Regra Nº1: Não Use o Doppler Sem a Mãe
por FanfiqueiraA madrugada caiu sobre Seul com o céu nublado e uma brisa fria soprando pelas janelas entreabertas. A casa estava em completo silêncio, exceto pelo som suave do ar-condicionado e da respiração ritmada de SN, que dormia tranquilamente, aconchegada no peito de Jungkook.
Ela se mexeu levemente, suspirando em um suspiro preguiçoso, e virou-se de lado, enrolando-se ainda mais no cobertor. Jungkook, por outro lado, permanecia de olhos abertos. Não conseguia dormir.
Ele olhava para o teto, inquieto, com os braços cruzados atrás da cabeça, o pensamento viajando para o que tinham feito mais cedo.
“Foi tudo bem? Não encostei demais? Não machuquei? Ela não reclamou de dor… Mas e se ela só não quis preocupar? E o bebê? Ele tava caladinho… caladinho demais…”
Ele virou o rosto devagar, olhando para SN dormindo como um anjinho. Um anjinho de camisola fofa e com uma barriguinha de 13 semanas que ele já acariciava com devoção todos os dias.
“Tá tudo bem aí dentro, né, meu filho?” — ele pensou, quase ouvindo sua própria voz mental ecoando.
Mas o pensamento não sossegava. Jungkook se sentou devagar, tentou não acordá-la, e saiu da cama como um ninja treinado pela HYBE. Caminhou em silêncio até o móvel ao lado da cômoda, onde ela havia guardado aquele aparelhinho que usaram no dia em que ouviram os batimentos do bebê juntos: o Doppler fetal.
— Só vou checar. Só pra garantir. — murmurou pra si mesmo, já ligando o aparelho.
Sentou-se na beira da cama, ela já estava nua. Ele colocou um pouco do gel na ponteira, como viu nos tutoriais, e ligou o monitorzinho.
— Certo… vamos lá, bebê… dá um “oi” pro papai.
Ele encostou o aparelho abaixo do peito dela.
Silêncio.
Fez um biquinho. Deslizou o aparelho um pouco mais para o lado.
Nada.
— Hm… talvez mais pra baixo?
Tentou novamente, colocando no meio da barriga. Continuava ouvindo apenas o som do ar circulando no microfone.
— Por que não tá fazendo barulho? — ele murmurou, franzindo o cenho. — Será que… eu pressionei demais na hora? Será que ele tá se escondendo?! MEU DEUS…
O coração começou a bater mais rápido. Jungkook olhou para o visor: nada. Só o número “0”. Nenhuma frequência cardíaca.
— NÃO, NÃO, NÃO! — ele sussurrou alto demais, o desespero crescendo como um tsunami.
Jogou o aparelho para o lado, se levantou num pulo.
— SN… SN!
Ela resmungou algo incompreensível, virando o rosto no travesseiro.
— Amor, por favor, acorda. É urgente!
— Jungkook…? — ela ergueu a cabeça com dificuldade, piscando várias vezes, ainda grogue. — Que foi…? Que horas são…?
— A gente matou o bebê! — ele exclamou, já suando frio. — Ou… ou ele fugiu. Eu não sei! Mas eu não achei os batimentos! EU USEI O APARELHO E NÃO TINHA NADA! ZERO! CÉU VAZIO! LUZES APAGADAS!
— O quê?! — ela se sentou num tranco, tentando entender o que estava acontecendo.
— Eu tava tentando ouvir o coração dele… e… nada! Silêncio! É o fim! — ele andava de um lado pro outro como um hamster em pânico.
SN olhou em volta, viu o Doppler jogado no chão… e percebeu.
— Jungkook… — ela limpou os olhos. — Você usou isso aqui?
— Sim! — ele respondeu, se abaixando ao lado dela. — Eu não ouvi som nenhum! Eu matei nosso filho de susto!
— Espera… onde você encostou isso?
— Na barriga.
— Em que parte da barriga?
Ele ficou em silêncio, somente encostando perto dos seios dela.
— Jungkook… você tentou ouvir os batimentos do nos meus peitos?
— …talvez.
SN arregalou os olhos. — Amor… o bebê não fica aí!
Ele fez uma pausa. O cérebro dele finalmente conectou os pontos. Os olhos se arregalaram, e então ele ficou completamente vermelho.
— Ah… — ele murmurou, envergonhado. — Nossa. É… tá. Agora faz sentido.
SN caiu na gargalhada, mesmo ainda meio sonolenta.
— Você me acordou no meio da madrugada porque tentou ouvir batimentos cardíacos DO BEBÊ PERTO DOS MEUS PEITOS?
— Eu entrei em pânico, tá?! Você tava dormindo… e eu fiquei com medo de ter exagerado antes e… achei que era melhor garantir. Eu só queria… ouvir ele de novo.
Ela ainda ria, mas colocou a mão sobre o peito dele, suavizando o momento.
— Você é um bobão… e o melhor pai que esse bebê podia ter.
— Eu quase chamei uma ambulância, você acredita? — ele confessou, rindo de si mesmo. — Eu já tava vendo a manchete: “Idol transa com a namorada enquanto ela ta gravida e mata o bebê”
Ela gargalhou mais alto, e então estendeu a mão.
— Vem aqui. Me dá o aparelho. A gente ouve ele juntos. Do lugar certo dessa vez.
Ele entregou, rindo e coçando a nuca, morrendo de vergonha.
SN ajeitou o gel na barriga e posicionou o Doppler. Depois de alguns segundos de silêncio, o som surgiu — um tum-tum rápido, firme e lindo.
— Aí está ele. — ela sussurrou.
Jungkook se emocionou de novo, mas agora com lágrimas nos olhos e um sorriso sem vergonha nos lábios.
— Graças a Deus. E desculpa, bebê… o papai é meio burro, mas é com amor.
Ela riu, puxando ele pra perto.
— Vem aqui deitar antes que eu perca o sono de vez.
Ele se jogou na cama, colando o ouvido na barriga dela, ouvindo os batimentos com os olhos fechados.
— Eu prometo que vou cuidar de vocês… mesmo sendo atrapalhado. E que nunca mais uso esse aparelho sem supervisão médica ou a sua.
— Eu também prometo uma coisa. — ela disse, acariciando o cabelo dele.
— O quê?
— Que nunca mais vou deixar você sozinho com tecnologia médica.
Eles riram juntos, coladinhos, no meio da madrugada — entre uma crise de pânico, muito amor… e um bebê que, definitivamente, tinha um pai superprotetor (e levemente dramático).
Na manhã seguinte…
O sol mal tinha começado a espiar pelas frestas da janela quando Jungkook já estava de pé, sentado na ponta da cama com um caderninho de capa preta no colo. A luz suave dourava seu rosto concentrado, a língua escapando no canto da boca enquanto ele rabiscava com uma caneta de gel lilás que ele tinha “roubado” da SN sem que ela notasse.
Do lado, o título escrito com letras maiúsculas e sublinhadas duas vezes:
✔️ REGRAS DO PAPAI (versão 1.0)
“Para não causar ataques cardíacos em mim nem na SN.”
1. Não usar o aparelho de ouvir o bebê sozinho.
2. Não confiar 100% no Google às 3 da manhã.
3. Perguntar pra SN antes de fazer qualquer coisa relacionada à gravidez (tipo apertar botões).
4. Sempre manter o gel perto do Doppler (sem passar creme corporal achando que serve).
5. Confiar mais nos batimentos do coração dela do que nos meus surtos.
6. Se sentir pânico → respirar fundo → NÃO ACORDAR A SN COMO SE A CASA TIVESSE PEGANDO FOGO.
7. Levar a SN ao médico sempre que puder pra ver o bebê e tirar dúvidas (com profissionais reais).
8. Repetir 3x por dia: “Ela está bem, o bebê está bem. Só tô neurótico.”
Ele terminou a última linha com um sorrisinho satisfeito e deixou o caderno ao lado da cama, justo quando SN começou a se mexer.
Ela virou-se de lado, os cabelos bagunçados, as bochechas amassadas do travesseiro. Soltou um gemido preguiçoso e abriu um olho só.
— Bom dia, papai sutado… — ela murmurou, com um sorrisinho debochado nos lábios.
Jungkook deu uma risada abafada e se jogou de lado ao lado dela, encostando o nariz no dela.
— Bom dia, mãe da criança mais paciente do mundo. — ele respondeu, beijando a ponta do nariz dela.
Ela se espreguiçou devagar, levando as mãos até a barriga com carinho.
— Dormiu depois da crise de ontem ou ficou vigiando a casa por drones?
— Só fiz uma lista de regras. — ele disse com orgulho. — Tipo um manual do que não fazer. Eu sou um novo homem agora.
— Oh, então agora temos um pai versão 2.0? — ela zombou, rindo.
— Com atualização disponível pra não entrar em pânico por tudo. — ele respondeu, puxando o celular e mostrando o caderno.
Ela deu risada ao ler as primeiras linhas.
— Você realmente colocou que não se deve usar o Doppler sozinho?
— Coloquei. E destaquei com um post-it neon.
Ela encostou a cabeça no ombro dele e suspirou, ainda com um sorriso no rosto. A cena era tão leve que o coração dos dois parecia em paz pela primeira vez em muito tempo.
Jungkook ficou alguns segundos em silêncio e então disse, meio tímido:
— Amor… eu tava pensando… será que a gente podia… ir no médico hoje?
Ela ergueu uma sobrancelha.
— Você quer confirmar que o bebê não fugiu mesmo?
— Muito engraçada. — ele riu. — Mas é sério… eu queria ver ele. Ou ela. Tipo, ver mesmo. Ouvir o coração dele com aquele som alto que dá pra gravar. Ver o rostinho… mesmo que seja só uma bolinha ainda.
SN olhou para ele com ternura.
— Você quer marcar?
— Quero. Hoje. Agora. Se for possível. — ele disse, animado. — Me deixa ver você e o bebê juntos num lugar seguro, com médicos por perto, monitores que não precisam de gel congelado, e um coraçãozinho que eu posso ouvir do lado certo.
Ela segurou o rosto dele com as duas mãos e beijou sua testa.
— Claro que vamos. Vou mandar mensagem pra minha médica agora.
— Você é perfeita. — ele murmurou, abraçando-a forte.
— E você é um bebêzão maior que o nosso filho. — ela disse, mordendo o ombro dele com carinho.
Ele se levantou, rindo, e apontou pra cozinha.
— Agora deixa o papai atualizado fazer um café da manhã nutritivo pros dois amores da vida dele. Vai ter frutas, iogurte, suco natural e… hmm… torradas. Saudáveis. Eu pesquisei tudo no Pinterest.
Ela apenas sorriu e o observou correr pela casa com a empolgação de quem ia ganhar um prêmio por ser o “melhor pai da manhã”.
E talvez, de fato… ele fosse.
O som do zíper sendo fechado quebrou o silêncio da manhã tranquila. SN, sentada na beira da cama, terminava de ajeitar os itens na bolsa com calma. Estava de 13 semanas de gestação, e embora o enjoo tivesse diminuído um pouco, o cansaço ainda a acompanhava quase diariamente. Ao lado dela, Jungkook andava de um lado para o outro do quarto com um nervosismo quase cômico.
— Você pegou a garrafinha de água? A de tampa rosa?
— Peguei. — SN respondeu, com um sorriso tranquilo. — E o snack que eu deixei pronto também está aqui.
— E os exames antigos? E o caderninho de anotações da médica?
— Estão aqui, Jungkook. Calma, não estamos indo fazer uma cirurgia, é só uma consulta de pré-natal.
— Mas vai ter ultrassom. E a gente pode ouvir o coraçãozinho dele! Ou dela! E se o coração estiver fraco? Ou se o bebê estiver dormindo e não mexer? E se…
SN levantou-se, foi até ele e pousou as mãos em seus ombros.
— E se tudo estiver bem?
Ele respirou fundo. Os olhos grandes e brilhantes se fixaram nos dela e, por um instante, o nervosismo deu lugar à ternura. Ele beijou sua testa.
— Desculpa. É só que… eu não consigo acreditar que isso é real ainda.
— Então vamos ver juntos que é real. — ela sorriu. — Vamos ver nosso neném.
No carro, Jungkook mantinha uma mão no volante e a outra segurando a dela. A playlist do carro tocava suavemente em segundo plano, mas ele mal percebia. Olhava para o trânsito e depois para ela, como se precisasse confirmar constantemente que aquilo estava mesmo acontecendo.
Chegaram à clínica com alguns minutos de antecedência. Era um lugar tranquilo, discreto, com recepcionistas simpáticas que os cumprimentaram com sorrisos profissionais e olhos arregalados de reconhecimento, Jungkook costumava frequentar ali algumas vezes, mas ver ele ao lado de SN espantava algumas pessoas.
Jungkook puxou o boné mais para baixo, mas SN o segurou pelo braço.
— Fica tranquilo. Estamos em um lugar seguro.
— Só não quero tirar o foco de você e do nosso filho.
— Só de você falar “nosso filho” assim já faz valer o dia.
Ele sorriu, e foram sentar juntos. SN preencheu um formulário de rotina enquanto Jungkook passava o olho pela sala de espera, analisando cada detalhe: do quadro com imagens de ultrassons ao código de cores nos envelopes de exames.
Dez minutos depois, uma voz suave chamou:
— Senhorita SN?
SN se levantou, Jungkook também. A médica sorriu ao vê-los.
— Pode vir você também, papai. — disse com simpatia.
A sala de consulta era iluminada, aconchegante, com uma poltrona reclinável e o monitor de ultrassom à frente. Havia quadros com mensagens positivas e um aroma suave de lavanda no ar.
— Treze semanas, né? — confirmou a doutora, abrindo o prontuário. — Hoje vamos fazer o ultrassom morfológico do primeiro trimestre. Vamos avaliar medidas do bebê, batimentos cardíacos, e confirmar a vitalidade fetal. Tudo bem?
Jungkook assentiu rapidamente.
— Tudo certo. Né, amor?
SN sorriu, deitou-se e levantou a blusa. A médica aplicou o gel frio sobre a barriga, e Jungkook imediatamente segurou a mão dela.
E então, o som veio.
Tum-tum-tum-tum-tum…
— Aí está ele… ou ela. Com batimentos perfeitos: 162 bpm. — disse a médica.
Jungkook ficou boquiaberto, os olhos marejando.
— Esse som… é ele mesmo?
— É sim. Vocês estão ouvindo o coração do bebê de vocês.
SN apertou a mão dele com força. Ele inclinou-se e beijou sua testa, sem conseguir conter o sorrisinho bobo.
A imagem no monitor mostrava um pequeno corpo em formação, com os bracinhos e perninhas se mexendo de forma sutil. A cabeça ainda parecia grande em proporção, mas já se notava a forma humana completa.
— Medidas estão perfeitas. Nuca normal, osso nasal presente, membros bem formados, placenta em boa posição. Está tudo evoluindo de forma excelente.
Jungkook passava os dedos pelo rosto, tentando limpar as lágrimas discretamente.
— Eu não acredito que fiz isso… quer dizer, que nós fizemos isso.
— Vocês fizeram um milagre. — disse a médica com um sorriso.
O exame durou mais alguns minutos. A médica imprimiu algumas imagens do ultrassom e entregou para eles.
— Em breve poderemos fazer o sexagem fetal, se quiserem saber o sexo antes da ultrassonografia morfológica do segundo trimestre.
Jungkook respondeu de imediato:
— Quero tudo. Todo tipo de exame, de imagem, de som. Quero colecionar tudo sobre esse bebê.
SN riu.
— Ele vai ter um álbum mais completo que o seu, Jungkook.
Eles se despediram da médica com corações aquecidos. SN segurava as imagens do ultrassom contra o peito, enquanto Jungkook ligava para o restaurante dizendo que precisava de uma mesa para dois — para comemorar.
Enquanto SN se ajeitava na maca para o último exame do dia, Jungkook estava sentado ao lado dela, olhos brilhando como se estivesse assistindo ao show mais importante da vida.
— A sexagem fetal é um exame bem rápido, tá bom? — explicou a médica com um sorriso gentil. — Só precisamos de uma pequena amostra de sangue. O resultado sai em alguns dias, mas eu já posso adiantar que está tudo dentro da normalidade. A gestação está firme e saudável.
Jungkook apertou de leve a mão de SN, os dedos entrelaçados como se fosse a coisa mais natural do mundo. Ela sorriu, ainda um pouco pálida pelo cansaço do dia, mas com um brilho nos olhos que refletia o dele.
— Eu pedi todos os exames — ele murmurou para a médica, meio sem jeito. — Tudo que for possível pra garantir que o nosso neném está bem.
A médica sorriu compreensiva. — Isso é mais comum do que parece, Jungkook-ssi. Você é um pai zeloso. Seu filho vai ter muita sorte.
SN riu baixinho, apertando a mão dele de volta.
Horas depois, já com os exames feitos e as orientações em mãos, os dois caminhavam até o carro estacionado. Jungkook não largava o papel com o nome do hospital e as anotações da consulta, como se aquilo fosse mais precioso que qualquer troféu.
— Vamos almoçar? — ele perguntou, animado. — Achei um restaurante com espaço reservado. Bem discreto, já reservei.
— Você pensou em tudo? — SN sorriu, ajeitando a bolsa no ombro.
— Tentei! Não quero te cansar muito.
No carro, enquanto dirigia, Jungkook olhava para ela com sorrisos espaçados, como se estivesse processando tudo ainda. SN relaxava no banco, com as mãos repousadas sobre o ventre. Uma paz silenciosa preenchia o espaço entre eles.
— A gente devia começar a pensar em nomes… — ele disse de repente, quebrando o silêncio.
SN o encarou de lado.
— Ah, você já começou com isso?
— Já. Tava vendo umas opções coreanas… mas não sei. Talvez seja legal ter um nome brasileiro também. Tipo… meio a meio.
Ela riu.
— Se for menino, podemos chamar de… Jeon Jungkook Júnior.
Ele arregalou os olhos, claramente empolgado.
— Sério? Eu amei isso! Jungkook Júnior…
Ela deu um tapa leve no braço dele.
— Não! Pelo amor de Deus! Era uma piada! Imagina ele crescendo com isso, coitado!
Jungkook caiu na risada.
— Agora você mexeu com o meu coração. Eu já estava vendo a cena. “Esse é meu filho, Jungkook Júnior, igualzinho ao pai.”
Ela riu mais alto, colocando a mão sobre a barriga.
— Esse neném vai nascer com vergonha alheia!
Chegando ao restaurante, Jungkook estacionou e deu a volta no carro para abrir a porta para ela. Tomava todo o cuidado do mundo, como se ela fosse feita de vidro.
Dentro do salão reservado, ele a ajudou a se sentar e empurrou a cadeira devagar.
Durante a refeição, ele mantinha os olhos atentos a cada gesto dela. Se ela levava a mão à barriga, ele já se aproximava.
— Está tudo bem? Está com fome ainda? Quer que eu veja com o chef se pode preparar algo diferente?
SN balançava a cabeça, divertida.
— Não precisa. Eu to bem. Só… estou me acostumando com tudo isso ainda.
Depois, quando estavam sozinhos no carro de volta, Jungkook pousou a mão sobre a barriga dela, acariciando com os dedos.
— Ei, pequeno… aqui é o appa. Já estou contando os dias pra te ver. Se você puxar a omma, vai ser lindo. Mas se puxar a mim… bom, a gente se vira.
SN sorriu, de olhos fechados, aproveitando o carinho.
— Ele já te ouve, sabia? Com certeza vai nascer seu fã e outra, se ele puxar você nem sei como vou lidar com as garotinhas quando começar a fase de namoro.
Jungkook sorriu também, o olhar brilhando enquanto continuava a acariciar suavemente.
NÃOOOO ELE NÃO FEZ ISSO kkkkkkkkkkk oooh gente que cena
Usou o doppler errado, acordou de madrugada, fez toda cena, pra descobrir que tava botando no lugar errado kkkkkkkk que comédia
Isso com certeza é típico dele kkkkk ainda mais nessa preocupação toda
iiiittiii malia que coisa linda.. aaaah gente que amor