… – murmurou. – E vou continuar fazendo.
Desceu mais, o cabelo escorrendo pela pele dele como seda, e fez exatamente o que ele menos esperava: uma nova sequência de beijos, começando no peitoral, depois abdômen, descendo até a parte inferior da barriga.
Jungkook arqueou o corpo, tentando não perder o controle.
– SN… isso é tortura.
Ela sorriu, beijando a base do membro dele, depois subindo novamente até o rosto dele, sem o menor toque direto.
– Eu avisei que ia me vingar.
Ela se posicionou sobre ele, uma das mãos segurando sua clavícula, a outra firmando-se no colchão. Quando o envolveu, lentamente, os dois soltaram um gemido baixo, abafado, mas intenso. Jungkook apertou os olhos, mordendo o lábio, completamente à mercê dela.
SN começou a cavalgar lentamente, movimentos calculados, intensos o suficiente para deixá-lo à beira do ápice, mas sempre controlando o ritmo. A cada vez que ele chegava perto, ela parava, mantinha o quadril parado, provocando-o com o olhar.
– Quando você aprender a não me desafiar… quem sabe eu deixo você gozar – sussurrou, com os lábios encostando no ouvido dele.
Ele puxou as tiras presas com força, os braços tensos, o corpo completamente incendiado de desejo.
– Você é cruel…
– Você adora quando eu sou cruel – ela respondeu, voltando a se mover, mais uma vez levando-o ao limite… e parando.
SN voltou a cavalgar sobre ele, devagar, mantendo o controle total. Ela se tocava enquanto o olhava nos olhos, gemia baixinho, sabendo exatamente o que isso fazia com ele.
– Porra, SN… – Jungkook arfava, puxando as correntes sem sucesso. – Você vai me matar.
– Caralho! – ele gritou, jogando a cabeça contra o travesseiro. – Você é cruel.
– Tá gostando de ver, oppa? – perguntou, com um sorriso malicioso nos lábios.
Ele rosnou baixinho, os punhos se fechando contra as amarras.
– SN… você tá brincando com fogo – disse com a voz rouca, completamente entregue, e ainda assim sem controle algum.
– Hm? – ela fingiu não entender. – Só estou me divertindo um pouco… já que você gosta tanto de provocar, achei que merecia sentir na pele.
Ela gemeu contra a boca dele, roçando os corpos, enquanto as mãos de Jungkook tremiam tentando se soltar.
– Olha só como você tá desesperado… todo meu, amarrado, sem poder fazer nada – ela provocou, passando os dedos pelo próprio corpo enquanto rebolava de forma lenta e deliciosa, fazendo questão de parar toda vez que sentia ele se aproximando do limite.
– Você vai se arrepender tanto por isso… – ele murmurou com a voz arrastada, os olhos escuros agora completamente tomados por desejo bruto.
Ela inclinou-se até o ouvido dele e sussurrou:
– Quero ver você tentar, oppa…
E era o que ele precisava. Num movimento impaciente, ele forçou as amarras até que cedeu. SN arregalou os olhos ao vê-lo solto, e antes que pudesse sair de cima dele, Jungkook já havia virado a posição, a segurando com firmeza pelas coxas.
– Minha vez de brincar, baby.
Ele puxou os cabelos dela para trás com delicadeza, mas firmeza, os olhos colados nos dela enquanto sua boca descia pelo pescoço. A voz veio rouca, baixa, intensa:
– Você me deixou maluco. Sabe o quanto eu te quero agora? – ele disse com os dentes cravando de leve no lóbulo da orelha dela. – Vai pagar com juros por cada provocação.
As mãos dele desceram pelas curvas dela com um toque que era ao mesmo tempo possessivo e adorador. Ele a virou de costas, beijando a coluna inteira até o fim das costas, antes de guiá-la com firmeza para a posição que ele queria.
Ele a fez gritar o nome dele com um tapa sonoro na bunda, firme, mas carregado de prazer. E enquanto ela gemia contra o travesseiro.
– Agora você é minha. Inteira. – Jungkook sussurrou com a voz baixa, quase animalesca, enquanto cravava os dedos nas coxas dela, puxando-a contra o próprio quadril com força.
O barulho da pele contra pele ecoava no quarto abafado pelos gemidos dela e os grunhidos dele. Cada investida era mais profunda, como se ele estivesse despejando toda a frustração acumulada de antes. As mãos grandes de Jungkook percorriam as curvas dela como se quisessem marcá-la, os olhos queimando de desejo cravados no corpo dela.
– Você adora provocar, né? Ficar se tocando bem na minha frente, gemendo meu nome e me deixando amarrado – ele rosnava entre os dentes. – Mas agora quem vai fazer você implorar sou eu.
Ele a puxou pelos quadris de novo, mais firme, a fazendo arquear as costas, e se inclinou por cima, os lábios encostando na orelha dela enquanto sussurrava:
– Tá tão molhada pra mim, tão entregue… você quer gozar, baby?
– J-Jungkook… – ela arfou, sem conseguir formar frases completas.
– Eu perguntei – ele mordeu de leve a pele do ombro dela. – Quer que eu te faça gozar?
Ela assentiu, completamente sem fôlego.
– Então me pede – ele ordenou. – Com todas as letras.
– P-Por favor… – SN gemeu, os olhos revirando, o corpo tremendo sob ele. – Me faz gozar, por favor…
Ele riu de leve, e a virou de frente de novo, encarando os olhos marejados dela. Depois a puxou pelas coxas, fazendo ela sentar sobre ele mais uma vez.
– Assim que eu gosto… montada em mim, do jeitinho que você me provocou mais cedo. Agora quero te ver gozar olhando nos meus olhos.
Ela começou a se mover, as mãos espalmadas no peito dele, e Jungkook segurava firme sua cintura, guiando os movimentos com domínio total.
– Isso, rebola devagar… sente tudo. – A voz dele era grave, entrecortada pela respiração ofegante. – Você fica tão linda assim, montada em mim, gemendo por mim…
Ela arqueava o corpo, os gemidos cada vez mais altos, os dedos se cravando nos ombros dele enquanto a respiração se tornava mais errática.
– Isso, baby… vem pra mim. Goza pra mim, só pra mim – ele sussurrou enquanto a puxava contra si com ainda mais força.
Ela explodiu contra ele, o corpo tremendo inteiro, a boca aberta sem conseguir conter o grito de prazer. Mas Jungkook não parou. Continuou se movendo, a segurando com força enquanto a deixava sensível, gemendo e suplicando pelo ritmo.
– Não para… – ela choramingou, com os olhos fechados e o corpo derretido sobre ele.
– Não vou parar até você aprender – ele rosnou, a virando de novo de costas, sem tirar de dentro dela, e puxando os cabelos para trás para ver o rosto dela no espelho.
Ele segurou firme a cintura dela, as estocadas ficando mais rápidas, mais intensas. Ela mal conseguia se manter de pé, as pernas tremendo.
– Vê isso aqui? – ele apontou pro reflexo deles. – Olha como você fica só minha. Olha como você geme por mim.
Ela apenas choramingou de prazer, mal conseguindo focar os olhos. Ele se inclinou sobre ela, mordendo a pele do pescoço e do ombro, a respiração quente, os gemidos guturais contra sua pele.
– Tô perto… e você vai sentir tudo – ele avisou com um grunhido rouco.
Ela apertou os lençóis, completamente entregue, e foi nesse momento que ele deu um tapa firme na bunda dela, estalando alto.
– Isso é por me deixar amarrado – ele murmurou.
Mais alguns segundos, e Jungkook chegou ao ápice com um gemido forte, a puxando contra ele com força enquanto tremia de prazer. Ficaram assim, ofegantes, grudados, o quarto ainda vibrando com o eco da intensidade deles.
Silêncio. Só as respirações pesadas e os corpos ainda colados.
Depois de alguns segundos, ele se deitou ao lado dela, puxando-a para seu peito, os dedos traçando círculos preguiçosos em sua pele. O silêncio do quarto agora parecia confortável, com o calor dos corpos misturado ao clima pós-guerra amorosa.
– Jungkook… – ela começou, com a voz manhosa. – Eu ainda não superei o que seu pai falou ali na saída.
Ele soltou uma risada baixa, passando a mão pelos cabelos dela.
– Aquilo da camisinha?
– Sim! Ele sussurrando isso do nada, como se estivesse te passando um segredo de guerra. Eu congelei! – SN levou a mão ao rosto, rindo em seguida.
– E você não viu a cara dele depois. Ele piscou pra mim tipo “faça bom uso”. – Jungkook revirou os olhos, mas riu logo depois. – Eles esquecem que eu sou adulto agora… e aí fazem isso.
Ela riu, envergonhada, e se escondeu no pescoço dele.
– Ai, para! Eu tô tentando esquecer a vergonha!
– Eu quero que você saiba que… mesmo com o sermão do meu pai, o climão e as provocações – ele deu uma leve mordida no ombro dela, fazendo-a rir – não tem lugar onde eu prefira estar agora do que aqui, com você.
– Awnnnn – ela apertou o peito dele, rindo. – Isso quase compensa o trauma de ouvir seu pai falar em camisinha.
– Quase?
– Quase. Ainda vou precisar de mais umas dez noites dessas pra superar completamente.
– Feito. Vou te fazer esquecer até seu nome se precisar.
– Abusado – ela respondeu, rindo, e deu um tapa leve no peito dele. – Mas agora sério… seus pais são incríveis. Eu adorei eles, mesmo com a vergonha.
– Eles adoraram você também. Minha mãe não parava de dizer que você é linda e educada e que eu finalmente parei de ser “tonto demais com mulher”. E meu pai… bem, ele é ele. Vai continuar fazendo piadas até no nosso casamento.
SN congelou por um segundo.
– Casamento?
Jungkook sorriu, provocador.
– Ué, falei alguma coisa?
– Ah, você falou. E eu ouvi.
– Só tô dizendo que… se continuar assim, provocando e me deixando maluco desse jeito, vou ter que te amarrar de vez.
– Ah, agora é você que quer amarrar? – ela arqueou a sobrancelha.
– Literalmente.
Ambos riram alto, e SN deitou de novo no peito dele, mais leve, com o coração batendo num compasso calmo. Entre beijos na testa, provocações e carinhos, o clima foi ficando sonolento e doce.
– Sabe… – ela murmurou antes de fechar os olhos. – Se a gente tiver filhos, promete não falar de camisinha pra eles na frente das namoradas?
– Prometo. Mas só se você prometer não me deixar amarrado nunca mais.
– Sem promessas. Isso é divertido demais.
– Meu Deus… eu criei um monstro.
Eles riram mais uma vez, o riso se misturando com os primeiros sinais de sono. O mundo lá fora podia esperar. Naquele quarto, tudo fazia sentido.
Levar uma rajada dessa pq é transão é cruel ein kkkkkkk que constrangedor
Anotando aqui as dicas pra quando for na Coreia eu esbarrar no JK
Eita que o pai ja tá sentindo uma leve preocupação ein
Eles estão numa eterna lua de mel né.. respirou? Tomee.. olhou pro lado? Tomeee