Submissão Autorizada
por FanfiqueiraAos poucos, as gargalhadas foram diminuindo, mas os olhares safados não paravam.
Cada vez que Jungkook cruzava o olhar com qualquer um dos hyungs, era recebido com:
– “Maknae proibido~” – Taehyung cantarolava baixinho, piscando.
– “Animal na cama, hein?” – Yoongi provocava com um sorrisinho de canto.
– “Reverência e luxúria, que belo combo” – Namjoon fingia anotar no caderno.
– “Você podia lançar um Golden Closet R-rated, né? Já tem o roteiro!” – Hoseok sugeriu entre risos.
Jimin, claro, era o pior:
– Ei, Jungkook, se quiser, eu imprimo as fanfics pra você ensaiar melhor!
Jungkook cobriu o rosto com a camiseta larga, morrendo de vergonha e rindo junto, se jogando no sofá:
– Parem! – ele gemeu. – Eu nunca mais vou olhar pra vocês do mesmo jeito…
– Problema seu, safadinho – Jimin retrucou, rindo.
– Meu Deus, a SN me paga – Jungkook murmurou baixinho, rindo sem conseguir disfarçar o quão divertido e ferrado ele se sentia.
Yoongi resmungou:
– Tá, tá. Agora chega de putaria. Bora trabalhar antes que o coreografo venha encher o saco.
Relutantes, eles se levantaram.
Hoseok foi ligar o som da sala, enquanto Namjoon puxava a coreografia no tablet.
O clima ainda era leve, cheio de risinhos abafados, mas eles finalmente começaram a focar de novo.
Jungkook tentava manter a concentração, mas vez ou outra flagrou Jimin fazendo movimentos exageradamente sensuais só pra provocá-lo.
Taehyung piscava, mandando beijinho no ar.
Hoseok fazia cenas dramáticas.
O maknae bufou, rindo e balançando a cabeça.
“Eu devia ter apagado aquelas fanfics quando tive chance“, pensou.
Mesmo assim, seu coração batia acelerado, porque, no fundo…
Ele adorava o que elas diziam sobre ele.
E mais ainda o fato de que era com ela.
Jungkook aproveitou um intervalo, se esgueirou até um canto mais reservado da sala e pegou o celular.
Abriu o KakaoTalk.
Mandou uma mensagem pra ela, os lábios se curvando num sorriso maroto enquanto digitava:
JK:
“Aconteceu.
Seus segredos sujos foram revelados.
Todos eles sabem.
E vou te fazer pagar por cada palavra que você escreveu.”
Ele adicionou:
JK:
“Te espero mais tarde.
E espero que esteja pronta para ‘reverência e luxúria’, como você descreveu tão bem…”
Antes de enviar, ele ficou olhando a tela, mordendo o lábio.
Seu rosto esquentava de vergonha e excitação ao mesmo tempo.
Por fim, enviou.
E voltou pro ensaio, mal conseguindo esconder o sorriso satisfeito no rosto.
Ela estava deitada no sofá, o Bam aninhado ao seu lado, assistindo TV despreocupadamente, quando o celular vibrou.
Pegou o aparelho e, ao ver que era Jungkook, o coração dela deu um pulo.
Mensagem do JK:
“Aconteceu.
Seus segredos sujos foram revelados.
Todos eles sabem.
E eu também.
E vou te fazer pagar por cada palavra que você escreveu.”
Ela arregalou os olhos, o corpo inteiro formigando.
Mensagem do JK:
“Te espero mais tarde.
E espero que esteja pronta para ‘reverência e luxúria’, como você descreveu tão bem…”
– Ai. Meu. Deus. – sussurrou para si mesma, cobrindo a boca com a mão.
Sentiu o rosto queimando, as coxas apertando instintivamente.
Digitou uma resposta rápida, os dedos tremendo:
SN:
“Eu estava sob efeito de hormônios e falta de juízo. Favor desconsiderar…”
Logo em seguida mandou outro:
SN:
“Aliás, você não tem provas. Pode ser outra pessoa.”
E outro:
SN:
“Eu posso fugir ainda hoje, tá? Pegar um voo e sumir.”
O visto de mensagem lida apareceu em segundos.
E antes que ela pudesse surtar mais…
O som da chave na porta ecoou.
Ela congelou.
Bam correu pra porta, animado.
E então…
Lá estava ele.
Jungkook entrou devagar, apoiado no batente, um sorriso perigosíssimo nos lábios, os cabelos bagunçados de quem tinha saído correndo do trabalho.
Vestia uma camisa social branca larga e a calça jeans rasgada caía perfeita nos quadris.
O olhar dele estava cravado nela.
Predador.
Faminto.
Sem desviar os olhos, ele trancou a porta atrás de si.
SN engoliu seco, o coração batendo nas costelas.
– Fugir? – ele repetiu, com a voz grave, arrastada, enquanto caminhava lentamente em direção a ela. – Você acha mesmo que eu deixaria?
Ela recuou no sofá, o corpo inteiro em alerta, mas era inútil.
Cada passo dele parecia puxá-la com gravidade própria.
– Jungkook… – sussurrou, tentando soar firme.
Mas sua voz saiu fraca.
– Reverência.
– Luxúria.
– Submissão.
– Animalidade.
Ele foi falando cada palavra pausadamente, aproximando-se dela.
SN sentiu os joelhos derreterem.
Quando ele finalmente chegou perto, ajoelhou-se entre suas pernas no sofá, segurando sua cintura com firmeza.
O sorriso dele era puro pecado.
– Eu vim cobrar. – rosnou baixinho.
Sem aviso, puxou-a para o colo dele, fazendo-a montar em sua coxa forte.
A pressão da perna contra a intimidade dela fez um gemido escapar de seus lábios antes mesmo que ela pudesse se conter.
– Tão sensível… – ele murmurou contra sua orelha, a voz carregada de desejo.
Suas mãos firmes deslizaram pela cintura dela, pela bunda, puxando-a ainda mais contra sua coxa.
– Vamos ver se você é tão obediente quanto escreveu, hmm?
Ele começou a mover sua perna para cima e para baixo, forçando-a a se esfregar contra ele.
Ela agarrou os ombros dele, os quadris seguindo o movimento, ofegante.
– Kook… – gemeu, o prazer já começando a incendiar suas veias.
– Isso, baby. – incentivou, com a voz rouca. – Rebola pra mim.
Ele a olhava como se ela fosse a coisa mais linda e excitante do mundo.
As mãos dele passeavam pelas costas dela, descendo para apertar sua bunda com força.
Quando ela estava quase perdendo o controle, ele a levantou nos braços, com facilidade absurda, e começou a subir as escadas em direção ao quarto.
Ela se agarrou ao pescoço dele, o coração batendo descontrolado.
– Você vai me matar. – murmurou, escondendo o rosto no pescoço dele.
– Eu vou te fazer implorar. – ele respondeu, a voz carregada de promessa.
Ele a jogou de costas na cama.
Ela soltou um gritinho surpreso, logo seguido de uma risada nervosa.
Mas antes que pudesse sequer pensar em fugir, ele já estava sobre ela.
Jungkook segurou seus pulsos acima da cabeça com uma mão, imobilizando-a com facilidade, enquanto a outra mão deslizava pelo corpo dela, lenta e provocante.
Ele a despiu com cuidado, arrancando suspiros e gemidos a cada toque, a cada beijo.
Cada pedaço de pele exposta era celebrado com lábios, dentes e língua.
– Você vai me implorar hoje. – ele sussurrou, enquanto tirava a própria camiseta, revelando o corpo definido e suado.
Ela gemeu alto quando ele deslizou para dentro dela de uma só vez, profundo, possessivo.
O gemido rouco que ele soltou vibrou contra sua pele.
Ele se moveu com força e precisão, cada estocada arrancando gemidos e palavrões dela.
– Tão apertada pra mim… – ele rosnou, inclinando-se para abocanhar seus lábios num beijo feroz.
Ela tentou puxar os braços para tocá-lo, mas ele segurou firme:
– Não. Hoje você só recebe.
Ela gemia, os quadris se arqueando para encontrá-lo a cada investida.
Ele era incansável, determinado.
Se inclinava para morder seu pescoço, lamber seus seios, mordiscar a pele sensível da barriga enquanto se movia dentro dela.
Quando ela começou a tremer, prestes a explodir, ele sorriu contra sua boca:
– Implora.
Ela choramingou:
– Jungkook, por favor…
Ele a recompensou com uma estocada mais forte, mais funda, fazendo-a gritar seu nome.
– De novo. – exigiu, os olhos escuros fixos nos dela.
– Por favor, me deixa gozar… – ela implorou, as lágrimas de prazer escorrendo pelo canto dos olhos.
Ele gemeu alto, finalmente soltando seus pulsos e segurando suas coxas abertas para ele.
Aumentou o ritmo, o som de pele contra pele preenchendo o quarto, até que ela explodiu em prazer, arqueando as costas, gritando seu nome.
Ele continuou se movendo dentro dela até se derramar também, com um gemido gutural, o corpo inteiro tremendo.
Eles ficaram ali, ofegantes, grudados, as peles suadas e sensíveis.
Jungkook beijou cada centímetro do rosto dela, murmurando palavras de adoração.
– Nunca mais esconda essas fanfics de mim. – brincou, dando uma mordidinha no queixo dela.
Ela riu, ainda sem forças para se mexer.
Ele se deitou ao lado dela, puxando-a para seu peito, os dedos acariciando seus cabelos.
– Eu te amo. – ele sussurrou, beijando o topo da cabeça dela.
– Eu te amo mais. – ela respondeu, a voz embargada de emoção e exaustão.
Ali, entrelaçados, eles adormeceram – o Bam aos pés da cama, como um guardião silencioso.
O sol mal tinha despontado no céu quando ela acordou.
Sentia o corpo dolorido, marcado em lugares que só Jungkook conseguia alcançar.
Mas, acima de tudo, sentia a adrenalina borbulhando.
Hoje seria o dia da vingança.
Ela saiu da cama devagar, cuidando para não acordá-lo. Jungkook dormia profundamente, os cabelos bagunçados, o braço estendido sobre o travesseiro onde ela estivera deitada. Parecia um anjo. Um anjo muito, muito perigoso.
Sorriu maliciosa.
Pegou o celular e começou a preparar tudo.
Horas depois – Final da tarde
Jungkook passou o dia inteiro ocupado com trabalho, ensaios, reuniões de fotos…
Cada vez que checava o celular, via mensagens dela:
SN:
“Estou com saudades.”
“Queria você aqui comigo…”
“Pensei em você o dia inteiro.”
Era o suficiente para deixar o pobre coitado desesperado.
Finalmente, no final da tarde, quando abriu a porta de casa, o cheiro doce de baunilha tomou conta dele.
– Baby? – chamou, largando a mochila no chão.
Nenhuma resposta.
Ele andou até a sala…
Vazia.
Cozinha…
Nada.
Coração acelerando, ele subiu as escadas, a tensão aumentando.
Quando empurrou a porta do quarto, quase caiu de joelhos.
Ali, bem no meio da cama, estava ela.
Usava apenas uma lingerie preta de renda, absolutamente nada além disso.
Meias 7/8 pretas.
Salto alto.
E uma expressão de pura inocência maldosa.
Estava deitada de lado, apoiando a cabeça na mão, olhando para ele como se estivesse esperando há horas.
– Finalmente chegou. – disse baixinho, mordendo o lábio inferior.
O cérebro dele literalmente travou.
Engoliu em seco, sentindo seu corpo reagir instantaneamente.
– O que… você está fazendo? – a voz dele saiu rouca, como se estivesse há dias sem beber água.
Ela sorriu com doçura, se esticando como uma gatinha preguiçosa.
– Nada demais… – respondeu, passando a ponta dos dedos pela própria coxa. – Só pensei que… já que você se divertiu tanto ontem, hoje eu deveria brincar um pouquinho também.
Ele ficou imóvel, os olhos grudados nela.
Quando ela se sentou na beira da cama e cruzou lentamente as pernas, a lingerie apertando em todos os lugares certos, ele deu um passo trôpego à frente.
– Baby… – avisou, num tom de súplica.
Ela riu baixinho, deslizando um dedo pela renda que cobria seus seios.
– Você não pode me tocar. – disse, a voz suave. – Não ainda.
Ele grunhiu, o maxilar travado.
Ela se levantou devagar, desfilando à frente dele, roçando o corpo sem tocar de verdade.
O perfume dela o embriagava.
Ela passou a mão no peito dele, sobre a camiseta, bem de leve, e depois se afastou.
– Você só pode olhar. – murmurou.
Jungkook fechou os olhos com força, respirando pesado.
Quando abriu de novo, ela estava ajoelhada no chão, bem na frente dele, puxando a camiseta dele pra cima com a ponta dos dentes.
– Posso tirar? – perguntou, inocente.
Ele assentiu freneticamente.
Ela tirou a camiseta dele devagar, roçando os dedos pelo abdômen definido, sentindo os músculos dele contraírem sob o toque.
Ele estava praticamente tremendo.
Quando ela chegou à calça jeans dele, olhou para cima, encontrando o olhar dele.
O desejo bruto, animal, saltava dos olhos escuros dele.
Ela abriu o botão da calça com lentidão torturante, puxou o zíper, e a deslizou até os tornozelos dele.
A ereção dele era visível, rígida e imponente dentro da boxer preta.
Ela roçou os lábios contra a virilha dele, sem tocar de verdade.
Jungkook gemeu baixo, o som rasgando sua garganta.
– Você é cruel. – rosnou, a voz embargada.
Ela sorriu maliciosa.
– Estou só começando.
Se afastou, subindo de volta para a cama, deitando-se de bruços, levantando a bunda perfeitamente desenhada na direção dele.
– Agora… se quiser, vai ter que implorar.
A cabeça dele caiu para trás, as veias do pescoço saltando.
– Eu te imploro, baby. – gemeu, arrancando a própria cueca com pressa. – Deixa eu tocar você. Deixa eu foder você do jeitinho que você merece.
Ela riu, um som doce que o enlouqueceu ainda mais.
– Então venha buscar.
Ele avançou como um animal faminto.
Segurou seus quadris com força, posicionando-se atrás dela.
Roçou a glande pela entrada quente e molhada dela, provocando-a.
– Não quero ir devagar hoje. – avisou, a voz grave como trovão.
– Quem mandou provocar? – ela respondeu, rebolando de propósito.
Foi a última gota.
Ele afundou nela de uma só vez, brutal e profundo, arrancando um grito dela.
Não deu tempo para se ajustar.
Não deu tempo para pensar.
Ele a segurava firme, estocando fundo, rápido, insano.
Ela gemia, chorava, implorava – e ele gemia junto, o corpo dele inteiro colado ao dela.
A pele batendo, o som dos gemidos e dos suspiros preenchendo o quarto.
– Você é minha. – ele rosnava, entre estocadas. – Só minha.
Ela não conseguia falar mais nada, o prazer era avassalador.
Quando ele sentiu que ela estava à beira, segurou seus quadris com força ainda maior.
– Goza pra mim. Agora. – ordenou, a voz cortante.
E ela obedeceu, gritando o nome dele, o corpo se arqueando em espasmos.
Ele veio logo depois, se derramando dentro dela com um gemido feroz, o corpo inteiro tremendo de prazer.
Ele caiu de lado, puxando-a contra o peito, suando, sem ar.
Beijou sua testa, o coração disparado.
– Você vai me matar ainda, sabia? – sussurrou, rindo roucamente.
Ela sorriu preguiçosamente, satisfeitíssima.
– Só estou retribuindo o favor.
Ele riu, abraçando-a ainda mais forte.
– E eu sou o homem mais feliz do mundo por isso.
Ela ainda pegou leve com ele, eu teria torturado mais kkkkkk